terça-feira, 9 de janeiro de 2018

SER CRISTÃO


Ser cristão vai além de fazer e cantar músicas para Deus ou Jesus, usar crucifixo no pescoço e parede, usar camisetas ou adesivos com frases evangélicas, tatuar Jesus, Maria ou frases evangélicas no corpo, determinar o sábado sagrado, rezar repetidas vezes, não ser favorável à transfusão de sangue, usar determinado tipo de roupa, não cortar cabelo, comungar, carregar imagens, caminhar quilômetros em peregrinação, não comer carne na sexta-feira santa, batizar, crismar, pagar dízimo, casar-se em templos, frequentar casas religiosas, decorar Bíblia e/ou as obras básicas da Doutrina Espírita, tomar passe, participar das palestras, seminários e festas religiosas. Ser cristão é se esforçar para "seguir os ensinamentos do Cristo", é transformar "Fé em obras", ou seja, acreditar Nele e não fazer o que Ele pediu é inútil. Jesus quer nos transformar em pessoas melhores. Mas para isso, precisamos estar dispostos a querer nos modificar. Ele nos estende a mão todos os dias, e nós estamos desviando de estender a nossa para Ele. Então perguntemos: "Como é a nossa fé, com ou sem obras?" Se somos "a luz do mundo", como disse Jesus, como está a nossa luz, acesa ou apagada? Se somos "o sal da terra", que tipo de tempero estamos dando à vida? Como disse Jesus: "Nem todo o que me dizSenhorSenhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus."  Pensemos nisso!

Texto da Rudymara


O ANJO GUARDIÃO PODE NOS ABANDONAR?




Kardec perguntou aos Espíritos: "O Espírito protetor poderá abandonar seu protegido, por esse se mostrar rebelde aos conselhos?"
Resposta: "Afasta-se, quando vê que seus conselhos são inúteis e que mais forte é, no seu protegido, a decisão de submeter-se à influência dos Espíritos inferiores. Mas não o abandona completamente e sempre se faz ouvir. É então o homem quem tapa os ouvidos. O protetor volta desde que este o chame . . ." (questão 495)

Vejamos essa estória como exemplo:
O motorista carregou na bebida.
Pesou no pé direito comprimindo o acelerador.
O ônibus ganhou asas.
Os passageiros, assustados, pediam-lhe que reduzisse a velocidade.
Ele, tranqüilo disse:
- Não se preocupem. Meu santo é forte!
E voava baixo, ziguezagueando por ruas e avenidas.
- Devagar, devagar! Cuidado!
- Calma, gente! Está tudo sob controle. O santo nos protege!
Em pânico, os viajantes começaram a descer, embora sua insistência:
- Fiquem frios! Meu santo não falha!
O coletivo esvaziou-se. Restou derradeiro, heróico passageiro. Segurava-se precariamente ante as freadas bruscas, as curvas fechadas do bólido sobre rodas.
Não resistiu muito tempo. Arrastou-se até o motorista, tocou seus ombros e lhe disse:
- Meu filho, sou seu santo. Também quero descer. Dirigindo assim, nem o Espírito Santo poderá protegê-lo.
E seguiu solitário o "pé de chumbo", que acabou esborrachando-se num espetacular acidente que destruiu o ônibus e o transferiu extemporaneamente para o além.

Confortador, maravilhoso saber que "lá em cima" há amigos generosos dispostos a nos acompanhar e proteger. Devemos buscá-los sempre, em oração, aprendendo a ouvir, na intimidade do coração, sua orientação preciosa. 
Consideremos, entretanto, que eles não são babás a satisfazer nossos caprichos ou prestigiar nossos desatinos. Não o imaginemos como um pajem a nos acompanhar nas 24 horas do dia, como se fôssemos criancinhas. Se dirijo um automóvel de forma imprudente, meu mentor não irá no pára-choque fazendo malabarismos para proteger-me. Essencialmente ele é o mentor que, pelos condutos da inspiração, busca nos orientar nos momentos mais importantes, estimulando-nos ao bem. Quando não os ouvimos eles se afastam respeitando nosso livre arbítrio e voltam quando o chamamos.


Richard Simonetti


O QUE BUSCAMOS NO TEMPLO RELIGIOSO?




Comenta Richard Simonetti: "Para buscar uma vida mais equilibrada e digna? Refletir a respeito de nossas responsabilidades? Superar vícios e mazelas? Participar nos serviços do Bem? Ou apenas desejamos que Jesus: Remova nossas dificuldades? Solucione nossos problemas? Restaure nossa saúde? Conceda-nos a felicidade? Não é isso uma espécie de escambo, uma troca que não envolve dinheiro? Dou minha presença, submeto-me ao culto com a intenção de algo receber? Tanto é assim que muita gente deixa de participar porque não recebeu o benefício que buscava, o favor que esperava. ISSO É COMERCIALIZAR O SAGRADO. (...) Na atividade religiosa costumamos fazer o mesmo: Se receber as bênçãos desejadas serei um contribuinte; Se resolver meus problemas trabalharei pelos pobres; Se alcançar a cura serei uma pessoa melhor. Há quem faz adiantamentos: Um donativo; Uma visita a família carente; Um exercício de tolerância. Alguns pregadores exploram essa tendência. Parecem camelôs a pregoar o seu produto, como se a felicidade fosse uma mercadoria, não uma realização íntima. Há fiéis que enunciam seus projetos de comércio com a divindade na forma de promessas solenes a serem cumpridas depois de receberem os benefícios desejados. Algumas são bastante ingênuas, relacionadas com inúteis mortificações como: Carregar cruz; Subir escadarias de joelhos; Privar-se de alimentos; etc." (...) Deus não quer que mortifiquemos o corpo e sim que abrandemos o coração. Por isso, o sacrifício mais agradável ao Senhor é renunciar aos interesses pessoais para fazer algo em favor do próximo. Os que insistem em comercializar os dons sagrados, em fazer propostas e promessas, acabam decepcionados, porque entre o que pretendemos e o que recebemos, há um princípio subordinado à justiça perfeita: O merecimento."
Comenta J. Raul Teixeira: "Porque o grande ensinamento de Jesus foi o AMOR. Se amamos realmente a nós mesmos, não permitimos a autoagressão através dos vícios morais ou físicos. Se nos amamos, buscamos a educação moral e intelectual; Se amamos nosso semelhante, nunca nos permitiremos a desonestidade, a raiva, a inveja, a agressão e, muito menos, a indiferença. Se amamos Jesus, buscamos a luz dentro de nós mesmos, compreendendo que viver é aprender a servir para o bem. Não é difícil entender que para se viver com o Guia da Terra em experiência integradora, devemos desenvolver em nosso caráter o que existe de mais sóbrio, de mais lúcido e grandioso, engajando-nos na verdadeira educação."
Mas, infelizmente, muitos ainda buscam o mesmo que o povo daquela época buscava. Vemos hoje muitos chegando à religião, submetendo-se aos rituais, cultos, dogmas, “buscando graças variadas”, etc., mas não se transformam, não buscam saber o que Jesus espera delas. 
Comenta Cairbar Schutel: "Converter-se não é só a palavra e o conhecimento, converter-se é transformar a palavra e o conhecimento em ação. Porque há muitas pessoas que, na aparência, mostram seguir Jesus, mas, de fato, não o seguem; ao passo que, muitos que parecem não seguir, estão a caminho com Ele. 
Comenta Richard Simonetti: "Por isso, em defesa de nossa paz, não devemos buscar o culto religioso como um canal aberto para obter favores do Céu. Melhor situá-lo como uma convocação para fazer o que o Céu espera de nós."
Mas afinal, qual é a nossa resposta para essa pergunta: “O QUE BUSCAMOS DENTRO DO TEMPLO RELIGIOSO?”

Compilação de Rudymara



sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

ORGULHO E HUMILDADE


Orgulho e humildade, dois sentimentos completamente diferentes um do outro. Onde um está o outro não está. O orgulho é terrível adversário da humildade. O orgulho nos faz acreditar que somos mais e melhores que os outros que convivem conosco no planeta. Muitos acham que são superiores a outros irmãos porque tem mais dinheiro, tem um título de nobreza, nasceu em determinada raça, pelos títulos acadêmicos, etc. Este pensamento faz com que se tornem orgulhosos e, consequentemente, longe da humildade. Por isso vemos pessoas fazendo piadas, chacotas, humilhando outras pessoas. O orgulhoso perde o emprego, desfaz amizade, relacionamentos por acreditar que ele não comete erro e, consequentemente, não pede perdão, não perdoa e não admite que outros errem. Quantos trabalhadores de casas religiosas deixam um trabalho maravilhoso de caridade porque se melindram. Como disse Cairbar Schutel "o melindre é filho do orgulho". Os que estão no comando, muitas vezes, não sabem falar com os seus comandados, usam a autoridade com autoritarismo para chamar a atenção de alguém e, os comandados, não aceitam que os corrijam. É preciso aprender a falar e a ouvir. As palavras devem estar carregadas de caridade para não ofender, humilhar ou magoar alguém. E é necessário que aprendamos a ouvir, talvez o apontamento de alguém é o que precisamos para nos corrigir. Enfim, não é o dinheiro, raça ou outra coisa qualquer que nos faz superior. Deus não nos distingue pela quantia de dinheiro que temos ou pela cor da nossa pele, mas pelas nossas VIRTUDES. Ele criou todos da mesma maneira com os mesmos elementos. Depois, com a necessidade de crescimento do espírito, vamos trocando de corpo a cada encarnação, posição social, raça, sexo, etc. Quando desencarnarmos ninguém vai querer saber a raça que tivemos, a quantia de dinheiro que ajuntamos, etc., mas como nos comportamos naquela determinada raça, como fizemos uso do dinheiro ou como nos comportamos na pobreza. Então, nós não somos homens e mulheres, ricos ou pobres, brancos ou negros, cegos, mudos, aleijados, etc., nós estamos num corpo feminino ou masculino, com deficiência visual, corporal, mental, estamos ricos ou pobres, em determinada raça, etc. São necessidades de resgate e aprendizado. Quando entendermos isso nós não humilharemos mais nosso próximo e não nos sentiremos orgulhosos a ponto de nos acharmos melhores que o outro. Quando colocamos o rico e o pobre nus, não sabemos quem é o rico e quem é o pobre. A roupa pode os distinguir, mas sem ela eles são iguais. Num exame de sangue não existe sangue azul. Quando recebemos sangue ou órgão de alguém não sabemos quem foi o doador, se foi um rico ou um pobre, um negro ou um branco, um hetero ou um homo, um homem ou uma mulher, um palmeirense ou um corintiano ou qual religião ele seguia. As vezes aquele sangue ou órgão pertenciam a alguém que o receptor discriminava. 
Já a humildade nos nivela, mostra que somos irmãos, que devemos nos ajudar mutuamente, e nos encaminha ao bem. Sem humildade, não podemos ser caridoso com o nosso próximo. Porque caridade vai além de dar esmola, é ter caridade nas palavras, nas ações que dirigimos a alguém. O humilde, embora seja, por exemplo, mais inteligente, ele não vai querer humilhar que sabe menos que ele. Se ele é mais bonito fisicamente, ele não irá fazer piadas humilhantes com quem não é tão bonito. Enfim, o humilde, apesar de saber que é melhor, mais bonito, que tem mais posses, etc., não se coloca acima de seus irmãos. Ele os vê como irmãos e os respeita. Jesus foi o melhor e maior espírito que esteve na Terra, no entanto, nunca se colocou acima de ninguém. Escolheu nascer numa estrebaria, não tinha e não acumulou bens materiais, quando alguém o chamou de "bom homem" ele disse que "bom" só Deus o era, não queria que o servissem, dizia que ele veio para servir, quando curava não dizia "eu te curei", dizia "a tua fé te curou". Enfim, ele poderia se mostrar superior, mas não o fez, porque ele foi o ser mais humilde que esteve entre nós. Precisamos, urgentemente, seguir seus exemplos.

Texto de Rudymara






quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

ANJO GUARDIÃO

                                                              




Há Espíritos que se liguem particularmente a um indivíduo para protegê-lo?
Há o irmão espiritual, o que chamais o bom Espírito ou o bom gênio.                 (questão 489)

Conta o evangelista Mateus, no capítulo II de suas anotações, que Herodes, o Grande, apavorou-se com a notícia de que nascera em Belém um menino da linhagem de David, que seria o rei dos judeus, tirando-lhe o trono.
Sem saber exatamente quem era nem quando se dera o nascimento, concebeu uma solução simplista e drástica, típica dos tiranos sanguinários: determinou que naquela cidade e adjacências fossem mortos todos os meninos com idade abaixo de dois anos.
Calcula-se que perto de trinta crianças foram barbaramente assassinadas no famigerado episódio que ficou registrado como "a matança dos inocentes".
No entanto, um anjo apareceu em sonho, recomendou-lhe que tomasse o menino e sua mãe, fugindo com eles para o Egito.
Obediente, o carpinteiro seguiu a orientação e salvou Jesus da sanha assassina de Herodes.
Temos nesta passagem evangélica o mais famoso episódio envolvendo a ação dos anjos de guarda, seres espirituais que, segundo a tradição cristã, tem a missão de proteger os homens.
Eles estão presentes em todas as culturas, sob várias denominações - gênios, fadas, deuses, protetores, guias -, sempre empenhados em prestar assistência aos seus tutelados.
O manto de fantasia que envolvia o assunto foi desvelado pela Doutrina Espírita, que confirma sua existência e revela que não se situam como seres especiais, de natureza distinta da criatura humana.
São Espíritos como nós, mais evoluídos e habilitados a nos amparar nas experiências reencarnatórias.
Não fomos criados todos ao mesmo tempo.
Não detemos a mesma idade espiritual ou o mesmo grau de maturidade.
Situamo-nos em variados estágios de aprendizado, em degrau compatível com nossas necessidades, lembrando a escada de Jacó da alegoria bíblica, que vai da Terra ao Céu.
Cumprindo a Lei de Amor, que rege o Universo, os que avançam nos domínios da compreensão e da responsabilidade ocupam-se em ajudar os irmãos que seguem atrás, estabelecendo elos de solidariedade entre os filhos de Deus.
Num momento de má inspiração, Thomás de Aquino, em sua famosa Teológica, proclamou que a felicidade dos habitantes do Céu é contemplar a infelicidade dos que jazem no inferno.
Isso é puro sadismo.
O mesmo que visitar hospitais para nos regozijarmos com nossa saúde, ou penitenciárias para a satisfação de estarmos em liberdade, ou os pobres para gozarmos nossa condição melhor. Semelhantes iniciativas seriam a consagração do egoísmo.
Aprendemos com a Doutrina Espírita que a felicidade do Céu é socorrer a infelicidade da Terra.
Exatamente o que fazem os Espíritos evoluídos, conscientes de que no empenho de amparar seus irmãos está sua realização como filhos de Deus.
Geralmente o anjo de guarda é alguém ligado ao nosso coração.
Compomos famílias espirituais que evoluem em conjunto, amparando-se mutuamente. Neste particular podemos considerar que não temos um único protetor espiritual, mas muitos, todos aqueles que, no Plano Espiritual ou na Carne, nessa vida ou no Além, situam-se em condição e disposição de nos ajudar.
Haverá anjo de guarda mais prestimoso, mais cuidadoso, mais preocupado com seu protegido do que um coração materno?
Problemas seriam solucionados, angústias seriam amenizadas, sentimentos de solidão e abandono se enfumaçariam se em todas as situações guardássemos a certeza de que "lá em cima" há gente que gosta de nós, que se preocupa conosco. Gente que nos acompanha, gente que nos inspira, gente que nos ampara, gente que torce para que façamos o melhor.
A condição do anjo de guarda depende de nossa posição evolutiva e do que fazemos na Terra. Missionários com nobres tarefas, contam, obviamente, com benfeitores de elevada hierarquia a assessorá-los.
Podemos considerar Chico Xavier um dos grandes missionários de nosso tempo, com uma portentosa obra mediúnica que nos oferece inigualável soma de informações sobre a vida espiritual.
O mentor de Chico é Emmanuel, nobre entidade cuja sabedoria podemos avaliar examinando os livros de sua autoria, psicografados pelo médium. Emmanuel já era um Espírito evoluído ao tempo em que Jesus esteve na Terra. No livro "Há Dois Mil Anos" temos notícia de que ele foi o senador Públio Lentulus. Foi também o Padre Damiano, do inesquecível romance "Renúncia". E destacou-se como Padre Manuel de Nóbrega, fundador da cidade de São Paulo.
O Padre José de Anchieta, companheiro de Nóbrega em lides missionárias, guarda uma certa identidade psicológica com Chico Xavier. Há, ainda, sugestiva semelhança física.
Algo fundamental em relação aos anjos de guarda:
·         estão perto de nós e nos inspiram na razão direta de nossa ligação com os valores espirituais e inversa de nosso apego aos vícios e paixões da vida material.
·         Aproximam-se quando cultivamos o bem e a verdade.
·         Afastam-se quando nos prendemos a interesses rasteiros.
·         Instrumento de nossa comunhão com eles: a oração.
Em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", quando aborda a prece, Kardec destaca a importância de nos dirigirmos ao nosso mentor espiritual. O Codificador oferece vários exemplos de orações dessa natureza.
Numa delas diz assim:
"Espíritos bem-amados, anjos guardiães que, com a permissão de Deus, pela sua infinita misericórdia, velais sobre os homens, sede nossos protetores nas provas da vida terrena. Dai-nos força, coragem e resignação; inspirai-nos tudo o que é bom, detende-nos no declive do mal; que a vossa bondosa influência nos penetre a alma; fazei sintamos que um amigo devotado está ao nosso lado, que vê nossos sofrimentos e partilha das nossas alegrias."   
Não devemos ver nessa oração uma fórmula verbal, cujo mérito esteja em sua simples enunciação. É um exemplo de como devemos orar, numa conversa íntima em que procuramos os Espíritos amigos, abrindo-lhes nosso coração.
Para que colhamos plenamente os benefícios do contato com os amigos espirituais não podemos esquecer um detalhe:  É preciso que façamos nossa parte.
Um homem desempregado buscou serviço em inúmeras empresas, ao longo de vários dias.
Esforço inútil. Nada dava certo.
Angustiado ante as privações que entravam em seu lar, orou contrito, implorou a Deus lhe enviasse um anjo de guarda para ajudá-lo.
Pouco depois, como de costume, dirigiu-se à agência de empregos. De passagem por uma banca de jornais, veio-lhe o impulso de ler os anúncios classificados. Comprou o jornal. Havia uma oferta que não estava bem de acordo com sua qualificação profissional. Não obstante, resolveu tentar.
Conversou com o entrevistador que relutava em aceitá-lo. No entanto, obedecendo um impulso, deu-lhe a chance.
Deu certo. Ele firmou-se na empresa, desenvolveu novas aptidões, resolveu seu problema, constatando que foi a partir da oração que tudo aconteceu, ela criou condições (sintonia) para que um Espírito amigo o ajudasse.
No entanto, pouco poderia ser feito se o seu protetor espiritual não contasse com sua iniciativa, já que não seria possível trazer o emprego até ele.
Os Espíritos jamais deixarão de nos ajudar, desde que, ligados a eles pela oração, pelos bons pensamentos, pelas boas atitudes, disponhamo-nos a fazer nossa parte.
Isto está bem claro na máxima enfatizada por Kardec, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo":
"Ajuda-te que o Céu te ajudará".

Poderá dar-se que o Espírito protetor abandone o seu protegido, por se lhe mostrar este rebelde aos conselhos?
Afasta-se, quando vê que seus conselhos são inúteis e que mais forte é, no seu protegido, a decisão de submeter-se à influência dos Espíritos inferiores. Mas não o abandona completamente e sempre se faz ouvir. É então o homem quem tapa os ouvidos. O protetor volta desde que este o chame . . .       (questão 495)

O motorista carregou na bebida.
Pesou no pé direito comprimindo o acelerador.
O ônibus ganhou asas.
Os passageiros, assustados, pediam-lhe que reduzisse a velocidade.
Ele, tranqüilo disse:
-          Não se preocupem. Meu santo é forte!
E voava baixo, ziguezagueando por ruas e avenidas.
-          Devagar, devagar! Cuidado!
-          Calma, gente! Está tudo sob controle. O santo nos protege!
Em pânico, os viajantes começaram a descer, embora sua insistência:
-          Fiquem frios! Meu santo não falha!
O coletivo esvaziou-se. Restou derradeiro, heróico passageiro. Segurava-se precariamente ante as freadas bruscas, as curvas fechadas do bólido sobre rodas.
Não resistiu muito tempo. Arrastou-se até o motorista, tocou seus ombros e lhe disse:
-          Meu filho, sou seu santo. Também quero descer. Dirigindo assim, nem o Espírito Santo poderá protegê-lo.
E seguiu solitário o "pé de chumbo", que acabou esborrachando-se num espetacular acidente que destruiu o ônibus e o transferiu extemporaneamente para o além.

Determina o bom senso que o pai, após alertar inutilmente o filho quanto aos seus enganos, deixe-o seguir pelos caminhos tortuosos que escolheu, afim de que aprenda com seus próprios erros.
Algo semelhante ocorre com nossos mentores espirituais quando nos comprometemos com vícios e desatinos, fazendo ouvidos moucos à sua inspiração.
Então nossa vida complica-se, porquanto é graças à ajuda espiritual que, em múltiplas circunstâncias, problemas são resolvidos, dores são amenizadas, males são superados, influências nocivas são neutralizadas.
Há um exemplo sugestivo envolvendo o passe magnético.
No livro "Missionários da Luz", o espírito André Luiz informa que muitos de nossos problemas físicos e psíquicos decorrem de intoxicações espirituais. Estas se acumulam a partir de vícios e desregramentos, pensamentos infelizes e sentimentos desajustantes.
O passe atua como poderoso elemento de higienização psíquica que nos alivia amenizando males e acalmando inquietações.
A eficiência do passe não depende apenas da capacidade do passista ou da receptividade do paciente. Imperiosa a presença de benfeitores espirituais que direcionem e potencializem os fluidos.
Os efeitos serão efêmeros se o paciente não modificar seu comportamento, da mesma forma que é ocioso socorrer o alcoólatra se ele não desenvolve um esforço mínimo por manter-se sóbrio.
Assim, segundo André Luiz, os amigos invisíveis estabelecem um limite para o atendimento espiritual durante o passe.
Que número seria razoável?
Duas, três ou cinco talvez?
A generosidade deles vai mais longe.
Por dez vezes atendem o paciente.
Se este insiste em destemperos emocionais e físicos que geram seus males, cessa o auxílio mais efetivo.
É quando o paciente reclama:
- O passe era uma beleza, como um banho de saúde. Sentia-me leve, tranqüilo . . . Ultimamente não funciona. Será que o Centro perdeu a força?  

Assim como pouco podem fazer os protetores espirituais em favor de tutelados que não se ajudam, em relação às lutas da existência, não há porque ajudar àqueles que se prejudicam voluntariamente.
Se dirijo um automóvel de forma imprudente, meu mentor não irá no pára-choque fazendo malabarismos para proteger-me.
E o funcionário relapso, que chega atrasado, que não cumpre suas obrigações, que não se dedica ao trabalho? Irá seu protetor sugerir condescendência ao patrão para que não o demita, se é o que merece?
Na atualidade há quem eleja o roubo por profissão. Isto em todos os níveis, do estelionato ao assalto à mão armada. Uma atividade, digamos, de "alta periculosidade". E que poderá o guia espiritual fazer por esses transviados pupilos senão inspirar o polícia para que os prenda, evitando que se comprometam mais acentuadamente?
Muitos pedem para Deus "retirar" uma pessoa do vício. Mas, Deus, não "retirará" ninguém que não queira sair. Ele, através dos anjos guardiães, a fortalecerá, a inspirará (em vigília ou durante o sono) e, inspirará aqueles que convivem ou não com aquela pessoa para que a ajude. Mas não a retirará de algo que escolheu por vontade própria entrar. Quando não se mostra disposto a ouvir, os guardiães respeitam seu livre-arbítrio e afastam-se. A faixa de vibração do viciado é baixa. Geralmente escutam sugestões de Espíritos com a mesma afinidade, estejam encarnados ou desencarnados. Dificultando assim, a ajuda do Céu.
Confortador, maravilhoso saber que "lá em cima" há amigos generosos dispostos a nos acompanhar e proteger. Devemos buscá-los sempre, em oração, aprendendo a ouvir, na intimidade do coração, sua orientação preciosa.
Consideremos, entretanto, que eles não são babás a satisfazer nossos caprichos ou prestigiar nossos desatinos.
Quando isso acontece, a melhor ajuda que podem dar é não dar ajuda nenhuma.

Richard Simonetti


O anjo de guarda está sempre ao lado de seu protegido?
Richard Simonetti: Não o imaginemos como um pajem a nos acompanhar nas 24 horas do dia, como se fôssemos criancinhas. Essencialmente ele é o mentor que, pelos condutos da inspiração, busca nos orientar nos momentos mais importantes, estimulando-nos ao bem.



terça-feira, 2 de janeiro de 2018

A PAZ É O CAMINHO


FELIZ 2018



"ANO NOVO é oportunidade de reflexão e análise para a construção da real felicidade, mediante os sentimentos harmônicos, as afeições sinceras e o equilíbrio das emoções." -

Divaldo Franco


PAZ


ANO NOVO


DEUS É AMOR




Para nós espíritas Deus é espírito, e a aparência do espírito é de "uma chama, um clarão ou uma centelha etérea", como explicaram os Espíritos na questão 88 do O Livro dos Espíritos, ou seja, sem forma ou sexo. Mas, tanto faz, se para muitos Ele é homem ou mulher, branco ou negro, novo ou velho, gordo ou magro, se tem ou não barba ou forma humana. O que interessa é que ele é AMOR e espera que sigamos seus ensinamentos, trazidos pelo Cristo, para que nós também nos tornemos AMOR. Ele age ajudando as criaturas através das criaturas. Sejamos um "deus" na vida de alguém. 

Rudymara