terça-feira, 30 de janeiro de 2018

“BEM AVENTURADOS OS MANSOS, PORQUE ELES HERDARÃO A TERRA.


O que Jesus quis dizer com isso? Jesus sabe que nosso planeta está em constante evolução. Ele foi criado como nós, simples e ignorante, só que em outro planeta. Lá ele passou pela escala evolutiva que nós estamos passando aqui. Quando ele estava num grau elevadíssimo de evolução, Deus o incumbiu de cuidar de um planeta que estava para nascer. Este planeta é o nosso planeta Terra. Então, Jesus cuida do nosso planeta desde o nascimento até hoje. Ele sabe que saímos do mundo primitivo (época das cavernas) para estarmos no mundo de provas e expiações e que, estamos com um pé no mundo de regeneração. Mas, os moradores do mundo de provas e expiação (que somos nós) são espíritos rebeldes à lei de Deus, como disseram os espíritos à Kardec, e precisam mostrar que estão se esforçando para se regenerar. Estamos na peneira simbólica de Jesus onde Ele está separando o joio do trigo. Os espíritos que estão desencarnando estão sendo avaliados, no plano espiritual. Os que estão se esforçando são considerados “trigos” e os que não estão são considerados “joios”. Os que são trigos “herdarão a Terra” regenerada, como disse Jesus. Exemplo: quando nossa casa está em reforma tudo fica uma bagunça, muito entulho, lixo, pó, contratamos pedreiro. Às vezes esse pedreiro não é um bom profissional, não sabe fazer o serviço direito, perdemos material, dinheiro, temos que refazer o serviço. Sem contar que muitos não são confiáveis porque levam material da obra, faltam muito, ficam pedindo dinheiro no meio do caminho, acham que pediram pouco e querem ganhar mais, enfim, temos que mandar esse pedreiro embora para contratar outro. É isso que está acontecendo em nosso planeta. A Terra é nossa casa e está em reforma, os pedreiros somos nós. Se não trabalharmos direito, se atrapalharmos o andamento da obra seremos mandado embora “para outro planeta” que condiz com nosso comportamento. Há muitas moradas na casa do Pai, ou seja, a casa de Deus é o Universo e nesse Universo tem infinitos planetas, muitos mundos primitivos, muitos de provas e expiações, etc. Então, os “joios” não ficarão sem moradia, mas terão que morar onde não atrapalharão a evolução do planeta Terra e os “trigos” continuarão encarnando na Terra e herdarão um planeta regenerado. É um momento que devemos orar e vigiar porque há muitos espíritos, encarnados e desencarnados entre nós, que estão querendo fazer com que o errado pareça ser o certo e que, o certo pareça o errado, na arte, na música, na política e em outros setores. Precisamos estar atentos para não contribuir ou aceitar com o que é contrário à lei divina. Conclusão: se queremos ser herdeiros de um mundo melhor, nos esforcemos para seguir, sem rebeldia, os ensinamentos de Jesus.

Texto de Rudymara


COMER OU NÃO COMER CARNE?



É um erro alimentar-se o homem com a carne dos irracionais? 
Emmanuel: A ingestão das vísceras dos animais é um erro de enorme consequências, do qual derivaram numerosos vícios da nutrição humana. É de lastimar semelhante situação, mesmo porque, se o estado de materialidade da criatura exige a cooperação de determinadas vitaminas, esses valores nutritivos podem ser encontrados nos produtos de origem vegetal, sem necessidade absoluta dos matadouros e frigoríficos.
Temos de considerar, porém, a máquina econômica do interesse e da harmonia, na qual tantos operários fabricam o seu pão cotidiano. Suas peças não podem ser destruídas de um dia para outro, sem perigos graves. Consolemo-nos com a visão do porvir, sendo justos trabalharmos, dedicadamente, pelo advento dos tempos novos em que os homens terrestres poderão dispensar da alimentação os despojos sangrentos de seus irmãos inferiores. (Do livro: O Consolador, questão 129).
No "O livros dos Espíritos", questão 723, encontramos a questão: - "A alimentação animal, para o homem, é contrária à lei natural?" Na resposta, lemos: "Na vossa constituição física, a carne nutre a carne, pois do contrário o homem perece. A lei de conservação impõe ao homem o dever de conservar as suas energias e a sua saúde, para poder cumprir a lei do trabalho. Ele deve alimentar-se, portanto segundo a sua organização".
Disse Chico Xavier no livro “Dos hippies aos problemas do mundo”: “(...) se nós estamos ainda subordinados à necessidade de valores proteicos que recebemos da carne, nós não devemos entrar em regimes vegetarianos de um dia para outro e sim educar o nosso organismo para realizarmos essa adaptação. (...) A pecuária ainda é um dos fatores da economia humana. Não podemos tratar estes casos com ingenuidade, conquanto os animais nos mereçam o máximo respeito e não devemos criar situações de extermínio desnecessário para eles. Nós precisamos ainda da carne, precisamos de leite, dos laticínios, precisamos de muitos modos da cooperação dos animais, na farmacologia, na nossa vida comum. Por enquanto não podemos dispensar, mas também não devemos estar como senhores absolutos da natureza. Queremos bife de filé, carne de cabrito e peixe e carneiro, tudo de uma vez. Um pedacinho de carne basta."
CONCLUSÃO: Seria melhor que nós deixássemos de comer carne para não impor aos nossos irmãos tanta dor e sofrimento. As proteínas, vitaminas e outros que retiramos da carne podem ser substituídas pelos vegetais. Mas, isso ainda não é possível porque a indústria de lacticínio emprega muita gente que precisa do dinheiro para ganhar o pão de cada dia. Porém, deveríamos diminuir esse consumo, dando tempo às indústrias para se adaptarem e as pessoas se acostumarem. Nenhuma mudança acontece da noite para o dia, mas precisamos começar.


Compilação e conclusão da Rudymara



FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO



Como disse Emmanuel “salvação” não é ganhar o reino dos céus; não é o encontro com o paraíso após a morte; salvação é libertação de compromisso; é regularização de débitos. E, fora da prática do amor (caridade) de uns pelos outros, não seremos salvos do resgate das complicações criados por nós mesmos, através de brigas, violência, exploração, desequilíbrios, frustrações e muitos outros problemas que fazem a nossa infelicidade. Quando fizermos da caridade (da paciência, do perdão, da tolerância, do respeito) a nossa lei, e da solidariedade nossa norma de conduta, nos converteremos em agentes do Bem na Terra, a mesma luz que acendermos para os outros purificará a nossa alma. Em I Pedro, 4:8 diz: “O amor cobre a multidão dos pecados”, quer dizer que todo o Bem que estendermos ao próximo diminuiremos a multidão de erros que cometemos no passado e no presente. Só assim estaremos "salvos", livres de resgates, muitas vezes dolorosos, aflitivos através das reencarnações. Reencarnaremos quantas vezes for preciso até que paguemos o último centavo de nossos débitos com a lei divina. Por isso a bandeira do Espiritismo é FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. 

A SALVAÇÃO É INDIVIDUAL OU COLETIVA?
Individual. “Deus retribuirá a cada um segundo suas obras” (Rom. 2:6), “cada um de nós prestará contas de si mesmo a Deus” (Rom. 14:12). Portanto, não será por religião, será pelas nossas obras, baseadas no amor ao próximo, como fez o samaritano da parábola que socorreu um homem que estava todo machucado (porque havia sido assaltado), sem perguntar se ele era um judeu que eles (samaritanos) tanto odiavam. Sendo que, havia passado pelo homem ferido um sacerdote e logo após um levita (ambos trabalhadores do templo e conhecedores da Lei), que apenas olharam e passaram reto. Então, a salvação não é pela igreja, não basta conhecer as leis divinas ou frequentar uma casa religiosa, tem que colocar em prática. Para nós espíritas Jesus não veio nos salvar, Ele veio mostrar o caminho da salvação (livramento dos nossos débitos) e o caminho é a vivência de seus ensinamentos.


Compilação de Rudymara



JESUS NÃO É DEUS



Nos primeiros 3 séculos de Cristianismo, não se fala de Jesus como Deus. A ideia de divinização de Jesus firma-se sob o século IV, ao tempo do Imperador Constantino, após a célebre controvérsia entre Alexandre e Arrius.
Alexandre, patriarca da Alexandria, pregava um Jesus igual a Deus. Arrius, presbítero de uma das igrejas, procurava demonstrar Jesus como filho de Deus, mas não igual a Ele. Entretanto, Arrius é que foi considerado herético e a divindade de Jesus foi proclamada pela Igreja Católica.
No século VII, se aprovaria o dogma da Santíssima Trindade.
Imposta à cristandade, a divinização de Jesus não foi aceita sempre e nem por todos. De vez em quando, aqui e ali, surgem tentativas de reapresentar Jesus como um ser humano. Tentativas que, às vezes, resvalam para o erro de ir ao extremo oposto e querer fazer de Jesus não apenas um ser humano, mas um homem comum demais, com as fraquezas e inferioridade dos humanos pouco evoluídos. Podemos citar a fantasiosa estória do livro Código Da Vinci. É mais fácil tentar justificar nosso erro do que corrigi-lo. É mais fácil tentar trazer Jesus para nosso nível evolutivo, buscando erros em Sua conduta, do que buscarmos alcançar o nível Dele. É mais fácil copiar erros, que supomos ter Ele cometido, do que copiarmos os acertos . . .
Entretanto, no que se refere à natureza de Jesus, os Evangelhos são absolutamente concordantes e coerentes, não dando lugar a qualquer equívoco.
Kardec examina exaustivamente o assunto em "Um Estudo sobre a Natureza de Jesus" (em "Obras Póstumas"). As palavras do próprio Jesus são o maior argumento contra a pretensa natureza divina, que lhe quiseram atribuir posteriormente; elas evidenciam dualidade e desigualdade entre Jesus e Deus, que não há entre eles quaisquer identidade nem de natureza nem de poder, pois: um é o Criador, outro a criatura; um é o Senhor, outro o seu enviado e submisso executor de sua vontade. Eis algumas dessas afirmativas:
"Meu Pai, que me enviou, foi quem me prescreveu, por mandamento seu, o que devo dizer e como devo falar." - (Jo 12:49/50)
" . . .as obras que MEU PAI me deu o poder de fazer (...) dão testemunho de mim" - (Jo 5:36)
"se me amásseis, rejubilaríeis, pois que vou para meu Pai, porque MEU PAI é maior do que eu." - (Jo 14:28)
"PAI, tudo te é possível." (Mc 14:26)
"Se QUERES, afasta de mim este cálice" - (Lc 22:42) "Todavia, não seja como eu quero e, sim como TU queres" - (Mt 26:39)
"PAI, nas TUAS mãos entrego o meu Espírito." - (Lc 23:46)
Mesmo após a sua morte e ressurgimento espiritual, Jesus continua a demonstrar, com suas palavras, que permanece a dualidade e desigualdade entre ele e Deus: "Subo para MEU PAI e vosso Pai, para MEU DEUS e vosso DEUS." - (Jo 20:17)
Deus criou o Universo e todos os seres que nele habita. Nós fomos criados por Ele e Jesus também. Jesus evoluiu em outro planeta. Quando ele estava num grau elevadíssimo de evolução Deus o incumbiu de acompanhar o nascimento do nosso planeta Terra. Desde então Ele toma conta dele. Por isso o chamamos de Governador da Terra. Portanto, Jesus não é Deus, ele é apenas um dos muitos trabalhadores de Deus e nosso irmão.


Compilação de Rudymara



DESIGUALDADE SOCIAL NA VISÃO ESPÍRITA



Embora muitos sonhem com a igualdade social, segundo a visão reencarnacionista isso não é possível. Por que? Porque os homens “não são igualmente inteligentes, ativos e laboriosos (trabalhadores)."
Na questão 814 do O livro dos espíritos Kardec perguntou: Por que Deus concedeu a uns a riqueza e o poder e a outros, a miséria?
Resposta dos espíritos: Para provar a cada um de uma maneira diferente. Aliás, vós o sabeis essas provas são escolhidas pelos próprios Espíritos, que muitas vezes sucumbem ao realizá-las.
Mas, se conseguíssemos dividir a riqueza do mundo em partes iguais, caberia uma parte mínima e insuficiente para cada um. E se todos recebessem esta parcela mínima, não haveria uma pessoa que tivesse dinheiro suficiente para financiar o progresso científico; nós nos acomodaríamos e não nos esforçaríamos a buscar novas descobertas. Por que tanto esforço, estudo, pesquisa, se ganharíamos todos a mesma coisa? Se fosse o contrário, se todos ficássemos ricos, onde haveria tanto dinheiro para todos? Quem seria empregado de quem? Ninguém, pois todos iriam querer ser patrões. Ninguém iria querer trabalhar na lavoura, na produção de uma fábrica, etc. Onde encontraríamos mercadoria para comprar, se não tem quem produza? 
A riqueza e a pobreza são testes que Deus nos impõe. Ora nascemos ricos, ora pobres.
Há ricos que não usam sua riqueza para ajudar seu próximo, que não se satisfaz com o que tem e quer mais ou usa seu dinheiro para fazer maldade ao próximo ou para si mesmo (jogos, bebidas, etc.). E muitas vezes buscam a riqueza prejudicando o próximo, lesando a lei dos homens e a de Deus. Como disse Jesus: “De que vale ganhar o mundo e perder sua alma.” 
Há pobres que não se conformam com a pobreza e tentam buscar a riqueza, lesando o próximo, transgredindo, assim, a lei dos homens e a de Deus, como: roubando, assaltanto, vendendo drogas, dando golpes, etc. Quem age assim esquece que quando lesamos o próximo, somos o primeiro a ser lesado. Há os que buscam a fuga da pobreza, através do suicídio direto (tiro, envenenamento, se jogar na frente do carro, etc.), e do suicídio indireto e lento (as drogas, como: maconha, cocaína, bebidas alcoólicas, etc.). 
Muitos de nós já foi rico, e talvez não tenhamos feito bom uso da riqueza. E para não nos prejudicarmos novamente nesta encarnação, Deus nos mandou pobres, e vice-versa.
Muitos de nós, talvez tenha pedido para vir pobre, como prova. E ao reencarnar, nos esquecemos, daí nos revoltamos. 
Portanto, se olharmos somente para esta vida, diríamos que Deus é injusto. Mas, o Espiritismo, nos esclarece que este planeta é um planeta de felicidade incompleta, onde muitos buscam a felicidade completa nesta vida e lesando o próximo. Plantando assim, a sua infelicidade futura. E para muitos a felicidade está em ter riqueza. Se fosse assim, os ricos não teriam problemas. Como a felicidade neste planeta não é completa, aqui todos choram, do magnata ao miserável.
Observemos alguns exemplos:
Exemplo 1: No livro Memórias de um suicida, o espírito Jerônimo, que se matou com um tiro no ouvido porque sua empresa faliu, deixando esposa e filhos em situação difícil, reencarnou em família rica, com o propósito de não formar família, montar uma instituição para crianças órfãs, e ir à ruína financeira novamente, para ter que lutar com coragem, ou seja, seria um teste para ver se ele não cometeria suicídio novamente. 
Exemplo 2: J. Raul Teixeira conta em uma de suas palestras que um dia quando estava indo almoçar viu uma mulher revirando lixo e separando alimento. Ele ficou com pena e seu mentor apareceu e contou que na vida passada ela foi um famoso político brasileiro, ainda hoje muito conceituado, e que por ter prejudicado tanto o povo, tinha reencarnado numa condição miserável, devido ao mecanismo do complexo de culpa que fez, após a morte do corpo de carne, no mundo espiritual (onde não conseguimos esconder nada, nem de nós, nem dos outros), voltando numa condição miserável para aprender a valorizar aquilo que ele tanto desprezara na vida anterior: as dificuldades financeiras do próximo. 
Exemplo 3: Disse Emmanuel através da psicografia de Chico Xavier no livro Na Era do Espírito: “. . . Muitas vezes, sonhamos para nossos filhos, no Mundo, invejável destaque na profissões liberais com primorosas titulações acadêmicas, mas é provável hajam renascido conosco para serviços de gleba (terra, solo), aspirando a adquirir duros calos nas mãos a fim de se realizarem na elevação que demandam. 
Então, riqueza e pobreza são testes que nos ensinam, de encarnação a encarnação, a lidar com uma e com outra situação fazendo com que nos coloquemos no lugar do outro. O problema não é, por exemplo, a ditadura, o comunismo, a democracia, etc., é quem toma conta de qualquer uma delas. A fonte de todo mal está no egoísmo, no orgulho e na ganância das pessoas. Muitos querem acumular e buscam ter bens materiais como se fosse seu, quando na verdade é empréstimo de Deus. Se fosse nosso levaríamos após a desencarnação. No entanto, só levamos o que acumulamos na alma. Quando nossas atitudes forem equilibradas e baseadas na lei de amor e caridade, os abusos de todas espécies cessarão por si mesmo. A pobreza não pode ser erradicada, mas pode ser amenizada com a ajuda dos que tem mais. Muitos sentem "pena ou dó" de quem tem uma vida miserável, mas não sai da sua zona de conforto para buscar quem sofre para doar algo a alguém ou ajudar a uma instituição que faça isso por ela. Não esperemos apenas do Governo, façamos a nossa parte. Como disse Emmanuel: "Não te digas incapaz, nem te digas inútil. Auxilie como puderes." Todos podem doar ou se doar para ajudar alguém ou uma instituição. Nossa negligência pode estar prejudicando alguém. Irmã Dulce disse: "Não se vai acabar com a pobreza; Deus instituiu pobres e ricos. Porém, a gente deve empregar todos os esforços possíveis para melhorar a situação." Como disse Chico Xavier: ''Se todos trabalhassem pelo pão de cada dia, dividindo com os outros as migalhas que lhes sobrassem do pão cotidiano, a paz seria uma realidade e a justiça social se faria sem tantas lutas''. Como disse Kardec: "seremos cobrados não só pelo que fizemos, mas também pelo que deixamos de fazer." Pensemos nisso e façamos nossa parte.


Rudymara




FEBRE AMARELA



Macaco NÃO TRANSMITE a febre amarela. A doença é transmitida apenas pela picada do mosquito. O macaco morre porque ele também é picado pelo mosquito. Sua morte serve de aviso para que tomemos cuidado porque o mosquito está por perto. Então, NÃO MATE OS MACACOS, eles são nossos aliados. Sua morte dificulta detectar o local que os mosquitos estão atacando, além de causar um desequilíbrio ecológico. 

Rudymara

MOMENTOS DE CRISE


"Nos momentos de crise, não te abatas. Escuta.
Por nada te revoltes, nem te amedrontes. Ora.
Suporta a provação, não reclames. Aceita.
Não grites com ninguém, nem firas. Abençoa.
Lance de sofrimento, é o ensejo da fé. Silencia. 
Deus sabe o instante de intervir."

Emmanuel

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

MAGNETISMO ANIMAL


Magnetismo animal é o fluido doado por uma pessoa encarnada.
Mesmer estudou o magnetismo por mais de vinte anos, fez experiências e quando ele estava certo que obtinha cura através do magnetismo, ele levou a público seus estudos. Ele acreditou que teria uma aceitação enorme, mas não foi o que aconteceu. Em seus estudos Mesmer definiu o conceito do sexto sentido (mediunidade). Ele dizia que “quando nós apaziguamos os ânimos dos 5 sentidos nós conseguimos por meio do sexto sentido ter percepções além dos limites do seu corpo.” Quando ele tratava os pacientes dele por meio do passe, que era a proposta de cura e da água magnetizada, ele percebeu que alguns de seus pacientes entravam em estado de sono. Mas num estado de sono que eles ficavam lúcidos durante o sono e dialogavam coisas que não compreendiam e nem sabiam quando estavam acordados. E falavam, inclusive, sobre a própria doença. E até coisas muito mais espantosas, por exemplo, podiam observar seu organismo por dentro e descrever pequenos detalhes das doenças que eles tinham. Mesmer não inventou o sonambulismo, o sonambulismo surgiu durante sua pesquisa. Ele fazia os passes e alguns pacientes entravam nesse estado de sono, foi daí que ele começou a pesquisar. Kardec, mais tarde estudou o sonambulismo e definiu da seguinte forma: “por meio do fluido vital o magnetizador faz com que o paciente se desprenda do corpo (saia do corpo físico com seu perispírito) e consiga se comunicar por meio do seu próprio organismo.” Então, é como se o corpo fizesse a mesma função que o médium faz quando um espírito vai se comunicar. Mas quem está ali se comunicando usando aquele corpo é a alma do próprio sonambulo. Ele é médium dele mesmo. Mas quando ele sai do corpo dele ele ganha a capacidade de perceber as coisas por meio do seu perispírito. Ele pode sair ir à distância e pode também olhar seu corpo por dentro e até conversar com espíritos. Mesmer pensou assim: “como eu vou explicar para os médicos tudo isso? Como vou dizer que o paciente até ajuda, num estado alterado de consciência, no diagnóstico da doença q ele tem?” E aí ele tomou uma decisão logo cedo: “primeiro eu vou apresentar que esse sistema de passe e água magnetizada provoca cura. E vou propor que a Universidade estude uma reformulação da Medicina com esses novos conceitos. Vou mostrar também que a gente consegue criar uma Medicina barata, praticamente sem custo, que poderia popularizar , buscar o anseio das pessoas mais simples e trazer coragem para a Humanidade.” Esse foi o sonho de Mesmer. Ele disse: “eu não vou contar nada a respeito do sonambulismo porque, com os estudos, os próprios pesquisadores irão descobrir esse fenômeno. Porque se eu chegar dizendo que há um sexto sentido vai ser algo muito maravilhoso e as pessoas não vão aceitar.” Mas a tese da cura pelo passe já causou estranheza e uma revolta e oposição muito grande.
A classe médica e científica de sua época, arraigada no materialismo, não só rejeitou como também perseguiu e caluniou o doutor Mesmer e suas descobertas. Muitos agiram por questões pessoais. Certamente tinham medo de perder poder, prestígio, e principalmente a preciosa remuneração dos enfermos abastados.
Jamais os contratempos desencorajaram Mesmer. Ele estava preparado para estar à frente das descobertas. Foi um homem obstinado, médico sábio e filósofo. Trocou uma vida que poderia ter sido calma e honrada, pela defesa determinada de sua descoberta, considerando-a uma questão humanitária. É uma ironia o fato de Mesmer ter sofrido acusações de estar apenas em busca de fortuna e prestígio, se, antes de tudo, suas posses eram suficientes para mantê-lo confortavelmente por toda sua vida.
E o seu prestígio, por sua vez, conquistado por uma brilhante carreira na medicina e na cultura em geral, foi completamente abalada depois que se dedicou ao magnetismo.
Alguns adversários contumazes do Espiritismo fazem uso da imagem caluniada de Mesmer para atacar Allan Kardec. Afinal, o codificador estudou por 35 anos a ciência do Magnetismo Animal e todos os seus fenômenos. Por que razão um emérito pesquisador dedicaria tanto tempo de sua vida aos estudos de um pretenso charlatão? Uma investigação cuidadosa dessa ciência é fundamental para não deixar dúvidas.




Compilação de Rudymara retirada de uma entrevista de Paulo Henrique de Figueiredo, administrador de empresas, pesquisador e palestrante espírita, autor de Revolução espírita – a teoria esquecida de Allan Kardec, é também autor de Mesmer – a ciência negada e os textos escondidos, obra que resgatou a ciência do magnetismo animal, considerada por Allan Kardec ciência irmã do espiritismo. É apresentador do programa de rádio Universo Espírita – pensar e viver com liberdade.



MAGNETISMO ANIMAL DE MESMER A KARDEC


Alguns adversários contumazes do Espiritismo fazem uso da imagem caluniada de Mesmer para atacar Allan Kardec. Afinal, o codificador estudou por 35 anos a ciência do Magnetismo Animal e todos os seus fenômenos. Por que razão um emérito pesquisador dedicaria tanto tempo de sua vida aos estudos de um pretenso charlatão? Uma investigação cuidadosa dessa ciência é fundamental para não deixar dúvidas.
Frans Anton Mesmer percebeu a grande importância do fluido vital na recuperação e manutenção da saúde:
A classe médica e científica de sua época, arraigada no materialismo, não só rejeitou como também perseguiu e caluniou o doutor Mesmer e suas descobertas. Muitos agiram por questões pessoais. Certamente tinham medo de perder poder, prestígio, e principalmente a preciosa remuneração dos enfermos abastados.
As acusações feitas ao Magnetismo Animal, na maioria das vezes, deixavam evidente a má intenção. Em seu tempo Mesmer denunciou:
“As primeiras curas obtidas de algumas doenças consideradas incuráveis pela medicina suscitaram inveja e produziram mesmo ingratidão, que se somaram para ampliar as prevenções contra meu método de cura. De sorte que muitos sábios uniram-se para fazer cair senão no esquecimento, pelo menos no desprezo, as aberturas que realizei neste campo: divulgou-se por toda parte como impostura. Na França, nação mais esclarecida e menos indiferente aos novos conhecimentos, não deixei de amargar contrariedades de toda espécie, e perseguições que meus compatriotas me haviam preparado há tempos, mas que, longe de me desencorajar, redobraram meus esforços para o triunfo das verdades que acho essenciais à felicidade dos homens.”(MESMER, 1799).
Jamais os contratempos desencorajaram Mesmer. Ele estava preparado para estar à frente das descobertas. Foi um homem obstinado, médico sábio e filósofo. Trocou uma vida que poderia ter sido calma e honrada, pela defesa determinada de sua descoberta, considerando-a uma questão humanitária. É uma ironia o fato de Mesmer ter sofrido acusações de estar apenas em busca de fortuna e prestígio, se, antes de tudo, suas posses eram suficientes para mantê-lo confortavelmente por toda sua vida.
E o seu prestígio, por sua vez, conquistado por uma brilhante carreira na medicina e na cultura em geral, foi completamente abalada depois que se dedicou ao magnetismo. Um caso constrangedor na casa de Mesmer. Diante das curas evidentes proporcionadas pelo mesmerismo ocorriam as mais diversas reações. Espanto e êxtase eram os mais comuns. Para alguns
médicos, porém, a reação era de inveja e ambição. Casos constrangedores foram relatados por Mesmer em suas obras. Vejamos um deles:
Em Paris, Mesmer recebeu numa noite um grupo de médicos interessados na novidade anunciada em todos os cantos da cidade. Foram recebidos com dedicação. O doutor Mesmer era um grande anfitrião. Alguns doentes foram chamados especialmente para a ocasião. Num salão apropriado, todos foram acomodados. Uma dúzia de médicos formava o grupo.
Quando estavam para iniciar os experimentos, inesperadamente um dos médicos começou a atrair a atenção dos presentes. Advertia para o risco profissional de estarem ali. Segundo ele, estavam colocando em perigo suas reputações quando entraram naquela casa. – “As academias não vão ver com bons olhos sua ligação com assuntos tão duvidosos!” – Dizia o médico.
A situação ficou constrangedora. Os médicos discutiam em pequenos grupos. Alguns deixaram a casa, alegando compromissos. Outros lamentaram o adiantar da hora. Por fim, a demonstração dos extraordinários fenômenos ficou comprometida.
Enquanto os últimos assustados doutores deixavam a residência, o médico que havia feito o escandaloso alerta pediu a Mesmer uma conversa privativa. Dirigiram-se ao escritório particular do anfitrião. Olhando para os lados para garantir que ninguém os ouvia, o médico fez a sua proposta: - “Tenho um ótimo ponto em Paris. Seria uma grande vantagem fazer uma sociedade comigo. Poderíamos ter uma clínica bastante lucrativa. O que acha?”
Mesmer apontou a porta de saída, indicando polidamente a evidente recusa. Em verdade, ficou indignado com a absurda proposta. Esse médico interesseiro, no entanto, pelo menos foi explícito em seus propósitos. Muitos outros se esconderam no anonimato para atacar o Magnetismo Animal por trás das academias, arbítrios do poder, difamação e calúnia.
O que é preciso para ser um crítico sério
Um crítico justo e coerente do mesmerismo tem o dever de agir com seriedade e rigorosidade metódica, tudo estudando antes de considerar-se em condições de elaborar conclusões. Basta lembrar as recomendações, carregadas do peculiar bom-senso de Allan Kardec: “Só se pode considerar como crítico sério aquele que houvesse tudo visto, tudo estudado, com a paciência e a perseverança de um observador consciencioso; que soubesse sobre esse assunto tanto quanto o mais esclarecido adepto; que não tivesse extraído seus conhecimentos dos romances das ciências; a quem não poderia opor nenhum fato do seu desconhecimento, nenhum argumento que ele não tivesse meditado; que refutasse, não por negações, mas por meio de outros argumentos mais peremptórios; que pudesse, enfim, atribuir uma causa mais lógica aos fatos averiguados”. (KARDEC, 1860, p. 271)
Para compreender o magnetismo animal é preciso estudar, com paciência e perseverança, todos os seus fatos. Mas também mergulhar nas obras de Mesmer para conhecer seus argumentos, o desenvolvimento de suas idéias, as descrições de suas descobertas, os verdadeiros fatos por ele relatados.
O resgate dessa ciência pode auxiliar a compreensão do Espiritismo. E também oferecer subsídios para que o materialismo abandone a medicina. Só então a humanidade ganhará esperanças de encontrar a saúde integral para todos. 

Paulo Henrique de Figueiredo 



terça-feira, 9 de janeiro de 2018

SER CRISTÃO


Ser cristão vai além de fazer e cantar músicas para Deus ou Jesus, usar crucifixo no pescoço e parede, usar camisetas ou adesivos com frases evangélicas, tatuar Jesus, Maria ou frases evangélicas no corpo, determinar o sábado sagrado, rezar repetidas vezes, não ser favorável à transfusão de sangue, usar determinado tipo de roupa, não cortar cabelo, comungar, carregar imagens, caminhar quilômetros em peregrinação, não comer carne na sexta-feira santa, batizar, crismar, pagar dízimo, casar-se em templos, frequentar casas religiosas, decorar Bíblia e/ou as obras básicas da Doutrina Espírita, tomar passe, participar das palestras, seminários e festas religiosas. Ser cristão é se esforçar para "seguir os ensinamentos do Cristo", é transformar "Fé em obras", ou seja, acreditar Nele e não fazer o que Ele pediu é inútil. Jesus quer nos transformar em pessoas melhores. Mas para isso, precisamos estar dispostos a querer nos modificar. Ele nos estende a mão todos os dias, e nós estamos desviando de estender a nossa para Ele. Então perguntemos: "Como é a nossa fé, com ou sem obras?" Se somos "a luz do mundo", como disse Jesus, como está a nossa luz, acesa ou apagada? Se somos "o sal da terra", que tipo de tempero estamos dando à vida? Como disse Jesus: "Nem todo o que me dizSenhorSenhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus."  Pensemos nisso!

Texto da Rudymara


O ANJO GUARDIÃO PODE NOS ABANDONAR?




Kardec perguntou aos Espíritos: "O Espírito protetor poderá abandonar seu protegido, por esse se mostrar rebelde aos conselhos?"
Resposta: "Afasta-se, quando vê que seus conselhos são inúteis e que mais forte é, no seu protegido, a decisão de submeter-se à influência dos Espíritos inferiores. Mas não o abandona completamente e sempre se faz ouvir. É então o homem quem tapa os ouvidos. O protetor volta desde que este o chame . . ." (questão 495)

Vejamos essa estória como exemplo:
O motorista carregou na bebida.
Pesou no pé direito comprimindo o acelerador.
O ônibus ganhou asas.
Os passageiros, assustados, pediam-lhe que reduzisse a velocidade.
Ele, tranqüilo disse:
- Não se preocupem. Meu santo é forte!
E voava baixo, ziguezagueando por ruas e avenidas.
- Devagar, devagar! Cuidado!
- Calma, gente! Está tudo sob controle. O santo nos protege!
Em pânico, os viajantes começaram a descer, embora sua insistência:
- Fiquem frios! Meu santo não falha!
O coletivo esvaziou-se. Restou derradeiro, heróico passageiro. Segurava-se precariamente ante as freadas bruscas, as curvas fechadas do bólido sobre rodas.
Não resistiu muito tempo. Arrastou-se até o motorista, tocou seus ombros e lhe disse:
- Meu filho, sou seu santo. Também quero descer. Dirigindo assim, nem o Espírito Santo poderá protegê-lo.
E seguiu solitário o "pé de chumbo", que acabou esborrachando-se num espetacular acidente que destruiu o ônibus e o transferiu extemporaneamente para o além.

Confortador, maravilhoso saber que "lá em cima" há amigos generosos dispostos a nos acompanhar e proteger. Devemos buscá-los sempre, em oração, aprendendo a ouvir, na intimidade do coração, sua orientação preciosa. 
Consideremos, entretanto, que eles não são babás a satisfazer nossos caprichos ou prestigiar nossos desatinos. Não o imaginemos como um pajem a nos acompanhar nas 24 horas do dia, como se fôssemos criancinhas. Se dirijo um automóvel de forma imprudente, meu mentor não irá no pára-choque fazendo malabarismos para proteger-me. Essencialmente ele é o mentor que, pelos condutos da inspiração, busca nos orientar nos momentos mais importantes, estimulando-nos ao bem. Quando não os ouvimos eles se afastam respeitando nosso livre arbítrio e voltam quando o chamamos.


Richard Simonetti


O QUE BUSCAMOS NO TEMPLO RELIGIOSO?




Comenta Richard Simonetti: "Para buscar uma vida mais equilibrada e digna? Refletir a respeito de nossas responsabilidades? Superar vícios e mazelas? Participar nos serviços do Bem? Ou apenas desejamos que Jesus: Remova nossas dificuldades? Solucione nossos problemas? Restaure nossa saúde? Conceda-nos a felicidade? Não é isso uma espécie de escambo, uma troca que não envolve dinheiro? Dou minha presença, submeto-me ao culto com a intenção de algo receber? Tanto é assim que muita gente deixa de participar porque não recebeu o benefício que buscava, o favor que esperava. ISSO É COMERCIALIZAR O SAGRADO. (...) Na atividade religiosa costumamos fazer o mesmo: Se receber as bênçãos desejadas serei um contribuinte; Se resolver meus problemas trabalharei pelos pobres; Se alcançar a cura serei uma pessoa melhor. Há quem faz adiantamentos: Um donativo; Uma visita a família carente; Um exercício de tolerância. Alguns pregadores exploram essa tendência. Parecem camelôs a pregoar o seu produto, como se a felicidade fosse uma mercadoria, não uma realização íntima. Há fiéis que enunciam seus projetos de comércio com a divindade na forma de promessas solenes a serem cumpridas depois de receberem os benefícios desejados. Algumas são bastante ingênuas, relacionadas com inúteis mortificações como: Carregar cruz; Subir escadarias de joelhos; Privar-se de alimentos; etc." (...) Deus não quer que mortifiquemos o corpo e sim que abrandemos o coração. Por isso, o sacrifício mais agradável ao Senhor é renunciar aos interesses pessoais para fazer algo em favor do próximo. Os que insistem em comercializar os dons sagrados, em fazer propostas e promessas, acabam decepcionados, porque entre o que pretendemos e o que recebemos, há um princípio subordinado à justiça perfeita: O merecimento."
Comenta J. Raul Teixeira: "Porque o grande ensinamento de Jesus foi o AMOR. Se amamos realmente a nós mesmos, não permitimos a autoagressão através dos vícios morais ou físicos. Se nos amamos, buscamos a educação moral e intelectual; Se amamos nosso semelhante, nunca nos permitiremos a desonestidade, a raiva, a inveja, a agressão e, muito menos, a indiferença. Se amamos Jesus, buscamos a luz dentro de nós mesmos, compreendendo que viver é aprender a servir para o bem. Não é difícil entender que para se viver com o Guia da Terra em experiência integradora, devemos desenvolver em nosso caráter o que existe de mais sóbrio, de mais lúcido e grandioso, engajando-nos na verdadeira educação."
Mas, infelizmente, muitos ainda buscam o mesmo que o povo daquela época buscava. Vemos hoje muitos chegando à religião, submetendo-se aos rituais, cultos, dogmas, “buscando graças variadas”, etc., mas não se transformam, não buscam saber o que Jesus espera delas. 
Comenta Cairbar Schutel: "Converter-se não é só a palavra e o conhecimento, converter-se é transformar a palavra e o conhecimento em ação. Porque há muitas pessoas que, na aparência, mostram seguir Jesus, mas, de fato, não o seguem; ao passo que, muitos que parecem não seguir, estão a caminho com Ele. 
Comenta Richard Simonetti: "Por isso, em defesa de nossa paz, não devemos buscar o culto religioso como um canal aberto para obter favores do Céu. Melhor situá-lo como uma convocação para fazer o que o Céu espera de nós."
Mas afinal, qual é a nossa resposta para essa pergunta: “O QUE BUSCAMOS DENTRO DO TEMPLO RELIGIOSO?”

Compilação de Rudymara



sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

ORGULHO E HUMILDADE


Orgulho e humildade, dois sentimentos completamente diferentes um do outro. Onde um está o outro não está. O orgulho é terrível adversário da humildade. O orgulho nos faz acreditar que somos mais e melhores que os outros que convivem conosco no planeta. Muitos acham que são superiores a outros irmãos porque tem mais dinheiro, tem um título de nobreza, nasceu em determinada raça, pelos títulos acadêmicos, etc. Este pensamento faz com que se tornem orgulhosos e, consequentemente, longe da humildade. Por isso vemos pessoas fazendo piadas, chacotas, humilhando outras pessoas. O orgulhoso perde o emprego, desfaz amizade, relacionamentos por acreditar que ele não comete erro e, consequentemente, não pede perdão, não perdoa e não admite que outros errem. Quantos trabalhadores de casas religiosas deixam um trabalho maravilhoso de caridade porque se melindram. Como disse Cairbar Schutel "o melindre é filho do orgulho". Os que estão no comando, muitas vezes, não sabem falar com os seus comandados, usam a autoridade com autoritarismo para chamar a atenção de alguém e, os comandados, não aceitam que os corrijam. É preciso aprender a falar e a ouvir. As palavras devem estar carregadas de caridade para não ofender, humilhar ou magoar alguém. E é necessário que aprendamos a ouvir, talvez o apontamento de alguém é o que precisamos para nos corrigir. Enfim, não é o dinheiro, raça ou outra coisa qualquer que nos faz superior. Deus não nos distingue pela quantia de dinheiro que temos ou pela cor da nossa pele, mas pelas nossas VIRTUDES. Ele criou todos da mesma maneira com os mesmos elementos. Depois, com a necessidade de crescimento do espírito, vamos trocando de corpo a cada encarnação, posição social, raça, sexo, etc. Quando desencarnarmos ninguém vai querer saber a raça que tivemos, a quantia de dinheiro que ajuntamos, etc., mas como nos comportamos naquela determinada raça, como fizemos uso do dinheiro ou como nos comportamos na pobreza. Então, nós não somos homens e mulheres, ricos ou pobres, brancos ou negros, cegos, mudos, aleijados, etc., nós estamos num corpo feminino ou masculino, com deficiência visual, corporal, mental, estamos ricos ou pobres, em determinada raça, etc. São necessidades de resgate e aprendizado. Quando entendermos isso nós não humilharemos mais nosso próximo e não nos sentiremos orgulhosos a ponto de nos acharmos melhores que o outro. Quando colocamos o rico e o pobre nus, não sabemos quem é o rico e quem é o pobre. A roupa pode os distinguir, mas sem ela eles são iguais. Num exame de sangue não existe sangue azul. Quando recebemos sangue ou órgão de alguém não sabemos quem foi o doador, se foi um rico ou um pobre, um negro ou um branco, um hetero ou um homo, um homem ou uma mulher, um palmeirense ou um corintiano ou qual religião ele seguia. As vezes aquele sangue ou órgão pertenciam a alguém que o receptor discriminava. 
Já a humildade nos nivela, mostra que somos irmãos, que devemos nos ajudar mutuamente, e nos encaminha ao bem. Sem humildade, não podemos ser caridoso com o nosso próximo. Porque caridade vai além de dar esmola, é ter caridade nas palavras, nas ações que dirigimos a alguém. O humilde, embora seja, por exemplo, mais inteligente, ele não vai querer humilhar que sabe menos que ele. Se ele é mais bonito fisicamente, ele não irá fazer piadas humilhantes com quem não é tão bonito. Enfim, o humilde, apesar de saber que é melhor, mais bonito, que tem mais posses, etc., não se coloca acima de seus irmãos. Ele os vê como irmãos e os respeita. Jesus foi o melhor e maior espírito que esteve na Terra, no entanto, nunca se colocou acima de ninguém. Escolheu nascer numa estrebaria, não tinha e não acumulou bens materiais, quando alguém o chamou de "bom homem" ele disse que "bom" só Deus o era, não queria que o servissem, dizia que ele veio para servir, quando curava não dizia "eu te curei", dizia "a tua fé te curou". Enfim, ele poderia se mostrar superior, mas não o fez, porque ele foi o ser mais humilde que esteve entre nós. Precisamos, urgentemente, seguir seus exemplos.

Texto de Rudymara






quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

ANJO GUARDIÃO

                                                              




Há Espíritos que se liguem particularmente a um indivíduo para protegê-lo?
Há o irmão espiritual, o que chamais o bom Espírito ou o bom gênio.                 (questão 489)

Conta o evangelista Mateus, no capítulo II de suas anotações, que Herodes, o Grande, apavorou-se com a notícia de que nascera em Belém um menino da linhagem de David, que seria o rei dos judeus, tirando-lhe o trono.
Sem saber exatamente quem era nem quando se dera o nascimento, concebeu uma solução simplista e drástica, típica dos tiranos sanguinários: determinou que naquela cidade e adjacências fossem mortos todos os meninos com idade abaixo de dois anos.
Calcula-se que perto de trinta crianças foram barbaramente assassinadas no famigerado episódio que ficou registrado como "a matança dos inocentes".
No entanto, um anjo apareceu em sonho, recomendou-lhe que tomasse o menino e sua mãe, fugindo com eles para o Egito.
Obediente, o carpinteiro seguiu a orientação e salvou Jesus da sanha assassina de Herodes.
Temos nesta passagem evangélica o mais famoso episódio envolvendo a ação dos anjos de guarda, seres espirituais que, segundo a tradição cristã, tem a missão de proteger os homens.
Eles estão presentes em todas as culturas, sob várias denominações - gênios, fadas, deuses, protetores, guias -, sempre empenhados em prestar assistência aos seus tutelados.
O manto de fantasia que envolvia o assunto foi desvelado pela Doutrina Espírita, que confirma sua existência e revela que não se situam como seres especiais, de natureza distinta da criatura humana.
São Espíritos como nós, mais evoluídos e habilitados a nos amparar nas experiências reencarnatórias.
Não fomos criados todos ao mesmo tempo.
Não detemos a mesma idade espiritual ou o mesmo grau de maturidade.
Situamo-nos em variados estágios de aprendizado, em degrau compatível com nossas necessidades, lembrando a escada de Jacó da alegoria bíblica, que vai da Terra ao Céu.
Cumprindo a Lei de Amor, que rege o Universo, os que avançam nos domínios da compreensão e da responsabilidade ocupam-se em ajudar os irmãos que seguem atrás, estabelecendo elos de solidariedade entre os filhos de Deus.
Num momento de má inspiração, Thomás de Aquino, em sua famosa Teológica, proclamou que a felicidade dos habitantes do Céu é contemplar a infelicidade dos que jazem no inferno.
Isso é puro sadismo.
O mesmo que visitar hospitais para nos regozijarmos com nossa saúde, ou penitenciárias para a satisfação de estarmos em liberdade, ou os pobres para gozarmos nossa condição melhor. Semelhantes iniciativas seriam a consagração do egoísmo.
Aprendemos com a Doutrina Espírita que a felicidade do Céu é socorrer a infelicidade da Terra.
Exatamente o que fazem os Espíritos evoluídos, conscientes de que no empenho de amparar seus irmãos está sua realização como filhos de Deus.
Geralmente o anjo de guarda é alguém ligado ao nosso coração.
Compomos famílias espirituais que evoluem em conjunto, amparando-se mutuamente. Neste particular podemos considerar que não temos um único protetor espiritual, mas muitos, todos aqueles que, no Plano Espiritual ou na Carne, nessa vida ou no Além, situam-se em condição e disposição de nos ajudar.
Haverá anjo de guarda mais prestimoso, mais cuidadoso, mais preocupado com seu protegido do que um coração materno?
Problemas seriam solucionados, angústias seriam amenizadas, sentimentos de solidão e abandono se enfumaçariam se em todas as situações guardássemos a certeza de que "lá em cima" há gente que gosta de nós, que se preocupa conosco. Gente que nos acompanha, gente que nos inspira, gente que nos ampara, gente que torce para que façamos o melhor.
A condição do anjo de guarda depende de nossa posição evolutiva e do que fazemos na Terra. Missionários com nobres tarefas, contam, obviamente, com benfeitores de elevada hierarquia a assessorá-los.
Podemos considerar Chico Xavier um dos grandes missionários de nosso tempo, com uma portentosa obra mediúnica que nos oferece inigualável soma de informações sobre a vida espiritual.
O mentor de Chico é Emmanuel, nobre entidade cuja sabedoria podemos avaliar examinando os livros de sua autoria, psicografados pelo médium. Emmanuel já era um Espírito evoluído ao tempo em que Jesus esteve na Terra. No livro "Há Dois Mil Anos" temos notícia de que ele foi o senador Públio Lentulus. Foi também o Padre Damiano, do inesquecível romance "Renúncia". E destacou-se como Padre Manuel de Nóbrega, fundador da cidade de São Paulo.
O Padre José de Anchieta, companheiro de Nóbrega em lides missionárias, guarda uma certa identidade psicológica com Chico Xavier. Há, ainda, sugestiva semelhança física.
Algo fundamental em relação aos anjos de guarda:
·         estão perto de nós e nos inspiram na razão direta de nossa ligação com os valores espirituais e inversa de nosso apego aos vícios e paixões da vida material.
·         Aproximam-se quando cultivamos o bem e a verdade.
·         Afastam-se quando nos prendemos a interesses rasteiros.
·         Instrumento de nossa comunhão com eles: a oração.
Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", quando aborda a prece, Kardec destaca a importância de nos dirigirmos ao nosso mentor espiritual. O Codificador oferece vários exemplos de orações dessa natureza.
Numa delas diz assim:
"Espíritos bem-amados, anjos guardiães que, com a permissão de Deus, pela sua infinita misericórdia, velais sobre os homens, sede nossos protetores nas provas da vida terrena. Dai-nos força, coragem e resignação; inspirai-nos tudo o que é bom, detende-nos no declive do mal; que a vossa bondosa influência nos penetre a alma; fazei sintamos que um amigo devotado está ao nosso lado, que vê nossos sofrimentos e partilha das nossas alegrias."   
Não devemos ver nessa oração uma fórmula verbal, cujo mérito esteja em sua simples enunciação. É um exemplo de como devemos orar, numa conversa íntima em que procuramos os Espíritos amigos, abrindo-lhes nosso coração.
Para que colhamos plenamente os benefícios do contato com os amigos espirituais não podemos esquecer um detalhe:  É preciso que façamos nossa parte.
Um homem desempregado buscou serviço em inúmeras empresas, ao longo de vários dias.
Esforço inútil. Nada dava certo.
Angustiado ante as privações que entravam em seu lar, orou contrito, implorou a Deus lhe enviasse um anjo de guarda para ajudá-lo.
Pouco depois, como de costume, dirigiu-se à agência de empregos. De passagem por uma banca de jornais, veio-lhe o impulso de ler os anúncios classificados. Comprou o jornal. Havia uma oferta que não estava bem de acordo com sua qualificação profissional. Não obstante, resolveu tentar.
Conversou com o entrevistador que relutava em aceitá-lo. No entanto, obedecendo um impulso, deu-lhe a chance.
Deu certo. Ele firmou-se na empresa, desenvolveu novas aptidões, resolveu seu problema, constatando que foi a partir da oração que tudo aconteceu, ela criou condições (sintonia) para que um Espírito amigo o ajudasse.
No entanto, pouco poderia ser feito se o seu protetor espiritual não contasse com sua iniciativa, já que não seria possível trazer o emprego até ele.
Os Espíritos jamais deixarão de nos ajudar, desde que, ligados a eles pela oração, pelos bons pensamentos, pelas boas atitudes, disponhamo-nos a fazer nossa parte.
Isto está bem claro na máxima enfatizada por Kardec, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo":
"Ajuda-te que o Céu te ajudará".

Poderá dar-se que o Espírito protetor abandone o seu protegido, por se lhe mostrar este rebelde aos conselhos?
Afasta-se, quando vê que seus conselhos são inúteis e que mais forte é, no seu protegido, a decisão de submeter-se à influência dos Espíritos inferiores. Mas não o abandona completamente e sempre se faz ouvir. É então o homem quem tapa os ouvidos. O protetor volta desde que este o chame . . .       (questão 495)

O motorista carregou na bebida.
Pesou no pé direito comprimindo o acelerador.
O ônibus ganhou asas.
Os passageiros, assustados, pediam-lhe que reduzisse a velocidade.
Ele, tranqüilo disse:
-          Não se preocupem. Meu santo é forte!
E voava baixo, ziguezagueando por ruas e avenidas.
-          Devagar, devagar! Cuidado!
-          Calma, gente! Está tudo sob controle. O santo nos protege!
Em pânico, os viajantes começaram a descer, embora sua insistência:
-          Fiquem frios! Meu santo não falha!
O coletivo esvaziou-se. Restou derradeiro, heróico passageiro. Segurava-se precariamente ante as freadas bruscas, as curvas fechadas do bólido sobre rodas.
Não resistiu muito tempo. Arrastou-se até o motorista, tocou seus ombros e lhe disse:
-          Meu filho, sou seu santo. Também quero descer. Dirigindo assim, nem o Espírito Santo poderá protegê-lo.
E seguiu solitário o "pé de chumbo", que acabou esborrachando-se num espetacular acidente que destruiu o ônibus e o transferiu extemporaneamente para o além.

Determina o bom senso que o pai, após alertar inutilmente o filho quanto aos seus enganos, deixe-o seguir pelos caminhos tortuosos que escolheu, afim de que aprenda com seus próprios erros.
Algo semelhante ocorre com nossos mentores espirituais quando nos comprometemos com vícios e desatinos, fazendo ouvidos moucos à sua inspiração.
Então nossa vida complica-se, porquanto é graças à ajuda espiritual que, em múltiplas circunstâncias, problemas são resolvidos, dores são amenizadas, males são superados, influências nocivas são neutralizadas.
Há um exemplo sugestivo envolvendo o passe magnético.
No livro "Missionários da Luz", o espírito André Luiz informa que muitos de nossos problemas físicos e psíquicos decorrem de intoxicações espirituais. Estas se acumulam a partir de vícios e desregramentos, pensamentos infelizes e sentimentos desajustantes.
O passe atua como poderoso elemento de higienização psíquica que nos alivia amenizando males e acalmando inquietações.
A eficiência do passe não depende apenas da capacidade do passista ou da receptividade do paciente. Imperiosa a presença de benfeitores espirituais que direcionem e potencializem os fluidos.
Os efeitos serão efêmeros se o paciente não modificar seu comportamento, da mesma forma que é ocioso socorrer o alcoólatra se ele não desenvolve um esforço mínimo por manter-se sóbrio.
Assim, segundo André Luiz, os amigos invisíveis estabelecem um limite para o atendimento espiritual durante o passe.
Que número seria razoável?
Duas, três ou cinco talvez?
A generosidade deles vai mais longe.
Por dez vezes atendem o paciente.
Se este insiste em destemperos emocionais e físicos que geram seus males, cessa o auxílio mais efetivo.
É quando o paciente reclama:
- O passe era uma beleza, como um banho de saúde. Sentia-me leve, tranqüilo . . . Ultimamente não funciona. Será que o Centro perdeu a força?  

Assim como pouco podem fazer os protetores espirituais em favor de tutelados que não se ajudam, em relação às lutas da existência, não há porque ajudar àqueles que se prejudicam voluntariamente.
Se dirijo um automóvel de forma imprudente, meu mentor não irá no pára-choque fazendo malabarismos para proteger-me.
E o funcionário relapso, que chega atrasado, que não cumpre suas obrigações, que não se dedica ao trabalho? Irá seu protetor sugerir condescendência ao patrão para que não o demita, se é o que merece?
Na atualidade há quem eleja o roubo por profissão. Isto em todos os níveis, do estelionato ao assalto à mão armada. Uma atividade, digamos, de "alta periculosidade". E que poderá o guia espiritual fazer por esses transviados pupilos senão inspirar o polícia para que os prenda, evitando que se comprometam mais acentuadamente?
Muitos pedem para Deus "retirar" uma pessoa do vício. Mas, Deus, não "retirará" ninguém que não queira sair. Ele, através dos anjos guardiães, a fortalecerá, a inspirará (em vigília ou durante o sono) e, inspirará aqueles que convivem ou não com aquela pessoa para que a ajude. Mas não a retirará de algo que escolheu por vontade própria entrar. Quando não se mostra disposto a ouvir, os guardiães respeitam seu livre-arbítrio e afastam-se. A faixa de vibração do viciado é baixa. Geralmente escutam sugestões de Espíritos com a mesma afinidade, estejam encarnados ou desencarnados. Dificultando assim, a ajuda do Céu.
Confortador, maravilhoso saber que "lá em cima" há amigos generosos dispostos a nos acompanhar e proteger. Devemos buscá-los sempre, em oração, aprendendo a ouvir, na intimidade do coração, sua orientação preciosa.
Consideremos, entretanto, que eles não são babás a satisfazer nossos caprichos ou prestigiar nossos desatinos.
Quando isso acontece, a melhor ajuda que podem dar é não dar ajuda nenhuma.

Richard Simonetti


O anjo de guarda está sempre ao lado de seu protegido?
Richard Simonetti: Não o imaginemos como um pajem a nos acompanhar nas 24 horas do dia, como se fôssemos criancinhas. Essencialmente ele é o mentor que, pelos condutos da inspiração, busca nos orientar nos momentos mais importantes, estimulando-nos ao bem.