sexta-feira, 25 de maio de 2018

GREVE DE CAMINHONEIROS





Caminhoneiros pararam o país após sucessivos reajustes no preço dos combustíveis. Uma luta de indignação que não irá beneficiar só os caminhoneiros, mas toda a população. A paralisação da categoria dura 5 dias e provocou bloqueios de rodovias que ocasionou desabastecimento em todo o país. Em meio ao desabastecimento de combustíveis, alimentos e outros, estamos nos deparando com donos de posto de gasolina, pessoas que trabalham com gás de cozinha, verduras, legumes, frutas e outros subindo os preços de forma abusiva. Há grupos de pessoas saqueando lojas e supermercados. Daí eu pergunto: SÓ OS POLÍTICOS SÃO DESONESTOS? É SÓ O GOVERNO QUE EXPLORA O POVO? NÃO. Então, podemos concluir que, enquanto nós não moralizarmos nossas atitudes, nada vai mudar. A desonestidade não é uma atitude só dos políticos, ela está em todas as profissões e fora delas também. Quantas pessoas gritando aos políticos para que sejam honestos, que deixem de ser gananciosos, que pensem na necessidade do povo e parem de explorá-lo, mas na primeira oportunidade usam o “jeitinho brasileiro” da desonestidade com o nome de “esperteza”. Se queremos um mundo melhor, o primeiro mundo que deve ser reformado, modificado, moralizado, está dentro de nós.  O ideal político é buscarmos ser politicamente correto, ou seja, sermos éticos, de atitude moralizada, onde estivermos colocados. Quando seguirmos o ensinamento do Cristo que pede para amarmos o próximo como nós nos amamos, tudo se modificará porque, só faremos ao próximo o que queremos que ele nos faça. Assim, nós não enganaremos, exploraremos dentre outras atitudes que o prejudicará. Por isso Kardec escreveu: “É pela educação (moral), mais do que pela instrução, que se transformará a humanidade”. Pensemos nisso!
Texto de Rudymara



QUERER MORRER PODE MATAR


No livro "Obreiros da Vida Eterna", cap. XIV, Fabriciano contou para André Luiz a história de uma jovem e respeitável senhora, atuante no campo da benemerência social, que deparou-se com pequenas brigas com o esposo, e tendo conhecimento da imortalidade da vida além do sepulcro, desejou ardentemente morrer. Todas as leviandades do marido bastaram para que maldissesse o mundo e a Humanidade. Não soube quebrar a concha do personalismo inferior e colocar-se a caminho da vida maior. Pela cólera, pela intemperança mental, criou a idéia fixa de libertar-se do corpo de qualquer maneira, sem utilizar o suicídio direto. Não dava ouvidos aos conselhos e advertências fraternas dos amigos espirituais a que se uniu pelo trabalho de caridade. E tanto pediu a morte, insistindo por ela, entre a mágoa e a irritação persistentes, que veio a desencarnar em manifestação de icterícia complicada com simples surto gripal. Tratava-se de verdadeiro suicídio inconsciente, mas a senhora, no fundo, era extraordinariamente caridosa e ingênua. Apesar disso, não foi concedido qualquer autorização para que ela recebesse descanso e muito menos auxílio especial em sua desencarnação. Mas, o diretor da comissão de serviço, a que ela se afiliou, recolheu-a, por compaixão, já que não achou aconselhável entregá-la a própria sorte, em face das virtudes potenciais de que era portadora. Apesar de eficiente intercessão em benefício da infeliz, somente puderam afastá-la das vísceras cadavéricas, em condições impressionantes e tristes.
Para finalizar, Fabriciano explicou:
- Não fritufica a paz legítima sem a semeadura necessária. Alguém para gozar o descanso, precisa, antes de tudo, merecê-lo. As almas inquietas entregam-se facilmente ao desespero, gerando causas de sofrimento cruel.

OBSERVAÇÃO DE RUDYMARA: Nesta história podemos tirar quatro advertências: 1ª) Há um suicídio lento e silencioso, que chamamos de SUICÍDIO INDIRETO OU INCONSCIENTE. Este é o que mais mata. Este tipo de suicídio acontece quando aniquilamos lentamente nosso corpo físico com vários tipos de abusos; 2º) O sofrimento da suicida após a desencarnação só foi amenizado graças a caridade que estendeu quando estava encarnada; 3º) Tomemos cuidado com nossos pensamentos. Diz o espírito Scheilla: "A saúde do corpo, muitas vezes, começa no pensamento sadio. Não dê guarida a mágoas e rancores. Entregue ao tempo toda ofensa. Se você já é capaz de escolher o alimento de que seu corpo necessita, também pode selecionar os pensamentos que nutrem seu espírito." ; 4º) Allan Kardec no livro "O Evangelho segundo o Espiritismo" , capítulo V, diz que: "A calma e a resignação adquiridas na maneira de encarar a vida terrena, e a fé no futuro, dão ao Espírito uma serenidade que é o melhor preservativo da loucura e do suicídio (...)" E Joanna de Ângelis completa dizendo: "Espera pelo amanhã, quando o teu dia se te apresente sombrio e apavorante. Se te parecerem insuportáveis as dores, lembra-te de Jesus, ora, aguarda e confia."



quinta-feira, 17 de maio de 2018

APOMETRIA NÃO É PRÁTICA ESPÍRITA




Divaldo Pereira Franco, durante uma larga entrevista, no programa Presença Espírita da Rádio Boa Nova, de Guarulhos (SP), em Agosto/2001, a partir de uma pergunta a ele dirigida, afirma: "Não irei entrar no mérito nem no estudo da Apometria, porque eu não sou apômetra, eu sou espírita. O que posso dizer é que a Apometria, segundo os apômetras, não é Espiritismo, porquanto as suas práticas estão em total desacordo com as recomendações de “O Livro dos Médiuns”. Não examinaremos aqui o mérito ou demérito porque eu não pratico a Apometria. Mas, segundo a presunção de alguns, este método é um passo avançado do movimento espírita, no qual, Allan Kardec estaria ultrapassado. E que Allan Kardec foi a proposta para o século dezenove e parte do século vinte e a Apometria é um degrau mais evoluído, tese com a qual, na condição de espírita, eu não concordo em absoluto.” 
“(...) Tenho certeza de que aqueles que adotam esses métodos novos, primeiro, não conhecem as bases kardequianas, e, ao conhecerem-nas, nunca as vivenciarão para terem certeza. Então, SE ALGUÉM PREFERE A APOMETRIA, DIVORCIE-SE DO ESPIRITISMO. É um direito! Mas, não misture para não confundir (...) não temos nada contra a Apometria, as correntes mento-magnéticas, aquelas outras de nomes muito esdrúxulos e pseudocientíficos. Mas, como espíritas, nós devemos cuidar da proposta espírita (...)
Então, temos por obrigação explicar que a mediunidade não é patrimônio exclusivo da Doutrina Espírita e muitas práticas alheias ao Espiritismo a utilizam. Assim acontece com a desobsessão, os católicos chamam de “exorcismo”; os protestantes “descarrego”; os apometras de “apometria”, etc., e cada qual tem seu método. Por isso é dever de todo espírita estudar profundamente as obras básicas, para que possamos preservar a pureza doutrinária. O Codificador, referindo-se ao Espiritismo, indaga-nos: "COMO PRETENDER-SE EM ALGUMAS HORAS ADQUIRIR A CIÊNCIA DO INFINITO.” Os diversos cultos religiosos existentes merecem nosso respeito, mas nem por isso devemos adotar seus rituais e práticas exteriores, por considerá-los contrários aos princípios básicos da Doutrina Espírita. Concluímos que falta o conhecimento da Doutrina Espírita. Não basta a freqüência à Casa Espírita. É indispensável estudá-la, incessante, incansavelmente. Seu aprendizado exige esforços. Percebe-se, claramente, que a Doutrina Espírita é uma ilustre desconhecida de boa parte dos 'ESPÍRITAS', especialmente quanto à sua parte teórica.

OBSERVAÇÃO DE RUDYMARA: Nós espíritas não somos contra a Apometria, mas não gostaríamos que as casas espíritas a adotasse ou dessem cursos de Apometria, mas sim cursos de coisas mais importante para o "espírito" que somos. Como cursos que explique: O que é doença; como ficamos doentes; como nos prevenir das doenças; o que é obsessão; como nos prevenir da obsessão; quem são os obsessores; como lidar com eles; etc. Estamos atacando o efeito sem explicar a causa. Até quando atrairemos para os centros espíritas pessoas que buscam somente os fenômenos espíritas? O tempo de transição pede mudanças comportamentais e não de métodos desobsessivos ou seja lá a moda do momento. Em que os espíritas estão ajudando neste esclarecimento e nesta mudança? Consultemos nossa consciência. Há espírita questionando a credibilidade de Divaldo Franco e Allan Kardec para defender novidades que não condizem com a doutrina. É assim que nasce o “Espiritismo a moda da casa”; “mediunidade à moda do médium”, etc. O espírito Nora no livro “Aconteceu na Casa Espírita” alerta: “UMA DAS ARMAS QUE OS INIMIGOS DA PAZ CERTAMENTE UTILIZARÃO, SERÃO MODISMOS. HAVERÃO DE EXPLORAR TODOS OS TIPOS DE CRENÇAS POPULARES, AGITANDO ONDAS DE NOVIDADES DOUTRINÁRIAS.” No livro Opinião Espírita, cap. 25, André Luiz diz: "Muitos, companheiros, sob a alegação de que todas as religiões são boas e respeitáveis, julgam que as tarefas espíritas nada perdem por aceitar a enxertia da práticas estranhas à simplicidade que lhes vige na base, lisonjeando indebitamente situações e personalidades humanas, supostas capazes de beneficiar as construções doutrinárias do Espiritismo." Pensemos nisso!




sábado, 12 de maio de 2018

QUAL A MISSÃO DAS MÃES NA TERRA?





No livro "Missionários da Luz", o Espírito André Luiz, conta através da psicografia de Chico Xavier, a história de um Espírito que se preparava para reencarnar, com a intenção de reparar o erro que cometeu como mãe na Terra. Quando encarnada, foi devotadíssima mãe e esposa, mas contrariava a influência do marido no lar e estragava os filhos com excessos de meiguice sem razão. Eram três rapazes e uma jovem, que caíram muito cedo em desregramentos, e cedo desencarnaram. Após desencarnar entraram em regiões baixas. Quando esta mãe desencarnou, percebeu que falhou na educação dos filhos, então, implorou para reencarnar junto deles novamente. Seu pedido levou mais de trinta anos para ser concedido. Então, na nova encarnação, ela os receberia como filhos novamente, sendo dois rapazes na condição de paralíticos, um na qualidade de débil mental e, para auxiliá-la na viuvez precoce, teria tão somente a filha, que seria também portadora de urgente necessidade de correção.
Então, é preciso reconhecer que à mulher está destinado a mais sublime missão, o mais elevado ideal, a tarefa redentora por excelência que é a PREPARAÇÃO DO SER HUMANO PARA A VIDA. Edificaremos um mundo melhor na medida em que a criança for convenientemente orientada. E esse serviço, por mais o neguem as feministas intransigentes, compete muito mais à mulher. Ela é a preceptora por excelência, a educadora mais eficiente. A maternidade é, talvez, a mais sacrificial e árdua de todas as missões, mas, se exercitada em plenitude é, também, a mais gloriosa de todas as realizações humanas. Tudo tem uma finalidade certa, superior, que resultam a harmonia e o equilíbrio das leis eternas. A mãe, quando evangelizada, não fixa sua preocupação somente em dar aos filhos alimento, vestuário, brinquedos, lazer, escola, faculdade, conforto, mas principalmente, dedicação em colocar-lhes no coração os sentimentos e virtudes que os orientarão e lhes iluminarão os caminhos. Geralmente dizemos a eles que queremos que sejam “alguém” na vida. Mas, esquecemos de dizer para que busquem ser “alguém” honestamente, ou então, que busquem ser “alguém” diante dos olhos de Deus. Isso não significa, em hipótese alguma, que as mães devam realizar uma incrível “mágica” de transformar seus filhos em “anjos” em alguns anos de convivência. O que Deus pede para as mães é que, sejam sempre esforçadas e dedicadas a tão importante encargo, que não desanimem ante as dificuldades ou desprezem o lar pela busca obsessiva das ilusões passageiras. O espírito não se modificará profundamente de um momento para outro. Porém, todo bom exemplo, toda boa palavra, toda corrigenda sincera, todo diálogo, toda energia, todo carinho, toda disciplina e todo amor jamais se perderão, mesmo que tenham sido encaminhados a um coração endurecido pelo mal, mesmo que ainda carregue muita preguiça, orgulho e egoísmo. As mães não são responsáveis pelas imperfeições dos filhos, mas sim se adubarem essas tendências infelizes ou se não as combaterem quanto podiam. Como nos aconselha Santo Agostinho no O Evangelho Segundo o Espiritismo: “ESPÍRITAS, COMPREENDA AGORA O GRANDE PAPEL DA HUMANIDADE. COMPREENDA QUE, QUANDO PRODUZEM UM CORPO, A ALMA QUE NELE ENCARNA VEM DO ESPAÇO PARA PROGREDIR. INTEREM-SE DOS SEUS DEVERES E PONHA TODO O SEU AMOR PARA APROXIMAR DE DEUS ESSA ALMA, ESTA É A MISSÃO QUE LHES ESTÁ CONFIADA E CUJA RECOMPENSA RECEBERÃO SE FIELMENTE A CUMPRIREM. OS SEUS CUIDADOS E A EDUCAÇÃO QUE LHE DEREM AUXILIARÃO O SEU APERFEIÇOAMENTO E O SEU BEM-ESTAR FUTURO. LEMBREM-SE DE QUE, A CADA PAI E A CADA MÃE, DEUS PERGUNTARÁ: QUE FIZESTES DO FILHO CONFIADO À VOSSA GUARDA?”
Qual será nossa resposta? Este alerta não serve só para as mães, mas para todos os que têm uma criança sob sua responsabilidade.


Compilação de Rudymara




MÃE NA VISÃO ESPÍRITA



Homem e mulher, segundo os espíritos disseram à Kardec são iguais perante Deus e tem os mesmos direitos. Que, somente os homens pouco adiantados do ponto de vista moral usam a força para impor seu modo de pensar e agir. E que somente em sociedades primitivas pode conceber que a mulher é inferior ao homem. Mas, houve uma época que a força do homem dominou a mulher de maneira cruel e injusta. Filósofos discutiam se a mulher tinha alma. A mulher tinha dono, primeiro o pai e segundo o marido.
No século 20 a mulher conquistou o direito de trabalhar fora de casa; votar; administrar seu próprio negócio, enfim, ela conseguiu exercer seu livre arbitrio. A partir daí seu modo de pensar mudou. E toda mudança assusta, ocasiona briga, discussão, uma certa desarmonia no relacionamento familiar. Por que? Porque a mulher passou a ter duas jornadas de trabalho. Uma fora de casa e outra dentro. Então, ela passou a não achar justo, por exemplo, que o homem não ajude nos afazeres da casa, já que ela passou a ajudar nas despesas. E as mulheres que chamamos de “do lar”, trabalham a semana todo com os afazeres da casa para que o marido saia tranqüilo para o trabalho. Mas nos finais de semana, feriados e férias ela não acha justo que só o marido usufrua desta regalia. Nestas datas ela quer que eles a ajudem. E o homem, com caráter machista, acha-se ofendido. Porque ele foi criado achando que os afazeres domésticos são coisas de mulher. Mas este abalo ou atrito foi e é necessário para que haja modificações profundas, e com o tempo serão superados na medida em que a humanidade assimilar plenamente um princípio fundamental: a igualdade de direitos entre o homem e a mulher.
Mas, os espíritos também disseram que, embora sejam iguais e tenham os mesmos direitos, as funções são diferentes. O homem se destina aos trabalhos rudes, por ser mais forte; a mulher aos trabalhos suaves. Isto não significa que o homem deva usar esta força para escravizar, dominar a mulher, mas para proteger. Embora a mulher seja mais fraca fisicamente, Deus deu a ela ao mesmo tempo maior sensibilidade em relação com a delicadeza das funções maternais. E, esta função é ainda maior que a do homem perante a Natureza, porque é ela que dá a ele as primeiras noções de vida. Isto não significa que a mulher não deva trabalhar fora e exercer seu livre arbítrio, mas a função “mãe” cabe mais a ela. E ao homem cabe ajudar sua mulher nos deveres do lar, assim como ela faz quando ajuda nas finanças da casa quando sai para trabalhar.
Afinal, homem e mulher só existem na organização física, pois os Espíritos podem trocar a roupagem física a cada encarnação, ou seja, o homem pode renascer num corpo de mulher e vice-versa. Por isso, vemos, muitas vezes, homens desempenhando o papel de mãe melhor que muitas mães. Pois, eles já passaram pela maternidade em outras encarnações. E vemos muitas mulheres devotadas ao trabalho fora do lar do que à maternidade.
Mas, como espíritos imperfeitos podem ser bons educadores? Reconhecem-se as verdadeiras educadoras não pela santidade, mas pelo “esforço” e pela “disciplina” que trouxerem como bagagem, os quais serão os alicerces firmes e sólidos da “educação”. São valores reconhecidos pelos que buscam acertar na tarefa. Então, devemos ter sempre conosco a legenda “educar-se para educar”.
No livro "Missionários da Luz", o Espírito André Luiz, conta através da psicografia de Chico Xavier, a história de um Espírito que se preparava para reencarnar, com a intenção de reparar o erro que cometeu como mãe na Terra. Quando encarnada, foi devotadíssima mãe e esposa, mas contrariava a influência do marido no lar e estragava os filhos com excessos de meiguice sem razão. Eram três rapazes e uma jovem, que caíram muito cedo em desregramentos, e cedo desencarnaram. Após desencarnar entraram em regiões baixas. Quando esta mãe desencarnou, percebeu que falhou na educação dos filhos, então, implorou para reencarnar junto deles novamente. Seu pedido levou mais de trinta anos para ser concedido. Então, na nova encarnação, ela os receberia como filhos novamente, sendo dois rapazes na condição de paralíticos, um na qualidade de débil mental e, para auxiliá-la na viuvez precoce, teria tão somente a filha, que seria também portadora de urgente necessidade de correção. Vejam a responsabilidade de ser mãe.
Chico Xavier disse o seguinte: "Várias vezes visitei com Emmanuel e André Luiz, as regiões do Umbral... Não vi por lá uma criança sequer, mas pude observar muitos pais que se responsabilizaram pela queda dos filhos - mais pais do que mães!..."
Alguém vai dizer: “e as mães que abandonaram seus filhos?” – Divaldo diz que nós renascemos não onde merecemos, mas onde temos necessidade para evoluir. Muitas vezes, retornamos na condição de filho de alguém que foi nosso desafeto; voltamos à Terra entre pessoas que nós magoamos. Muitas vezes, mãe e filho, por exemplo, foram inimigos no passado e hoje, em nova encarnação, encontram dificuldades de relacionamento. Mas Deus os colocam juntos para que façam as pazes. Por isso, vemos mães com maior afinidade com um filho do que com outro e/ou filhos com maior afinidade com a mãe do amigo do que a própria mãe. E se aquela mãe não nos quis, não nos criou, sejamos gratos por ela não ter nos abortado, por ela nos dar a oportunidade de viver e de evoluir. E quando os filhos são ingratos aos pais? O mandamento de Deus pede para honrar a seu pai e mãe, não somente respeitá-los: mas assistí-los na necessidade, proporcionando-lhes o repouso na velhice, cercá-los de solicitude como fizeram por nós em nossa infância. E quando os pais foram relapsos e não cumpriram com suas obrigações de pais? Certos pais, é verdade, menosprezam seus deveres e não são para os filhos o que deveriam ser; mas cabe a Deus puni-los e não aos seus filhos; não cabe a estes censurá-los, porque talvez eles próprios merecessem que fosse assim.
Então, que os homens e mulheres, ao invés de ficarem medindo força para buscar igualdade no vício, no sexo desregrado, para provar quem é mais forte, mais inteligente, mais capaz, que se dêem as mãos para caminharem juntos. As funções são diferentes, mas complementares. Deus conta com ambos para trazer Seus filhos ao mundo para que tenham a oportunidade de passar por provas ou expiações e para que os ajudem a sair daqui melhores que aqui chegaram. 
Neste dia das mães ouviremos muito que é uma “data comercial”. É sim, mas moramos num planeta materialista. Sem estas datas o comércio, as fábricas iriam a falência. Muita gente ficaria desempregada. Lógico que há exageros, mas moramos num mundo de provas e expiação. Não podemos esperar muito dos moradores dele. Precisamos observar o lado bom desta data. Muitas mães só são lembradas neste dia. Só recebem visita, presente, um abraço, um beijo, uma prece, caso esteja desencarnada. Então, aproveitem este dia, e todos os outros dias com suas mães. Se estiver difícil visitar, ligue, mande uma mensagem. Se estiver desencarnada, emita sempre um bom pensamento a ela. E se puder, alegre uma mãe que perdeu um filho, que não tem um, que foi abandonada por um, que adotou um ou alguns. Não precisa dar presente caro, escreva uma mensagem, coloque num envelope e entregue a ela. Pelo menos deixe um uma caixa do correio. O importante é fazer uma mãe feliz.

Texto de Rudymara

QUANDO DEUS CRIOU AS MÃES



Diz uma lenda que o dia em que o bom Deus criou as mães, um mensageiro se acercou Dele e Lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criação.
Em quê, afinal de contas, ela era tão especial?
O bondoso e paciente Pai de todos nós lhe explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial cuidado.
Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de curar qualquer coisa, desde leves machucados até namoro terminado.
Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para que o almoço não queimasse.
Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse catedrática em medicina da alma.
Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e magoada.
Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes. Mãos que soubessem transformar um pedaço de tecido, quase insignificante, numa roupa especial para a festinha da escola.
Por ser mãe deveria ser dotada de muitos pares de olhos. Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto fechado.
Outro para ver o que não deveria, mas precisa saber e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros e lhe dizer: Eu te compreendo. Não tenhas medo. Eu te amo, mesmo sem dizer nenhuma palavra.
O modelo de mãe deveria ser dotado ainda da capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco a escovar os dentes e dormir, quando está na hora.
Um modelo delicado, com certeza, mas resistente, capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os filhos.
De superar a própria enfermidade em benefício dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do amor.
Uma mulher com capacidade de pensar e fazer acordos com as mais diversas faixas de idade.
Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas de saudade e de dor mas, ainda assim, insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior.
Uma mulher com lágrimas especiais para os dias da alegria e os da tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão.
Uma mulher de lábios ternos, que soubesse cantar canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas.
Lábios que soubessem falar de Deus, do Universo e do amor. Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida.
Uma mulher. Uma mãe.
********* 
Ser mãe é missão de graves responsabilidades e de subida honra. É gozar do privilégio de receber nos braços Espíritos do Senhor e conduzi-los ao bem.Enquanto haja mães na Terra, Deus estará abençoando o homem com a oportunidade de alcançar a meta da perfeição que lhe cabe, porque a mãe é a mão que conduz, o anjo que vela, a mulher que ora, na esperança de que os seus filhos alcancem felicidade e paz.


Redação do Momento Espírita.



UM ANJO CHAMADO MÃE




Uma criança pronta para nascer perguntou a Deus:
- Disseram-me que estarei sendo enviada à Terra amanhã . . . Como vou viver lá, sendo que sou pequena e indefesa ?
E Deus disse:
- Entre muitos anjos, escolhi um especial para você. Estará esperando-a e tomará conta de você.
- Mas me diga, aqui no céu eu não faço nada além de sorrir e cantar, o que é suficiente para que eu seja feliz . . . Serei feliz lá?
- Lá, seu anjo cantará e sorrirá para você . . . a cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz.
- Como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que as pessoas falam?
- Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a falar.
- E o que farei quando sentir saudade e quiser falar com o Senhor?
- Seu anjo juntará suas mãos e lhe ensinará a orar.
- Eu ouvi que na Terra tem homens maus. Quem me protegerá?
- Seu anjo a defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria vida.
- Mas eu serei sempre triste, porque eu não O verei mais!
- Seu anjo sempre lhe falará sobre Mim, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e Eu estarei sempre dentro de você.
Nesse instante havia muita paz no céu, mas as vozes da Terra já podiam ser ouvidas.
A criança, apressada, pediu suavemente:
- Oh, Deus, se eu estiver a ponto de ir agora, diga-me por favor, o nome do meu anjo.
E Deus respondeu:
- Você chamará seu anjo de . . . MÃE!

HISTÓRIA DE UMA MÃE





Havia uma sofredora mulher que velava aflita, à cabeceira do filhinho doente, quando a Morte chegou para buscá-lo.
Sem que ela pudesse ensaiar qualquer defesa, a Morte arrebatou o menino da cabana.
Desesperada, a mãezinha saiu a gritar para reaver o pequenino, mas a Morte veloz desapareceu.
Chorando, correu a infeliz, estrada afora, quando, em plena noite, encontrou uma mulher que poderia encaminhá-la; esta, todavia, em troca da informação, pediu-lhe cantar todas as canções com que a pobre embalava o filhinho.
Embora em lágrimas, ela repetiu todas as cantigas com que afagava o pequenino, ao pé do berço.
A mulher ensinou-lhe, então, que a Morte se dirigiu para certo espinheiro.
A pobre mãe alcançou o espinheiro, mas este, para ajudá-la, exigiu que ela o abraçasse.
Sem vacilar, a desditosa mãezinha enlaçou-o.
Quando o seu corpo já se mostrava coberto de chagas, o espinheiro explicou que a Morte seguiu no rumo de grande lago.
A peregrina, ensanguentada, chegou ao lago, mas o lago fazia coleção de pérolas e, para prestar-lhe o serviço, pediu-lhe os belos olhos.
A infortunada viajante arrancou os próprios olhos e lhos deu.
O lago, desse modo, transportou-a, ferida e cega, para o outro lado da terra, onde a Morte costumava guardar as criancinhas.
Era um grande cemitério, guardado por monstruosa mulher que, para ensinar-lhe o lugar exato onde a morte aportaria naquela noite, lhe pediu a linda cabeleira.
Sem qualquer hesitação, ela deixou-se tosar e, logo após, quase irreconhecível, foi colocada em posição de perceber a chegada do pequeno que procurava. Esperou . . . Esperou . . .
Em dado instante, ouviu que a Morte regressava com os meninos que recolhera.
Atenta, escutava as vozes diversas, quando, dentre todas, distinguiu o choro de seu filho e, apesar de cega, avançou para ele, gritando:
- Meu filhinho! . . . Meu filhinho! . . . – E agarrou-o nos braços, a beijá-lo, enternecidamente.
A própria Morte, emocionada, perguntou-lhe então:
- Como fizeste para chegar aqui, antes de mim?
Ela, chorando e rindo, pôde apenas dizer:
- SOU MÃE.


(Conto de Hans Christian Andersen, poeta e contista dinamarquês, está no livro: Evangelho no Lar, Meimei)