quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

JOSÉ HERCULANO PIRES FALA SOBRE O PASSE ESPÍRITA



O passe espírita é simplesmente a imposição das mãos, usada e ensinada por Jesus como se vê nos Evangelhos. Origina-se das práticas de cura do Cristianismo primitivo. Sua fonte humana e divina são as mãos de Jesus. Mas há um passado histórico que não podemos esquecer. Desde as origens da vida humana na terra encontramos os ritos de aplicação dos passes, não raro acompanhados de rituais, como sopro, a fricção das mãos, a aplicação de saliva e até mesmo (resíduo do rito do barro), a mistura de saliva e terra para aplicação no doente. No próprio Evangelho vemos a descrição da cura de um cego por Jesus usando essa mistura. Mas Jesus agiu sempre, em seus atos e em suas práticas, de maneira que essas descrições, feitas entre quarenta e oitenta anos após a sua morte, podem ser apenas influência de costumes religiosos da época. Todo o seu ensino visava afastar os homens das superstições vigentes no tempo.
Essas incoerências históricas, como advertiu Kardec, não podem provir dele, mas dos evangelistas; caso contrário, Jesus teria procedido de maneira incoerente no tocante aos seus ensinos e seus exemplos, o que seria absurdo.
O passe espírita não comporta as encenações e gesticulações em que hoje se envolveram alguns teóricos improvisados, geralmente ligados a antigas correntes espiritualistas de origem mágica ou feiticista. Todo o poder e toda a eficácia do passe espírita dependem do espírito e não da matéria, da assistência espiritual do médium passista e não dele mesmo. Os passes padronizados e classificados derivam de teorias e práticas mesméricas, magnéticas e hipnóticas, de um passado já há muito superado. Os espíritos realmente elevados não aprovam nem ensinam essas coisas, mas a prece e a imposição das mãos. Toda a beleza espiritual do passe espírita, que provém da fé racional no poder espiritual, desaparece ante as ginásticas pretensiosas e ridículas gesticulações.
As encenações preparatórias: mãos erguidas ao alto e abertas, para suposta captação de fluidos pelo passista, mãos abertas sobre os joelhos, pelo paciente, para melhor assimilação fluídica, braços e pernas descruzados para não impedir a livre passagem dos fluidos, e assim por diante, só serve para ridicularizar o passe, o passista e o paciente. A formação das chamadas pilhas mediúnicas, com o ajuntamento de médiuns em torno do paciente, as correntes de mãos dadas ou de dedos se tocando sobre a mesa – condenadas por Kardec – nada mais são do que resíduos do mesmerismo do século passado, inúteis, supersticiosos e ridicularizantes.
Todas essas tolices decorrem essencialmente do apego humano às formas de atividades materiais. Julgamo-nos capazes de fazer o que não nos cabe fazer. Queremos dirigir, orientar os fluidos espirituais como se fossem correntes elétricas e manipulá-los como se a sua aplicação dependesse de nós. O passista espírita consciente, conhecedor da doutrina e suficientemente humilde para compreender que ele pouco sabe a respeito dos fluidos espirituais – e o que pensa saber é simples pretensão orgulhosa – limita-se à função mediúnica de intermediário. Se pede a assistência dos Espíritos, com que direito se coloca depois no lugar deles? Muitas vezes os Espíritos recomendam que não se façam movimentos com as mãos e os braços para não atrapalhar os passes. Ou confiamos na ação dos Espíritos ou não confiamos, e neste caso é melhor não os incomodarmos com os nossos pedidos.
O passe espírita é prece, concentração e doação. Quem reconhece que não pode dar de si mesmo, suplica a doação dos Espíritos. São eles que socorrem aqueles por quem pedimos, não nós, que em tudo dependemos da assistência espiritual.


José Herculano Pires
Do livro: Obsessão - o Passe – a Doutrinação


GUERRA DOS SEXOS


Segundo disseram os espíritos à Kardec “homem e mulher são iguais na balança divina só são diferentes nas funções”, mas isso não significa que a função do homem seja melhor ou pior que a função da mulher e vice versa, quer dizer que são complementares. A mulher foi tratada por muito tempo como inferior. No final do século dezenove e início do século vinte, elas buscaram seu espaço, o direito de votar, trabalhar fora, ganhar o mesmo salário que o homem e outros. Mas, muitas mulheres se perderam nesta busca. Buscaram se igualar ao homem no que ele mais errou há séculos: sexo desregrado e vícios. Com isso, ao invés de alcançarem respeito, foram desrespeitadas. Mas, o dia em que ambos compreenderem que, eles devem unir forças ao invés de medi-las, eles crescerão juntos, evoluirão mais rápido e, todas as disputas inúteis, de um mundo materialista, egoísta e orgulhoso, acabarão. Afinal, trocamos de sexo a cada encarnação, conforme a necessidade de aprendizado. Por isso, devemos nos esforçar para respeitarmos o sexo oposto. 
Homens e mulheres, não deixem de buscar a realização de seus sonhos, mas também não se envergonhem de aprender a cozinhar, fazer bolo, arrumar uma casa, trocar fraldas, de dizer "eu te amo" todos os dias, de fazer um elogio, de agradecer um carinho, o almoço ou jantar que foi feito para você, de dar uma flor ou um presente sem data de comemoração. Não se envergonhe de dizer aos amigos (as) o quanto você ama sua esposa (o) e o quanto você gosta de fazer coisas para agradá-la (o). Não entre nessa disputa imposta pela vaidade. Seja feliz fazendo feliz quem você ama. Quem se sente feliz, amado, respeitado retribui essa felicidade. E que se dane as regras machistas ou feministas que causam a guerra entre os sexos e a infelicidade das pessoas. Pensemos nisso!


Rudymara

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

ESPÍRITAS SEM COMPREENSÃO DO ESPIRITISMO



Muitos espíritas frequentam as casas espíritas, mas não buscam estudar, entender, compreender os ensinamentos que a doutrina traz. 
Vejamos: 
* Querem cumprir “obrigação” de comparecer às reuniões; dizem ter lido vários livros, mas não guardam uma só lição deles; frequentam um estudo e não prestam atenção no assunto apresentado e fora dele não procuram buscar mais informação. Costumamos dizer que muitos comparecem com o corpo, mas a alma deixa em casa. Tem aqueles que até dormem, alegando estar desdobrados. São estes que, quando aparece uma novidade abraçam sem conhecimento “da causa”.
* Há quem apareça com dúvidas, mas a resposta deve ser a que ela quer ouvir, senão ela não aceita e se revolta. Porque ela não quer a resposta da doutrina, mas a resposta que lhe agrada.
* Há espírita que fica limitado a fazer palestras, sem se preocupar em vivenciar o que prega.
* Há casa espírita que espanta trabalhadores de boa vontade porque se acham donos da verdade e do Centro Espírita. Onde o que prevalece não é o que o Espiritismo prega, mas o que eles pregam.
* Há quem ouça a explicação à luz da doutrina e continua fazendo “do seu jeito” porque acredita que “seu jeito” é o certo. É assim que nasce o “Espiritismo a moda da casa”; “mediunidade à moda do médium”, etc.
* Há médiuns que só trabalham no dia da reunião, achando que esta “caridade” basta. Sem se dar conta que a maior caridade é ele que está recebendo.
*Há espírita que compete com outro espírita. Quando um está realizando um bom trabalho ou uma boa divulgação da doutrina, dificilmente vemos espíritas elogiando, incentivando ou oferecendo auxílio. 
* Há quem alegue não ter tempo. Mas, quando aparece um show, uma festa, o tempo aparece.
* Há quem não queira “pegar” responsabilidade. Mas, e se fosse remunerado (materialmente), será que não “pegaria” a responsabilidade?
* Há quem falte por estar chateado com algo que ouviu. Mas, no trabalho remunerado, será que esta pessoa pediria demissão ou faltaria quando “ficasse chateado” com algo que ouviu? 
* Há quem falte porque não o colocaram para dar “passe”. Esta pessoa quer servir sua vaidade e não a doutrina espírita.
* Há quem abandone o trabalho que realizava na casa espírita sem dar satisfação. Aqui caracteriza falta de responsabilidade, de respeito ao próximo que conta com aquela pessoa. Repetimos a pergunta: Se fosse remunerado (materialmente) abandonaria sem dar satisfação?
* Há quem faça caridade sem caridade, por obrigação. Infelizmente, lembramos aqui a falta de caridade nas palavras, na maneira que estende um donativo, na qualidade da doação, na diferenciação no trato com aqueles que conhecemos e com aqueles que desconhecemos, e outros. 
Enfim, se ficarmos aqui, enfileiraremos vários outros tantos exemplos conhecidos por nós espíritas. Tudo isso só acontece por falta de entendimento da doutrina. Estamos encontrando espíritas que, por exemplo, é a favor do aborto, que usam palavras desrespeitosas e "descaridosas" nos comentários das redes sociais. Não adianta dizer que estudou anos e anos as obras básicas se não buscou entendê-las e vivê-las. São pessoas que estão no Espiritismo, mas não tem o Espiritismo dentro delas. São estas que abandonam, facilmente, a religião e ainda saem maldizendo a doutrina espírita. Por isso, trabalhemos nosso “orgulho” para nos melhorarmos como espíritas, ou melhor, como cristãos que somos. Costumamos dizer que cada um amadurece em tempo diferente, mas alguns não fazem força para isso. O tempo de mudança está nos impulsionando para esta melhora, para o trabalho interno e externo, mas estamos lentos e preguiçosos. Precisamos deixar de, apenas frequentar a Casa Espírita, já aprendemos que "fé sem obras é morta". A Casa precisa de trabalhadores e colaboradores para a Causa. Não somos contra quem pensa diferente de nós, mas quem entra para a doutrina precisa se aprofundar nela. Um visitante perguntou para Chico Xavier: "-Chico, eu sou católico. Alguns amigos querem que eu me torne espírita. O que você me diz? R - Abrace a religião que te deixe tranquilo e feliz. É melhor ser um bom católico que um mau espírita" , ou seja, é melhor escolher uma religião que se afinize com nossos pensamentos, senão acontecerá o que vemos muito hoje, espíritas tentando implantar inovações nas casas espíritas que não correspondem com a doutrina. Ela é o que é e não vai mudar só para nos agradar. Pensemos nisso!

Texto de Rudymara



BEBER SOCIALMENTE

VIOLÊNCIA VERBAL


JESUS DISSE: “Ouvistes que foi dito aos antigos (tempo de Moisés): Não matarás, e quem matar prestará contas com a lei divina. Pois eu (Jesus) vos digo que todo o que se ira contra o seu irmão e que disser a ele: raca e és louco, também prestará conta com a lei divina.”
Jesus quis mostrar que não cometemos falta apenas por desencarnar alguém, como era comum na época de Moisés, mas também quando matamos uma pessoa por dentro, em seus sentimentos, matamos sua vontade de viver quando nos iramos, ficamos coléricos, colocamos em dúvida sua sanidade mental ou a desprezamos. Pois, quando os judeus diziam “raca” (homem de pouco valor) eles cuspiam de lado para deixar bem claro que a pessoa não merecia nenhuma consideração. 
Parece bobagem, mas esse tipo de comportamento é uma violência arrasadora. Na verdade Jesus condenou o que hoje chamamos de bullying. Quantas pessoas cometem suicídio por serem humilhada com piadas, chacotas e comentários que denigrem a imagem da pessoa. Hoje, as redes sociais propiciaram que esse tipo de violência se alastrasse. São comentários maldosos, compartilhamentos de notícias que, muitas vezes, nem são verdadeiros. A pessoa ofendida fica marcada com aquela fofoca maldosa para o resto da vida mesmo que aquilo não seja verídico. Uma forma perigosa de atrapalhar a vida de uma pessoa no relacionamento familiar, escolar, de trabalho e outros. E mesmo que seja verdade, não cabe a nós julgarmos ou ajudarmos a propagar a violência. Muitas pessoas acham que tem a procuração de Deus e fazem, Justiça com as próprias mãos, ao lerem certas notícias. Por isso precisamos ter cuidado ao compartilharmos ou comentarmos certas notícias.
EXEMPLO: No livro "Nos Domínios da Mediunidade", André Luiz nos mostra uma senhora que chega ao Centro Espírita com o ventre volumoso e semblante dolorido a procura do passe como ajuda. O Espírito Conrado explica para André Luiz e outros Espíritos que ali estavam analisando o caso que, a mulher estava com icterícia complicada, seu fígado estava comprometido, e que nasceu de terrível acesso de cólera, em que ela se envolveu no reduto doméstico. Ela sentiu extrema irritação, e adquiriu hepatite, da qual a icterícia é a consequência. 
Como vemos, Jesus mostrou que violência não é apenas agressão física, mas também a violência verbal. E como disse André Luiz: “A palavra pode ter a força de um punhal”, porque fere, machuca e pode causar outro tipo de morte. E, para quem gosta de "dizer a verdade" para as pessoas, lembre-se estas palavras de André Luiz: "Se você acredita que franqueza rude pode ajudar alguém, observe o que ocorre com a planta a que você atire água fervente." Pensemos nisso!


Rudymara




BICHINHOS



Você se declara esgotado pelos conflitos internos da instituição espírita de que se fez devotado servidor, e revela-se faminto de uma solução para os problemas que lhe atormentam a antiga casa de fé.
Lutas entre companheiros e hostilidades constantes minaram o altar do templo, onde muitas vezes, você observou a manifestação da Providência Divina, através de abnegados mensageiros da luz, e hoje, ao invés da fraternidade e da confiança, do entusiasmo e da alegria, imperam no santuário a discórdia e a dúvida, o desânimo e a tristeza.
Vocês nos pedem um esclarecimento, entretanto, a propósito do assunto, lembro-me de velha e valorosa árvore que conheci em minha primeira infância. Verde e forte, assemelhava-se a uma catedral na obra prodigiosa da Natureza. Cheia de ninhos, era o palácio predileto das aves canoras que, em suas frondes, trinavam felizes. Tropeiros exaustos encontravam à sua sombra, que protegia cristalina fonte, o reconforto e a paz, o repouso e o abrigo. Lenhadores, de quando em quando, furtavam-lhe pedaços vivos e peregrinos ingratos roubavam-lhe ramos preciosos para utilidades diversas. Tempestades terríveis caíam sobre ela, anualmente, oprimindo-a e dilacerando-a, mas parecia refazer-se, sempre mais bela. Coriscos alcançaram-na em muitas ocasiões, mas a árvore robusta ressurgia, sublime. Ventanias furiosas, periodicamente, inclinavam-lhe a copa, decepando-lhe galhos vigorosos; a canícula costumava rodeá-la de pesados detritos . . . O tronco, porém, sempre adornado de milhares e milhares de folhas seivosas, parecia, inabalável e invencível.
Um dia, contudo, alguns bichinhos começaram a penetrá-la de modo imperceptível.
Ninguém lhes conferia qualquer significação.
Microscópicos, incolores, quase intangíveis, que mal poderiam trazer ao gigante do solo?
Viajores e servos do campo não lhes identificaram a presença.
Mas os bichinhos multiplicaram-se, indefinidamente, invadiram as raízes e ganharam o coração da árvore vigorosa, devorando-o, pouco a pouco . . . 
E o vegetal que superara as ameaças do céu e as tentações da Terra, em reduzido tempo, triste e emurchecido, transformava-se em lenho seco, destinado ao fogo.
Assim também, meu caro, são muitas das associações respeitáveis, quando não se acautelam contra os perigos, aparentemente sem importância. São admiráveis na caridade e na resistência aos golpes do exterior. Suportam, com heroísmo e serenidade, estranhas provações e contundentes pedradas. Afrontam a calúnia e a maldade, a perseguição e o menosprezo público, dentro de inalterável paciência e indefinível força moral . . . 
Visitadas, entretanto, pelos vermes invisíveis da inveja ou do ciúme, da incompreensão ou da suspeita, depressa se perturbam e se desmantelam, incapazes de conhecer que os melindres pessoais são parasitos destruidores das melhores organizações do espírito.
Quando o “disse-me-disse” invade uma instituição, o demônio da intriga se incumbe de toldar a água viva do entendimento e da harmonia, aniquilando todas as sementes divinas do trabalho digno e do aperfeiçoamento espiritual. 
- Que fazer? - pergunta você, assombrado.
Dentro de minha nova condição, apenas conheço um remédio: nossa adaptação individual e coletiva à pratica real do Evangelho do Cristo.
Contra os corrosivos bichinhos do egoísmo degradante, usemos os anti-sépticos da Boa Nova.
- “Se alguém quiser alcançar comigo a luz divina da ressurreição – disse o Senhor -, negue a si mesmo, tome a cruz dos próprios deveres, cada dia, e siga os meus passos.”
Quando pudermos realizar essa caminhada, com esquecimento de nossas carunchosas suscetibilidade (melindres), estaremos fora do alcance dos sinistros micróbios da treva, imunizados e tranqüilos em nosso próprio coração.


Do livro: Cartas e Crônicas – escrito pelo irmão X – psicografado por Chico Xavier

OBSERVAÇÃO DE RUDYMARA: Este alerta serve não somente às casas espíritas, mas também para os locais onde convivemos: a família, o trabalho, a escola, enfim, onde devemos exercer a paciência, a compreensão, o perdão, a tolerância e tantos outros sentimentos que expulsam "os vermes invisíveis" que separam irmãos, amigos, familiares, cônjuges, causam abandonos de trabalhos de caridade, desemprego e tantos outros transtornos. Oremos e vigiemos. 




 

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

SOMOS JOIO OU TRIGO?




Estamos vivendo uma época de transição planetária onde encontramos espíritos encarnados e desencarnados querendo nos influenciar para que aceitemos o errado como se fosse certo ou que rejeitemos o certo como se esse fosse errado: na arte, na política, na música, nos programas de televisão e outros. Há quem acredite que ganhar dinheiro roubando, enganando, trapaceando, traficando, comprando algum produto de roubo, estacionando em vaga de deficiente ou idoso sem ser nenhum dos dois, ou seja, sendo desonesto, é esperteza quando na verdade é desonestidade. Precisamos estar atentos porque estamos sendo observados, avaliados e selecionados. Não devemos compactuar com o que atrasa nossa evolução e a evolução de outras pessoas. Quando aceitamos o errado estamos incentivando para que aquilo continue existindo e que influencie pessoas de forma negativa. Por exemplo: quando assistimos a um programa de baixo nível estamos dando motivação para que aquilo continue no ar e que continuem fazendo programas desse nível. Muitos dirão que esse tipo de programa não o influencia. Que bom, não é? Mas, não devemos pensar e agir de forma egoísta. Se não influencia alguns pode ter certeza que influencia muitas outras pessoas. E esta pessoa deveria se auto avaliar para entender por que ela se afiniza com tal programa. Assim devemos fazer com a música e outros. Como disse André Luiz: “SOMOS RESPONSÁVEIS PELAS IMAGENS QUE CRIAMOS NA MENTE DOS OUTROS, NÃO APENAS ATRAVÉS DO QUE FALARMOS, MAS IGUALMENTE ATRAVÉS DE TUDO QUE ESCREVERMOS.” Lembremos que saímos do mundo primitivo (cavernas), estamos no mundo de provas e expiações com um pé no mundo de regeneração. Os moradores do mundo de provas e expiação são espíritos rebeldes à lei de Deus, como disseram os espíritos a Kardec, e precisam mostrar que estão se esforçando para se regenerar. Estamos na peneira simbólica de Jesus onde Ele está separando o joio do trigo. Os espíritos que estão desencarnando estão sendo avaliados, no plano espiritual. Os que estão se esforçando para se regenerar são considerados “trigos” e os que não estão são considerados “joios”, se atrapalharmos o andamento da evolução do planeta seremos mandado embora “para outro planeta” que condiz com nosso comportamento. Como disse Jesus "Há muitas moradas na casa do Pai", ou seja, a casa de Deus é o Universo e nesse Universo tem incontáveis planetas, muitos mundos primitivos, muitos de provas e expiações, etc. Então, os “joios” não ficarão sem moradia, mas terão que morar onde não atrapalharão a evolução do planeta Terra e os “trigos” continuarão encarnando na Terra e herdarão um planeta regenerado. Cabe a nós perguntarmos: "sou joio ou trigo?"

Rudymara



quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

BEM AVENTURADOS OS PACÍFICOS E PACIFICADORES




Há três tipos de violência: a violência física, a violência verbal e a violência indireta. 
A VIOLÊNCIA FÍSICA é aquela que fere o corpo físico como: um tapa, um murro, tiro, facada, a violência sexual.
A VIOLÊNCIA VERBAL, como está no O Evangelho segundo o Espiritismo é a “palavra descortês, mal educada que usamos com o semelhante". Quantas pessoas cometem suicídio, adoecem, entram em depressão por serem humilhadas com piadas, chacotas e comentários que denigrem sua imagem. Hoje, as redes sociais mostram muitas postagens fazendo piada com foto de pessoas. Será que se fosse alguém de nossa família nós estaríamos rindo ou compartilhando? Não, não é? Então fica a lembrança do pedido do Cristo: "Não faça ao outro o que você não quer que faça para você." 
A VIOLÊNCIA INDIRETA é aquela que indiretamente incentivando a violência quando, por exemplo, compramos um celular, uma bicicleta ou produto de roubo. Por detrás daquele objeto pode estar a agressão física, a lesão financeira e até a morte de alguém. É também quando usamos drogas, lícitas e ilícitas. Pois, a lícita, que são as bebidas alcoólicas, é a indústria que mais mata. As pessoas alcoolizadas se tornam violentas fora e dentro de casa, dirigem embriagadas causando mortes e lesões irreversíveis nos acidentados. Além de serem vistas, pela lei divina, como suicidas indiretos. E as ilícitas, seus usuários, incentivam facções criminosas que matam, que estão interferindo na paz das famílias e da sociedade. Eles também são vistas como suicidas indiretos pela lei divina. E é também quando assistimos programas, filmes violentos e pornográficos ou presenteamos nosso filho com jogos violentos. Assim estamos incentivando que continuem a fazer tais programas, filmes e jogos que influenciam negativamente muitas pessoas. É também quando compartilhamos uma notícia que diz que certa pessoa fez alguma coisa que prejudicou alguém. Nosso compartilhamento pode incentivar alguém violento a querer fazer justiça com as próprias mãos linchando, batendo, ofendendo essa pessoa. Enfim, estaremos contribuindo para complicar a vida de ambos. 
Então, a paz vai além de vestirmos branco e sairmos em passeata. Paz é uma conquista interior que reflete no exterior. Quem conquista essa paz não precisa de nada artificial para ser alegre e não se incomoda com as palavras e ações porque sabe que, como disse Jesus, nos momentos finais na Terra: "Pai, perdoa-os, eles não sabem o que fazem." Pois, a lei é de plantio e colheita. Portanto, colaboremos para um mundo melhor. Mundo melhor se faz com pessoas com atitudes melhores. No tempo de Moisés a lei era do olho por olho dente por dente, mas hoje, para quem é cristão a lei é de AMOR. Chega de "bateu levou", "eu não levo desaforo para casa" e outros. Pratiquemos o "retribua o mal com o bem", como pediu Jesus. Vigiemos nossos atos para que eles não prejudiquem alguém, de forma direta e indireta. Pensemos nisso, se é que queremos um mundo sem violência. Bem aventurados o pacíficos e pacificadores.


Rudymara




sábado, 3 de fevereiro de 2018

PARA A FRENTE




"Por mais sofras, jamais desanimes. O problema aparece carregando a lição. Surge a crise revelando a verdade. Provações no caminho somam experiência. Deus sabe o que precisas para seres feliz. Segue à frente e não temas escorando-te em Deus." 

 Emmanuel 

ALLAN KARDEC, NA CODIFICAÇÃO, MENCIONA O PASSE E SUAS TÉCNICAS?



Sabemos que Allan Kardec, antes de tornar-se espírita, foi um excelente magnetizador e, mesmo após a divulgação da Doutrina, continuou aplicando energia curativa nos pacientes, o que motivou acreditar-se que ele houvesse sido médico.
Os fatores indispensáveis para o êxito do passe dizem respeito aos valores morais do agente, particularmente da quantidade de energia de que pode dispor e do sentimento de amor direcionado em favor do paciente. As técnicas, em consequência, são muito variadas, a dependerem das opiniões de diferentes estudiosos e terapeutas especializados.
Preferimos, no entanto, a mais simples, a fim de que a preocupação com a forma, não se transforme em impedimento para com a qualidade do recurso. Jesus, em razão as Sua superioridade moral e espiritual, bastava desejar que o paciente se recuperasse e o fenômeno se dava mui facilmente. No entanto, Ele quase sempre, preferiu o toque, com resultados incontestáveis e imediatos.


Divaldo Franco
Livro: Entrevistas e Lições

CADA CENTRO ESPÍRITA TEM UM MÉTODO DE APLICAR O PASSE?



Alguns sim, mas o movimento espírita, como todo movimento é conduzido por humanos, consequentemente, a interpretação será conforme seu entendimento. Mas, José Herculano Pires no livro “Obsessão, O Passe e a Doutrinação” explica que: “o passe espírita não comporta as encenações e gesticulações que hoje envolvem alguns teóricos improvisados, geralmente ligados a antigas correntes espiritualistas de origem mágica ou feiticista. Os espíritos realmente elevados não aprovam nem ensinam essas coisas, mas à prece e a imposição das mãos.”
MAS, ANDRÉ LUIZ NARRA EM VÁRIOS LIVROS, COMO POR EXEMPLO “NOS DOMÍNIOS DA MEDIUNIDADE” CAP. 17, A APLICAÇÃO DE PASSES LONGITUDINAIS. POR QUE NÃO FAZER O MESMO? Precisamos compreender que o ângulo de observação de André Luiz é do plano espiritual. Quando ele se refere a outro tipo de passe, os “passistas” são sempre espíritos desencarnados, que podem ver o funcionamento de nossos órgãos, o que para nós, encarnados, não é possível. Além do mais, como disse J. Herculano Pires:“a técnica do passe não pertence a nós, mas exclusivamente aos Espíritos Superiores. Só eles conhecem a situação real do paciente, as possibilidades de ajudá-lo em face de seus compromissos nas provas, a natureza dos fluidos de que o paciente necessita e assim por diante.” Por exemplo: quando tomamos um comprimido para dor de cabeça, este não precisa ir para a cabeça para agir. Assim é o PASSE, que é aplicado no alto da cabeça (coronário), e os espíritos se encarregam em levar os fluidos ao local do corpo necessitado.
O PASSE ESPÍRITA UTILIZA MACA? Não. Este método é utilizado na terapia holística chamada Reiki. Os adeptos desta terapia acham as filas de espera do passe espírita muito impessoal. Por isso, utilizam maca, onde o paciente recebe energia com hora marcada, música relaxante e essências aromáticas.
O PASSE REIKI TAMBÉM CURA? Sim, também faz os doentes saírem física e mentalmente recuperados. Deus não beneficia só os espíritas ou os frequentadores da casa espírita. Cabe a nós, espíritas, respeitarmos as mais diversas modalidades e formas de cura. São meios úteis de minimizar o sofrimento alheio.
SE É BOM, POR QUE O ESPIRITISMO NÃO ADOTA TAL MÉTODO? Porque o passe espírita também é bom e para ser bom aprendemos que não precisa de recursos materiais. Os espíritas precisam ajudar a renovação das idéias religiosas e não conseguirão isso, se ocultar o que já conhecem e se cederem sempre aos atuais costumes ou novidades. Além do que, o espírita tem o dever de não ficar preso às fórmulas religiosas que nada mais lhe significam. Vejamos o que disse José Herculano Pires: “Todas essas tolices decorrem essencialmente do apego humano às formas de atividades materiais. O passista consciente, conhecedor da doutrina e suficientemente humilde compreende que ele pouco sabe a respeito dos fluidos espirituais, e o que pensa saber é simples pretensão orgulhosa, limite-se à função mediúnica de intermediário. Muitas vezes os Espíritos recomendam que não façam movimentos com as mãos e os braços para não atrapalhar os passes.”
No livro Opinião Espírita, cap. 25, André Luiz diz: "Muitos, companheiros, sob a alegação de que todas as religiões são boas e respeitáveis, julgam que as tarefas espíritas nada perdem por aceitar a enxertia da práticas estranhas à simplicidade que lhes vige na base, lisonjeando indebitamente situações e personalidades humanas, supostas capazes de beneficiar as construções doutrinárias do Espiritismo."
Ultimamente estamos encontrando muitas novidades no meio espírita. Há, por exemplo, quem acredite que a desobsessão e o passe espírita pararam no tempo, conseqüentemente, precisam de ajuda. Perguntemos: ALLAN KARDEC ESTÁ ULTRAPASSADO? J. Herculano Pires responde: “O Kardec superado, dos espíritas pretensiosos dos nossos dias está sempre na dianteira das conquistas atuais. O Espiritismo é a Ciência e acima de tudo a Ciência que antecipou e deu nascimento a todas as Ciências do Paranormal, desde as mais esquecidas tentativas científicas do passado até a Metapsíquica de Richet e a Parapsicologia atual de Rhine e McDougal. Qualquer descoberta nova e válida dessas Ciências tem as suas raízes no O Livro dos Espíritos. Todos os acessórios ligados à prática tradicional do passe devem ser banidos dos Centros Espíritas sérios. O que nos cabe fazer nessa hora de transição da Civilização Terrena não é inventar novidades doutrinárias, mas penetrar no conhecimento real da doutrina, com o devido respeito ao homem (Kardec) de ciências e cientista eminente que a elaborou, na mais perfeita sintonia com o pensamento dos Espíritos Superiores.”).
Então, queremos esclarecer, que não somos contra métodos, técnicas, rituais, etc., adotados por outras seitas, religiões, terapias holísticas ou alternativas. A Doutrina nunca diz ser “contra” alguma coisa, no máximo “não é favorável”. Ela nunca diz “não pode”, no máximo diz “não deve”. Pregamos o livre arbítrio, portanto, temos obrigação de exercê-lo. Mas, não é por respeitarmos que as adotaremos. Não queremos impor aquilo que acreditamos a ninguém, mas não queremos que nos imponham o que não aceitamos. Não gostaríamos de ver implantado na Casa Espírita o que não pertence a ela. Mas aquele que acredita ser certo o que pratica, não deve se melindrar com opinião contrária, “a cada um segundo sua consciência”. Portanto, gostaríamos que todos compreendessem que não escrevemos para criticar, ofender, brigar, até porque este não é o intuito da Doutrina Espírita. Escrever textos espíritas e omitir o que o “Espiritismo” prega para não desagradar este ou aquele, seria covardia da nossa parte e falta de caridade com o Espiritismo. Apenas utilizamos este meio de comunicação para tirarmos dúvidas e divulgarmos a Doutrina dos Espíritos como ela é aos espíritas, não-espíritas, simpatizantes e até não-simpatizantes. “A maior caridade que podemos fazer ao Espiritismo é sua divulgação”, disse Emmanuel. Portanto, a pratiquemos com respeito e responsabilidade.


COMPILAÇÃO DE RUDYMARA





ESPÍRITOS PROTETORES



"Os espíritos protetores nos ajudam com os seus conselhos, através da voz da consciência, que fazem falar em nosso íntimo - mas como nem sempre lhes damos a necessária importância, oferecem-nos outros mais diretos, servindo-se das pessoas que nos cercam." 

Allan Kardec 

PODEMOS PEDIR A DEUS QUE PERDOE AS NOSSAS FALTAS?



Deus sabe discernir o bem do mal; a prece não esconde as faltas. Aquele que pede perdão a Deus pelas suas faltas só o obtém mudando de proceder. As boas ações são a melhor prece, por isso que os atos valem mais que as palavras. (questão 661)
Fomos ensinados por séculos que após transgredirmos a lei de Deus poderíamos ser perdoados com uma simples confissão que gerava uma simples penitência que correspondia, por exemplo, a preces repetidas. Por isso, ainda hoje vemos pessoas cometendo abusos contra o próximo e contra si mesmo acreditando que depois será perdoado com penitencias, ritos e rezas. E o que é pior, volta a errar por acreditar na facilidade do perdão. Mas, o Espiritismo chegou para explicar que o perdão precisa de reparação, seja através do amor (caridade) ou da dor (resgate). 
ENTÃO, DEUS NÃO PERDOA? 
Quem não perdoa é a LEI de Deus, porque perdoar seria anular o mal que foi feito. E na verdade, a lei ama, deixando ao infrator a oportunidade de reparação, ou seja, Deus dá meios para ressarcirmos os erros sem que passemos por resgates dolorosos ou difíceis. Aos espíritas não existe penas eternas. 
ENTÃO, PODEMOS MUDAR NOSSO CARMA? Como disse Divaldo Franco: "Sim, podemos mudar o nosso carma a cada minuto. O Bem que praticamos, diminui o mal praticado; todo mal que realizamos, aumenta a carga dos males que já fizemos. Então, se trazemos um carma muito pesado, com o Bem que fizermos, vamos diminuindo nosso débito, porque Deus não é cobrador de impostos, Deus é amor, e na sua lei o que vigora é o Bem." Exemplo: aquele que reencarna para ficar cego, com o Bem que praticar poderá diminuir sua dívida com a lei divina. Ele poderá ficar com a visão precisando apenas de óculos. Porque, como disse Jesus, “O amor cobre multidões de pecados.” – disse Jesus.


Rudymara