domingo, 25 de dezembro de 2016

SEJA LUZ NO NATAL DE ALGUÉM



"Acenda luzes para enfeitar o Natal. Mas não esqueça de ser luz no Natal de alguém."  

Rudymara



JESUS ESCOLHEU DOZE HOMENS



"Ser cristão é oportunidade de vivenciar o Evangelho em espírito e verdade...Não vos deixeis desalentar. Recordai que, para o trabalho inicial do Evangelho, Jesus requisitou o concurso de doze homens e não de doze anjos." 

Bezerra de Menezes 


JESUS MOSTRA A ROTA PARA DEUS



"JESUS inaugurou na Terra o princípio do AMOR, a exteriorizar-se do coração, de dentro para fora, traçando-lhe a rota para DEUS." 

André Luiz

ENFEITE SEU NATAL



"Enfeite o seu lar com os recursos da gentileza e do bom humor." 

 André Luiz 

NATAL NATUREZA



"A Natureza diariamente glorifica a Divina Bondade." 

Meimei 

JESUS É NOSSO NOEL



JESUS é o nosso Noel. Trouxe o maior e melhor presente que poderíamos ganhar: A LEI DE AMOR. Que sua lei toque o coração de cada um de nós para que façamos um Natal verdadeiro, cheio de paz, perdão e harmonia todos os dias. E que comece pelos membros da família. 

Rudymara



CULTIVE A BONDADE NO NATAL



"Não importa se diga que cultivas a bondade somente hoje quando o Natal te deslumbra ...Comeces a viver com JESUS, ainda que seja por algumas horas..." 

Meimei 

FESTA DE NATAL



Na comemoração do nascimento de Jesus, que haja alegria, pois a lembrança Dele já é por si um estímulo espiritual a reflexões mais profundas; que se promovam festas na família, nas instituições ou nos ambientes de nossa convivência, mas que a alegria tenha um sentido mais elevado, não deixemos nos desvirtuar pelos desperdícios e pelos abusos que comprometem o corpo e o espírito. Procuremos “cristianizar” o Natal, ou seja, que as pessoas não se preocupem somente com a festa, com a comida, com os presentes, porque a festa não é do Papai Noel, é de Jesus. E quem deveria receber presentes é o aniversariante. 
Então, perguntemos: “Que presente daremos à Jesus?” 
Se ficarmos em dúvida, procuremos no Evangelho algo que possa alegra-lo. Porque, quando damos um presente do Evangelho à ele, com certeza, somos nós que realmente recebemos o presente. Pois, ao vivenciarmos a Lei de Amor, estaremos nos livrando dos nossos erros do passado e nos esforçando para não errar no presente. Enfim, estaremos plantando nossa felicidade futura, para não sofrermos tanto as dores no corpo e na alma das conseqüências de nosso abuso do livre arbítrio.

Rudymara




NOEL E JESUS



Jesus deixou bem claro que: “a fé sem obras é morta”, ou seja, acreditar Nele e não fazer o que Ele pediu é inútil. Fé é crer que Jesus pode e quer nos transformar em pessoas melhores. Mas para isso, precisamos estar dispostos a querer nos modificar. Ele nos estende a mão todos os dias, e nós estamos desviando de estender a nossa para Ele. Pois, muitas vezes só olhamos para Ele para pedir coisas, sem observar o que Ele espera de nós. Então perguntemos: "Como é a nossa fé?" "Com ou sem obras?" Pensemos nisso!


Rudymara




quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

A MELHOR VIAGEM


Quando pessoas desencarnam coletivamente há uma comoção coletiva também. Nesse momento é preciso questionarmos sobre nossa vida. Buscar saber como estamos vivendo, saber como chegaríamos no plano espiritual caso desencarnássemos hoje. O que levaríamos na bagagem? Para obter as respostas para tais questionamentos é preciso fazer a viagem mais importante de nossa vida que é "para dentro de nós." Acumulemos valores morais, porque são eles que levaremos após a desencarnação. Como disse Jesus: "Não acumuleis para vós outros tesouros na Terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde ladrões arrombam para roubar. Mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde a traça nem a ferrugem podem destruir, e onde os ladrões não arrombam e roubam." E como disse Pascal no O Evangelho segundo o Espiritismo: "A verdadeira propriedade não é o que se destina ao uso do corpo, mas ao uso da alma: inteligência, conhecimentos e qualidades morais." Lembremos a parábola do rico insensato que acumulou e acumulou e quando planejava acumular mais, Deus disse a ele: "Insensato, esta noite tua alma será chamada; e o que tanto juntaste para quem será?"
Pensemos nisso!

Rudymara



QUANDO JESUS RENASCERÁ?


Muitos estão aguardando o Cristo voltar à Terra. E o Cristo está aguardando uma manjedoura dentro de nós para renascer. Ele esteve aqui há mais de dois mil anos e nós, ainda hoje, não o recebemos como Ele gostaria de ser recebido. A maioria não O entendeu, não O ouviu, não O viveu. Jesus para muitos é um ser grandioso, admirado, mas que só é procurado para fazer pedidos. Poucos O consultam para saber: "o que Ele espera de nós". Existe um Natal coletivo que é a data que comemoramos seu nascimento na Terra. E existe um outro Natal que é quando resolvemos fazer de nosso coração sua manjedoura. O Natal de Paulo de Tarso, por exemplo, foi quando ele encontrou Jesus na estrada de Damasco. Para Pedro, Jesus nasceu no pátio do Palácio de Caifás, quando o galo contou 3 vezes, após ele ter O negado. Para Francisco de Assis, Jesus nasceu no dia em que ele se despojou de todo bem material para seguí-Lo. Para a samaritana, Jesus nasceu no poço de Jacó. Enfim, quando será o nosso Natal? Pensemos nisso. 

 Rudymara  


terça-feira, 29 de novembro de 2016

MORTE COLETIVA NA VISÃO ESPÍRITA


Divaldo diz que: "As mortes coletivas acontecem por fenômenos cármicos, decorrência natural da lei de causalidade. Aqueles que coletivamente feriram, magoaram, agrediram, desrespeitaram, as leis de uma ou de outra forma, encontram-se nas sucessivas jornadas da reencarnação para coletivamente resgatarem os crimes perpetuados." Mas, "o amor cobre multidão de débitos", ou seja, os que se dedicam ao Bem, à caridade, ao amor ao próximo, podem mudar seu carma. Como explica Divaldo: "Aqueles que individualmente se acham renovados pelo processo da renovação moral, aqueles que conseguiram romper as amarras do grupo, pelo Bem que fizeram, naturalmente minimizaram as conseqüências do Mal que realizaram, e muitas vezes são poupados, estão excluídos do débito coletivo pelo Bem que individualmente fizeram. Muitas vezes, num acidente aéreo, uma pessoa escapa; outro chega ao balcão do aeroporto e acaba de perder o vôo. Mas aquele “perder” de um vôo foi o “ganhar” da existência planetária; num acidente alguém consegue sobreviver." Mas, não nos esqueçamos que, ninguém morre, apenas voltam de onde vieram antes de nós. Oremos aos desencarnados e aos seus familiares que ficaram. Deus não desampara ninguém. Estes momentos devem servir de reflexão, de buscarmos o verdadeiro sentido da vida que, para nós espíritas é EVOLUIR. Precisamos viver sem achar que viveremos eternamente na Terra ou que nascemos para apenas "curtir" a vida. Precisamos questionar: "O que Deus espera de nós?" O importante é modificarmos "para melhor" nossas atitudes em relação a nós mesmos a ao próximo, para amenizarmos nossos débitos do passado ou para não contrairmos um no futuro. Afinal, não sabemos quais são nossos débitos do passado e quando seremos chamados a resgatar ou prestar contas.

Rudymara


LEI DE CAUSA E EFEITO




Os fatos que ocorrem em nossa vida, seja bom ou ruim, são consequências de nossos atos nesta ou em outra encarnação. Então, não adianta atribuir os fatos a sorte ou azar, são apenas colheitas do nosso plantio ou efeito de algo que causamos. 

Rudymara




terça-feira, 22 de novembro de 2016

ESPIRITIZAR, QUALIFICAR E HUMANIZAR


Conta Divaldo Franco numa palestra:

“Joanna de Ângelis, fazendo uma análise da nossa Casa, o Centro Espírita Caminho da Redenção, faz três anos, propôs-nos novas diretrizes para o Centro Espírita onde mourejamos. Essas diretrizes ela apresentou em três verbos: ESPIRITIZAR, QUALIFICAR, HUMANIZAR.


Pode parecer um absurdo espiritizar o Centro Espírita e um tanto paradoxal. No entanto, há Centro Espírita que só tem o rótulo mas não tem espiritismo. Vamos por partes, porque é muito delicado.
Fui convidado a proferir uma conferência em um Centro Espírita no sul do país. Normalmente, quando recebo convite, não atendo, porque pode ser entusiasmo da pessoa. No segundo convite eu digo: “para o ano, volte a escrever.” Isso é para ver se a pessoa está mesmo interessada. Para o ano a pessoa volta a escrever e eu digo: “para o ano, na programação, nós vamos agendar.”
E, naquela Casa, fui postergando por um período de seis a oito anos, por falta de tempo, até que o presidente insistiu tanto que fiquei constrangido e dei um jeito.
Disse-lhe, na carta: “mande-me as datas que lhe são ideais e eu escolherei aquela compatível com minha programação.” Estabelecemos a data e por seis meses correspondemo-nos e tudo foi muito bem.
No dia marcado cheguei à cidade e fui a uma bela instituição. Edifício monumental. Uma grande sala. Quando cheguei à porta, fui recebido por uma comissão muito gentil e estabeleceu-se o seguinte diálogo:
- Senhor Divaldo, o Presidente pede desculpas por não ter podido vir receber o Senhor.
Eu disse: “é muito natural, não há problema.”
- Aqui está o Vice-Presidente, o Secretário, o Tesoureiro, e nós desejamos recebê-lo, porque o nosso Presidente está, no prédio vizinho, fazendo cromoterapia.
- “Eu não sabia que ele era cromoterapeuta,” falei. “Ele é profissional, naturalmente?”
- “Não! Ele é espírita”, responderam-me.
- Deixe-me ver: ele é o Presidente do Centro e é o presidente da cromoterapia? Ele me convidou para vir aqui durante oito anos. Marcou a data e foi fazer a cromoterapia!
- É porque a cromoterapia é muito importante. Está salvando milhares de vida.
- Que graça! Eu sempre pensei que o Espiritismo está salvando milhões de vidas.
Será esta a imagem de um Centro Espírita? Em absoluto. O Centro Espírita não tem que se envolver com nenhuma terapia alternativa. É até um desrespeito, porque o cromoterapeuta é alguém que estudou. Ele tem sua clínica e o Centro Espírita não se pode transformar numa clínica alternativa. É lugar de transformação moral do indivíduo, onde se viaja ao cerne do problema para arrancá-lo. Se transformarmos um Centro Espírita em uma clínica, para lá vão pessoas aturdidas. Qualquer coisa esdrúxula que anunciemos no jornal haverá uma massa incontável que adere por necessidade de pedir socorro.
Mas o Espiritismo não ilude, não mente e nem posterga a ação, porque ele é herança de Jesus. E Jesus, com todo o amor, dizia a verdade. Seja o nosso falar: sim, sim, não, não, conforme Ele o fazia. Não iremos dizer de forma grotesca ou agressiva, mas iremos dizer de uma forma verdadeira. É melhor, às vezes, perder o amigo agora porque não conivimos e o termos depois, do que o apoiarmos e o perdermos em definitivo, quando ele notar a nossa fraude.
Então, Joanna de Ângelis manda ESPIRITIZAR.
Tenho ouvido oradores em casas Espíritas apresentarem temas maravilhosos, mas que não são nada espíritas. Temas que podem narrar no Rotary, na Maçonaria, no Lions, numa reunião social. Na Casa Espírita pode-se abordar qualquer tema, à luz do Espiritismo. Fazer as conotações espíritas.
Se aconteceu uma tragédia na cidade vamos examiná-la, à luz do Espiritismo. Está no momento da clonagem. Vamos falar sobre clonagem, à luz da Doutrina Espírita. Está nos noticiários a corrupção. Vamos falar sobre a corrupção e a terapia Espírita.
Infelizmente não está ocorrendo isso. Convida-se, às vezes, oradores admiráveis, fascinantes, porém, totalmente deslocados. Palestras que se pode ouvir em qualquer lugar.
Na Casa Espírita vão as pessoas atormentadas, buscando consolação, com a alma despedaçada pela morte de seres queridos e, se ouvem uma coisa que nada tem a ver com a proposta da Doutrina Espírita, saem desoladas. Agindo assim, estaremos fraudando a proposta do Espiritismo.
Temos visto congressos espíritas - não é crítica, é análise – em que se aborda Terapia pela dança. É uma maravilha. Mas não num congresso espírita. Vamos fazer isso num congresso de Yoga, que respeitamos muito, ou num congresso de psicoterapia e então coloquemos música, metais, cristais, mas não num congresso espírita.
Ah! É porque nossos irmãos estão doentes, justificam. Nesse caso, falemos das causas das doenças. Das causas anteriores das aflições. Das causas atuais das aflições.
A terapia da dança podemos encontrar em qualquer setor do mundo social, respeitável e nobre. Mas quando vamos à Casa Espírita, esperamos encontrar a proposta espírita.
O Centro Espírita tem que ser o lugar de Doutrina Espírita.
Daí o Centro Espírita tem que ser espiritizado. É a proposta de Joanna de Ângelis.
A segunda vertente de sua proposta é QUALIFICAR.
Vivemos hoje a época da qualidade total. Qualificação é indispensável. Nós, às vezes vamos à Casa Espírita com nossos hábitos ancestrais, o que é natural. Mas o fato de entrarmos na Casa Espírita não muda nossa existência. Levamos a nossa qualificação muitas vezes empírica, singela, e vamos exercer certas funções para as quais não estamos qualificados.
Vemos, por exemplo, um literato, que não entende absolutamente de contabilidade, sendo o tesoureiro do Centro. Vamos ver o indivíduo aplicando a terapia dos passes, mas que, de maneira nenhuma se preparou para isso. Vamos ver no atendimento fraterno uma pessoa que tem muito bom coração mas não tem o menor tato psicológico.
Temos que qualificar-nos.
O que é qualificar? É adquirir características essenciais, típicas das finalidades que vamos exercer na vida prática.
Se eu, por exemplo, quero dedicar-me ao atendimento fraterno, devo fazer um curso. Por isso, os Centros Espíritas devem estar vinculados ao chamado movimento organizado, porque as nossas Casas Federativas dispõem de equipes para nos esclarecer, para nos informar, para ministrar cursos.
Quando vemos, por exemplo, a Federação Espírita do Paraná (FEP), oferecer-nos o jornal Mundo Espírita por um preço irrisório, que muitos ainda não pagam, chegar às nossas mãos todo o mês, com pontualidade, trazendo-nos mensagens libertadoras de consciência, comovo-me com esse trabalho.
Se ligarmos o rádio, aí está um programa de orientação espírita, o Momento Espírita, já transmitido por uma cadeia de rádios em várias cidades do País. Seria interessante se cada um dos senhores, nas suas cidades, entrassem em contato com a FEP e, ao invés de fazer programa de rádio sem nenhuma habilidade, sem qualificação, colocassem o programa que é transmitido em Curitiba, que é de excelente qualidade, narrado por pessoa qualificada, desde a voz, uma voz agradável, muito bem empostada. É uma mensagem muito bem trabalhada, apresentando várias conotações para o enriquecimento das pessoas espíritas e não espíritas.
Muitas pessoas confundem qualificação com elitismo. E as pessoas dizem: “está elitizando!”.
Minha mãe era analfabeta e eu dialogava com ela. Qualificamo-la. Ela tornou-se uma excelente bordadeira, uma excelente cozinheira. Conheço tanta gente instruída que não sabe enfiar a linha na agulha e que não sabe pregar um botão.
Daí, meus amigos, qualificar não é elitizar, não é intelectualizar. É equipar de recursos para fazer bem aquilo que gostaria de fazer. Evitar o aventureirismo.
HUMANIZAR - Humanizar é fazer com que nós, de vez em quando, tornemos à nossa simplicidade, ao nosso bom humor, ao nosso lado humano. A vida nos impõe rotinas e, quando menos esperamos, estamos fazendo aquilo rotineiramente, sem emoção. Nós nos transformamos em máquinas.
Visitei uma instituição e uma senhora me disse assim: “Ah! Irmão Divaldo, não agüento mais. Estou cansada de fazer caridade. Eu não agüento mais, é tanto pobre. Eu disse: “minha filha, então deixe”. Ela: “O Senhor está me mandando deixar de fazer a caridade?” Eu disse: “Não, eu estou mandando você descansar, porque a caridade está lhe fazendo mal. Já imaginou a caridade fazer mal a quem a faz? Algo não está funcionando! Ou você está exibindo-se sem o sentido de caridade, me perdoe a franqueza, pois quero lhe ajudar, ou você está saturada. Faça uma pausa”.
Ela: “o que será dos pobres?” Eu: “Minha filha, eles são filhos de Deus. Antes de você chegar Deus já tomava conta. Você está só dando uma mãozinha para você, não para eles, porque, afinal, isso aqui nem é caridade, é paternalismo. Você está mantendo muita gente na miséria, que já podia estar libertada, porque você me disse que já atendeu a avó, a filha e agora está atendendo a neta.
Como é que você conseguiu manter na miséria três gerações? Que a avó e a filha fossem pobres necessitadas, é aceitável, mas a neta já teríamos que libertar da miséria de qualquer jeito. Colocando-a na escola, equipando-a, arranjando-lhe trabalho. Isso não é caridade. Está lá no Evangelho: “Transformai as vossas esmolas em salário”.
Então, repouse um pouco. É uma rotina. Você quer abarcar um número de pessoas que você não pode abraçar. Diminua. Faça com qualidade e procure fazer em profundidade. Faça o bem.
Nós não podemos salvar o mundo e perder a nossa alma. A tese é de Jesus Cristo: “Que vos adianta salvar o mundo e perder-se a si mesmo!” Nós não estamos aqui para salvar o mundo. Estamos aqui para salvar-nos e ajudar o mundo para que cada um nele se salve.
Então, humanizar é neste sentido. É esta proposta de voltarmos a ser gente. Não ficarmos nos considerando muito importantes. O Presidente do Centro, o dono do Centro, o super-médium, a pessoa mais formidável do século. Voltarmos às nossas origens. A simplicidade de coração, a afabilidade, a doçura (textos do Evangelho Segundo o Espiritismo), a cordialidade, o bom trato. Se o doente é insistente, se o pobre é impertinente, nós estamos ali porque queremos. Não foi o pobre que pediu para nós irmos lá. Nós é que nos oferecemos. Então temos a escusa de estarmos cansados, de estarmos irritados. “Eu também tenho problemas”. Então vá resolver seus problemas. Não os traga para a Casa Espírita. E notem que esta tríade está perfeitamente de acordo com o pensamento kardequiano: trabalho, solidariedade e tolerância.
Qual é o trabalho? ESPIRITIZAR-SE. O trabalho de adquirir o conhecimento espírita, de perseverar no estudo. Minha mãe era analfabeta. Eu lia para ela, estudava, comentava. Ela acompanhava. Aprendeu a Doutrina Espírita dentro dos seus limites.
Solidariedade. QUALIFICAR-SE, para servir melhor, para ser mais solidário.
Tolerância: ser mais HUMANO. Quando somos mais humanos, somos tolerantes. E esta tríade não é propriamente de Allan Kardec. Ele a tirou de Pestalozzi, seu professor, que tinha como base educacional três palavras: trabalho, solidariedade e perseverança. Allan Kardec, que foi seu discípulo, tomou a tríade e adaptou-a, substituindo perseverança por tolerância.
Assim, o Centro Espírita é a nossa oficina. Quando nós entramos na Casa Espírita devemos sentir os eflúvios do amor, da fraternidade. Não é o lugar dos conflitos, das picuinhas, das nossa dificuldades, das nossas diferenças, que nós as temos, mas das nossas identidades, das nossas compreensões, do nosso esforço para sermos melhor.
Daí a nova proposta do Centro Espírita: voltar às bases do pensamento de Allan Kardec. Reviver o trabalho, a solidariedade e a tolerância. Sermos realmente irmãos. Esta é a nossa família ampliada. Se entre aqueles com os quais compartimos idéias, que são perfeitamente consentâneas com as nossas, nós temos dificuldades de relacionamento, como é que iremos nos relacionar com o mundo agressivo, com a sociedade que não nos aceita, com aqueles que nos hostilizam, com aqueles que nos perseguem?

O Centro Espírita é o lugar onde nós treinamos as virtudes básicas: a fé, a esperança e a caridade.




domingo, 20 de novembro de 2016

AS DROGAS DEVEM SER LIBERADAS?


Quando falamos em suicídio, logo imaginamos alguém colocando fim a sua vida física através de envenenamento, tiro na cabeça ou na boca, corte nos pulsos, enforcamento, etc., é o que chamamos de SUICÍDIO DIRETO OU CONSCIENTE. Mas nos esquecemos que, há um suicídio lento e silencioso, que chamamos de SUICÍDIO INDIRETO OU INCONSCIENTE. Este, é o que mais mata. O suicídio indireto, é quando aniquilamos lentamente nosso corpo físico, através: DA IRRITAÇÃO (causadora de distúrbio circulatório, como entupimento de veias do coração); CALMANTES (a busca da tranqüilidade artificial); ALUCINÓGENOS (a busca da euforia ilusória através da maconha, cocaína, bebidas alcoólicas, etc.); O VÍCIO MENTAL COMO OS HIPOCONDRÍACOS (que de tanto imaginar doença, ficam doentes); OS MELANCÓLICOS (adoecem porque a parte psicológica está em baixa); OS MALEDICENTES (se envenenam com o mal que julgam identificar nos outros); OS REBELDES (os eternos inconformados com a vida); OS APEGADOS A FAMÍLIA E BENS TERRENOS (passam a vida preocupados em ter, em cuidar, em não perder, em não deixar ninguém lhe passar a perna); OS EXCESSOS (à alimentação, ao cigarro, ao sexo desregrado, à bebida alcoólica). Como vemos, as formas de suicídio são grande. André Luiz, através da psicografia de Chico Xavier, explica que poucos são completistas, ou seja, nascemos com uma estimativa de vida e, com os abusos, desencarnamos antes do previsto. E conta também, no livro "Nosso Lar", seu sofrimento ao desencarnar, porque foi um suicida indireto. Sua desencarnação ocorreu porque todo aparelho gástrico foi destruído à custa de excessos de alimentação e bebidas alcoólicas. E a sífilis devorou-lhe energias essenciais para a recuperação pós operatória. E, no tempo atual, infelizmente, observamos o aumento da auto aniquilação pelas drogas como: maconha, cocaína, heroína, crack, bebidas alcoólicas (esta já é liberada), etc. Há muitos problemas causados pelo uso de drogas, e muitos são os tipos de morte, a mais conhecida é a overdose, porque o organismo se adapta aos efeitos da droga implicando a necessidade de aumentar a dose para continuar obtendo resultados semelhantes. Muitos defendem a droga dizendo: "Não estou prejudicando ninguém. A vida é minha e eu faço o que quero com ela." Este discurso egoísta, mostra total ignorância no assunto. O dependente de drogas, geralmente, envolve a família, a sociedade e torna-se envolvido com a criminalidade, pois quando este fica sem condições financeiras para adquiri-la, a consegue com o traficante, através do sistema de comissão nas vendas; sem contar pequenos e grandes furtos, assaltos, muitas vezes, seguidos de mortes, etc. Chegam a matar familiares para obter algo que possam vender e sustentar seu vício. E com isso, traficantes se fortalecem, matando vidas de maneira direta ou indireta, desagregando famílias e desequilibrando a sociedade. Muitos acreditam também, que o usuário não deve ser punido. Mas é o usuário que fortalece o traficante e, consequentemente, ambos fortalecem a criminalidade. Se não houvesse usuário, não haveria traficante. O usuário deveria ser encaminhado, obrigatoriamente, a um centro de recuperação, antes de tornar-se violento, perigoso a sociedade. E os que já estão cometendo delitos também. Hoje, o Governo deveria construir centros de recuperação como constrói presídio.
Se todos acreditassem na reencarnação, saberiam que a vida não começa no berço, não acaba no túmulo e que a lei é de Causa e Efeito, consequentemente, abusariam menos da lei divina. Então, quando maltratamos nosso corpo físico, geralmente, ressarciremos a mal causado através de doenças, assim como desfrutaremos da saúde se dela cuidarmos. Aquilo que causamos, de bom ou de mal, a nós, ao próximo ou a qualquer fruto da criação divina, sentiremos o efeito, nesta ou em outra encarnação. Por exemplo: o usuário de cigarro lesa vários órgãos do corpo físico, um deles é o pulmão. Este órgão, então, se foi o mais lesado, poderá desencadear problemas pulmonares. Se isto não ocorrer nesta encarnação, numa próxima, poderá vir sensível a doenças como: câncer, asma, bronquite, etc. Os que não abusam da saúde e tem várias doenças estão, provavelmente, colhendo o que plantaram. E os que abusam da saúde e passam pela vida saudáveis, estão plantando. Se assim não fosse, Deus seria injusto. Por exemplo: Como pode uma criança nascer precisando de transplante de fígado e, um adulto usuário de bebidas alcoólicas ser saudável? Como dissemos, um está colhendo (porque a criança é um Espírito velho em corpo novo), e o outro está plantando (o adulto). Como nos foi avisado: "O plantio é livre mas a colheita é obrigatória".
Portanto, as drogas não devem ser liberadas, somos nós que devemos nos libertar delas.


Rudymara




BEBIDA ALCOÓLICA NA VISÃO ESPÍRITA



Bebida alcoólica é droga?
Sim. Esta droga liberada (este veneno) produz sérias conseqüências à saúde física como: cânceres; irritação na mucosa gástrica e duodenal, levando o paciente à úlcera; no fígado as células se enchem de gordura, porta aberta para a cirrose hepática; o pâncreas, 25% dos pacientes acometidos de alcoolismo agudo exibem evidências reais de pancreatite, ou seja, de lesões no pâncreas inflamado; o álcool também determina depósitos de gordura nas artérias, ocasionando a terrível arteriosclerose, que leva o paciente à angina de peito, uma dor insuportável produzida pela diminuição da circulação sangüínea no miocárdio, o músculo nobre do coração; ele atinge o aparelho digestivo: o indivíduo perde o apetite, o estômago se inflama e a ulceração da sua mucosa logo se manifesta. Na esfera do sistema nervoso o álcool ocasiona derrames cerebrais, paralisias, alterações do comportamento, até mesmo a loucura mais completa. O álcool reduz a resistência física, diminui o tempo de vida e, por isso, o seu praticante é considerado um SUICIDA. A bebida alcoólica, já por si é altamente prejudicial, mas às vezes, ela se torna mais prejudicial, porque é criminosamente adulterada. Nos uísques falsificados, aguardentes precocemente envelhecidas e cervejas mal pasteurizadas, os exames químicos denunciam substâncias estranhas diversas: iodo, óxido de ferro, arsênico, chumbo, corantes nocivos, sódio e potássio. Há também uma questão esquecida: cada garrafa de bebida que adquirimos ajuda a sustentar a indústria que mata mais gente e destrói mais lares do que uma guerra. Um seareiro de Jesus não deveria compactuar com isso. E, temos também, um agravante invisível. O bebedor inveterado geralmente (senão sempre), é assediado por terríveis obsessores que lhes compartilham a mesa do lar, do bar elegante ou o balcão da tosca imunda. Porque a embriagues, infelizmente, é um hábito que se observa em todas as camadas sociais. Estes companheiros invisíveis vem saciar, a seu modo, sua sede pelo álcool através do alcoólatra desprevenido. Assim, inicia-se um doloroso processo de vampirismo espiritual, de conseqüências imprevisíveis. Hipnoticamente, estes obsessores, exercem sua influência, conduzindo, por sugestão, o indivíduo à ingestão de álcool. Por isso, quando ouvimos um espírita dizendo: "UMA CERVEJINHA NÃO FAZ MAL" ou "EU BEBO SOCIALMENTE", que estes relembrem a recomendação de Jesus: "A QUEM MUITO FOI DADO, MUITO SERÁ COBRADO”, cuidado ao enganarem-se.
No mínimo devemos lembrar a importância do nosso corpo físico antes de fazer uso de algo que nos prejudique. É ele que nos ajuda a evoluir. Somos apenas inquilinos dele.
Como disse Joanna de Ângelis no livro “Dias Gloriosos”: “Todo corpo físico merece respeito e cuidados, carinho e zelo contínuos, por ser a sede do Espírito, o santuário da vida em desenvolvimento.”´
Há também uma questão esquecida: cada garrafa de bebida que adquirimos ajuda a sustentar a indústria que mata mais gente e destrói mais lares do que uma guerra. Um seareiro de Jesus não deveria compactuar com isso.
O alcoolismo deve ser encarado, nos casos profundos, como uma doença orgânica. Há indivíduos que começam com pequenos goles, buscando na bebida um estado de liberação das suas tensões e, muitas vezes, encontram mais tarde, uma dependência com dores e aflições. Pois o alcoólatra, não destrói somente a si mesmo. Destrói também a família. Arrasa o pobre coração materno. Dilacera os laços conjugais. Estraçalha as esperanças dos filhos. O seu lar é de desarmonia, de desassossego, numa instabilidade emocional constante. O alcoólatra, muitas vezes, é alvo de violência, é causador ou indutor de crimes (no lar, no trânsito, no bar, etc.), o qual poderá ter como conseqüência a prisão, o manicômio ou mesmo o túmulo precocemente, às vezes por obsessão.
Quantos males seriam evitados! Quantas dores não aconteceriam! Quantos problemas seriam resolvidos se o alcoolismo das conversas vazias de fim de expediente, de fúteis reuniões sociais, de preguiçosos fins de semana fosse substituído pela visita ao enfermo, pelo atendimento ao necessitado, pelo estudo edificante, pela participação na atividade religiosa. Os que assim agem não precisam de drinques para experimentar alguma descontração ou passageira euforia, porque há neles aquela vida abundante a que se referia Jesus. Aquela força divina que vibra em nossas veias quando nossa mente se povoa de ideais e nosso coração pulsa ao ritmo abençoado do serviço no campo do Bem. O movimento “Alcoólicos Anônimos” adota um lema muito expressivo: "SE VOCÊ QUER BEBER, O PROBLEMA É SEU; MAS SE VOCÊ QUER PARAR DE BEBER, O PROBLEMA É NOSSO.” Que recorram, pois, aos ALCOÓLICOS ANÔNIMOS, todos aqueles que sinceramente desejarem libertar-se do domínio do álcool. Em Taubaté sua sede fica na Rua José Vicente de Barros, 336, Vila das Graças. Sigamos o conselho do apóstolo Paulo: "NÃO SEJAM INSENSATOS; AO CONTRÁRIO, PROCUREM COMPREENDER A VONTADE DO SENHOR. NÃO SE EMBRIAGUEM, QUE LEVA PARA A LIBERTINAGEM, MAS BUSQUEM A PLENITUDE DO ESPÍRITO.” (Efésios 5:18)

Rudymara




segunda-feira, 14 de novembro de 2016

CARIDADE COM CARIDADE


O amigo de um conhecido espírita, ao vê-lo ardentemente interessado em obras de caridade, repreendeu-o, dizendo que ele, não espírita, desistiu da beneficência, a muito tempo.
E alegava que todos os gestos de bondade que praticara somente havia encontrado desprezo como resposta. Sempre ingratos por toda parte.
O espírita, no entanto, chamou-o à rua e deu-lhe um osso para que alimentasse um cão, de passagem.
O amigo, embora contrariado, atirou o alimento para o animal, com marcante desprezo.
O cachorro aproximou-se da oferta, abocanhou-a, de leve, e saiu, triste e desconfiado, rabo entre as pernas.
O espírita tomou de osso igual para socorrer outro cão faminto na via pública.
Entretanto, mudou de jeito.
Chamou o animal com carinho humano.
Dirigiu-lhe palavras amigas.
Alisou-lhe o pêlo.
Afagou-lhe as orelhas.
E deu-lhe o bocado com as próprias mãos.
O animal abanou a cauda e permaneceu ao seu lado, contente, a lamber-lhe as mãos. E ambos os amigos anotavam, admirados, o efeito do amor no gesto beneficente.
Estenda, sim, quanto puder, as obras de caridade. Contudo, ajudando alguém, é preciso saber como você ajuda.

Escrito pelo Espírito: Valérium
Psicografia de: Waldo Vieira


OBSERVAÇÃO DE RUDYMARA: A bandeira do Espiritismo é FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO. Mas, a salvação não depende DO QUE fazemos aqui na Terra, mas sim, DE COMO se faz. A caridade deve ser feita com caridade. Um orfanato não deve ser um "depósito de crianças". Um hospital psiquiátrico não deve ser um "depósito de loucos". Uma doação de roupas, sapatos e brinquedos não devem ser um "livramento de trapos, tralhas e cacarecos quebrados e não usáveis". Quando doarmos algo precisamos perguntar: "Eu usaria esta roupa ou sapato?" "Se eu fosse carente, será que eu gostaria de ganhar isso que vou doar?" "Eu presentearia meu filho(a), neto(a) com este brinquedo?" "A maneira que tratamos um doente, um idoso, um órfão, enfim, uma pessoa qualquer é como eu gostaria de ser tratada?" "Como estamos tratando nossos companheiros de trabalho; os assistidos da Casa Espírita; um companheiro que nos aborda com dúvidas sobre a doutrina?" Consultemos nossa consciência. Então, para não errarmos utilizemos a regra que Jesus deixou: "Faça ao teu próximo o que gostaria que ele fizesse a você." Nos coloquemos no lugar da pessoa. Assim estaremos no caminho certo para fazermos CARIDADE COM CARIDADE.




terça-feira, 8 de novembro de 2016

DIA DO PERDÃO



8 de novembro é dia do PERDÃO. Mas não espere uma data para perdoar. Jesus ensinou na oração do "Pai Nosso" que devemos pedir a Deus que "só perdoe nossos erros quando aprendermos a perdoar quem errou conosco" e repetiu a necessidade do perdão em outras passagens do Evangelho. Francisco de Assis reforçou dizendo ser melhor "Perdoar que ser perdoado". Como disse Divaldo Franco "Se o outro não nos perdoa é problema dele, mas se nós não perdoarmos, o problema é nosso". Perdoar não significa que precisamos conviver com a pessoa, amá-la com o mesmo amor que tínhamos antes dela nos ofender ou prejudicar. Perdoar significa que devemos orar pela pessoa, não desejar mal a ela, não se satisfazer com algo de ruim que aconteça a ela, não querer se vingar. Perdoar é entender que a outra pessoa ainda não aprendeu a agir de forma leal, respeitosa e justa. Se nós já conseguimos agir melhor que ela, devemos compreender que nem todos ainda aprenderam esta lição. E que, se ela errou num ponto, nós também temos outros pontos falhos. Que atire a primeira pedra quem nunca errou. Perdoar não é fácil, mas também não é impossível. Nos esforcemos nesta lição que o Cristo ensinou.

Rudymara



segunda-feira, 7 de novembro de 2016

PASSE ESPÍRITA CURA?



Sim. Quando MINISTRADO e RECEBIDO com fé, o passe é capaz de produzir verdadeiros prodígios. Quando Jesus curava dizia: "A tua fé te curou", porque a pessoa estava receptiva para o fluido que Ele estava doando. Ele não usou bisturi, fórmulas mágicas, rituais, gesticulações ou coisas desse tipo. Ele apenas doou fluidos. “A CURA SE OPERA PELA SUBSTITUIÇÃO DE UMA MOLÉCULA MALSÃ POR UMA MOLÉCULA SÃ." (A Gênese, no Cap XIV, sobre a Cura). Então, o passe espírita têm como objetivo o reequilíbrio do corpo físico e espiritual. Mas é preciso esclarecer que a cura não acontece em todos os casos. Às vezes, o bem do doente está em continuar sofrendo. Por isso devemos explicar, segundo a visão espírita, porque ficamos doentes, porque uns conseguem curar-se e outros não, etc. Para que os que não alcançarem a cura, não saiam decepcionados achando que o Espiritismo é uma religião de charlatães. Os Centros Espíritas precisam, ao lado do passe, propiciar os meios para que frequentadores conheçam a doutrina e se exercitem num trabalho íntimo de evangelização, para a conquista da saúde definitiva. Curando as chagas da alma não haverá mais doença no corpo físico. Como diz Joanna de Ângelis: "Só há doença porque há doentes.", ou seja, as doenças existem porque há doentes da alma. Por isso, a doutrina ressalta a importância da REFORMA ÍNTIMA.

Rudymara




CURAS NA CASA ESPÍRITA


"Os Centros Espíritas precisam, ao lado do passe, propiciar os meios para que frequentadores conheçam a doutrina e se exercitem num trabalho íntimo de evangelização, para a conquista da SAÚDE DEFINITIVA. Com a cura física, muitas pessoas se atiram de novo ao desregramento, voltando a se prejudicarem. Mas quem aprende que precisa se aprimorar espiritualmente na prática do Bem e nisso se empenha, quer alcance ou não a cura do corpo, encontrará o caminho para a cura verdadeira e duradoura, a manutenção do equilíbrio em seu espírito imortal." Senão estaremos contribuindo para que as pessoas façam na casa espírita o que fizeram e fazem em outras religiões, que é frequentar uma religião para resolver problemas imediatistas. Tais religiões atrasaram a evolução dos fiéis por pregar que os cultos externos e frequentar a casa religiosa eram mais importantes que a reforma íntima.

Compilação de Rudymara



CIRURGIAS ESPIRITUAIS NAS CASAS ESPÍRITAS


Muitas pessoas procuram centros espíritas porque imaginam os Espíritos como adivinhos infalíveis, detentores de todo saber, protetores perfeitos, capazes de todos os prodígios, como o de curar. Se assim fosse, não haveria espírita com dúvidas, problemas e doenças. Houve um tempo em que, dirigentes desavisados ou com pouco conhecimento das obras básicas estimulavam essa tendência, transformando os Centros Espíritas em gabinetes de consulta, envolvendo médiuns sem disciplina e orientadores sem orientação. Muitos deles acreditavam que com este tipo de fenômeno a Casa Espírita ficava cheia. Mas, infelizmente, ficava cheia de curiosos. Quando os fenômenos acabavam, eles também iam embora. Como disse o espírito Nora, no livro “Aconteceu na Casa Espírita”: “A doutrina espírita não está interessada em lotar a casa espírita com pessoas que procuram simplesmente "fenômenos". A pretensão é simples, que é fazer vibrar entre as paredes da casa os ensinos de Jesus e Kardec. O mais importante é receber fraternalmente os que nos procuram, socorrê-los quanto possível, oferecer conhecimento doutrinário, despertando as criaturas para a transformação moral; o resto é consequência deste processo do bem realizado".

Rudymara




sexta-feira, 4 de novembro de 2016

DEUS SABE O QUE FAZ


Às vezes, uma situação pode parecer difícil, dolorosa, mas é ela que nos deixará algum ensino. Muitos de nós, por exemplo, só damos valor à saúde quando adoecemos. Irmão X conta através da psicografia de Chico Xavier, a história de um rapaz que nasceu paralítico. Vivia sobre uma cama. Era calmo, dava bons conselhos, sempre tinha uma palavra otimista. A mãe, em suas preces, pedia a Deus que o curasse. Um dia, suas preces foram ouvidas. O rapaz ficou curado, mas entrou nos vícios, dívidas e, quando a mãe chamava sua atenção, ele ficava violento, quase a agredia. Então, a mãe entendeu que ele precisava ficar sobre a cama, daí ela orou para que a enfermidade voltasse, para que o filho não se comprometesse nessa encarnação. Aquele corpo deficiente era um cárcere para o espírito, um momento de ensinamento para fazê-lo refletir sobre a vida e suas ações. Então, o que pode parecer ruim aos nossos olhos, aos olhos de Deus é bom. Ele sabe como precisamos aprender uma lição. 

 Rudymara




quarta-feira, 2 de novembro de 2016

BRILHE A VOSSA LUZ



“Gente há que desencarna imaginando que as portas do Mundo Espiritual irão se lhes escancarar... Ledo engano! Ninguém quer saber o que fomos, o que possuíamos, que cargo ocupávamos no mundo; o que conta é a luz que cada um já tenha conseguido fazer brilhar em si mesmo...” 

 Chico Xavier 



FINADOS NA VISÃO ESPÍRITA


O hábito de visitar os mortos, como se o cemitério fosse sala de visitas do Além, é cultivado desde as culturas mais remotas. Mostra a tendência em confundir o indivíduo com seu corpo. Há pessoas que, em desespero ante a morte de um ente querido, o "VISITAM" diariamente. Chegam a deitar-se no túmulo. Desejam estar perto do familiar. Católicos, budistas, protestantes, muçulmanos, espíritas - somos todos espiritualistas, acreditamos na existência e sobrevivência do Espírito. Obviamente, o ser etéreo não reside no cemitério. Muitos preferem dizer que perderam o familiar, algo que mostra falta de convicção na sobrevivência do Espírito. Quem admite que a vida continua jamais afirmará que perdeu alguém. Ele simplesmente partiu. Quando dizemos "perdi um ente querido", estamos registrando sérios prejuízos emocionais. Se afirmarmos que ele partiu, haverá apenas o imposto da saudade, abençoada saudade, a mostrar que há amor em nosso coração, o sentimento supremo que nos realiza como filhos de Deus. Em datas significativas, envolvendo aniversário de casamento, de morte, finados, Natal, Ano Novo, dia dos Pais, dia das Mães, sempre pensamos neles.
COMO PODEMOS AJUDAR OS QUE PARTIRAM ANTES DE NÓS? Envolvendo o ser querido em vibrações de carinho, evocando as lembranças felizes, nunca as infelizes; enviando clichês mentais otimistas; fazendo o bem em memória dele, porque nos vinculamos com os Espíritos através do pensamento. Além disso, orando por ele, realizando caridade em sua homenagem, tudo isso lhe chegará como sendo a nossa contribuição para a sua felicidade; a prece dá-lhe paz, diminui-lhe a dor e anima-o para o reencontro futuro que nos aguarda.
PODEMOS CHORAR? Podemos chorar, é claro. Mas saibamos chorar. Que seja um choro de saudade e não de inconformação e revolta. O choro, a lamentação exagerada dos que ficaram causam sofrimento para quem partiu, porque eles precisam da nossa prece, da nossa ajuda para terem fé no futuro e confiança em Deus. Tal comportamento pode atrapalhar o reencontro com os que foram antes de nós. Porque se eles nos visitar ou se nós os visitarmos (através do sono) nosso desequilíbrio os perturbará. Se soubermos sofrer, ao chegar a nossa vez, nos reuniremos a eles, não há dúvida nenhuma.
ENTÃO OS ESPÍRITAS NÃO VISITAM O CEMITÉRIO? Nós espíritas não visitamos os cemitérios, porque homenageamos os “vivos desencarnados” todos os dias. Mas a posição da Doutrina Espírita, quanto as homenagens (dos não espíritas), prestadas aos "MORTOS" neste Dia de Finados, ao contrário do que geralmente se pensa, é favorável, DESDE QUE SINCERAS E NÃO APENAS CONVENCIONAIS.
Os Espíritos, respondendo a perguntas de Kardec a respeito (em O Livro dos Espíritos), mostraram que os laços de amor existentes entre os que partiram e os que ficaram na Terra justificam esses atos. E declaram que no Dia de Finados os cemitérios ficam repletos de Espíritos que se alegram com a lembrança dos parentes e amigos. Há espíritos que só são lembrados nesta data, por isso, gostam da homenagem; há espíritos que gostariam de serem lembrados no recinto do lar. Porque, se ele desencarnou recentemente e ainda não está perfeitamente adaptado às novas realidades, irá sentir-se pouco à vontade na contemplação de seus despojos carnais; Espíritos com maior entendimento, pedem que usemos o dinheiro das flores em alimento aos pobres. Portanto, usemos o bom senso em nossas homenagens. Com a certeza que ELES VIVEM. E se eles vivem, nós também viveremos. E é nessa certeza que devemos aproveitar integralmente o tempo que estivermos encarnados, nos esforçando para oferecer o melhor de nós em favor da edificação humana. Só assim, teremos um feliz retorno à pátria espiritual.

Compilação de Rudymara




VIDA APÓS A VIDA



Para nós espíritas "morte" representa apenas o "fim" de uma encarnação e a continuação da vida após a morte do corpo físico. Por isso, temos duas observações importantes a fazer:
1º - Façamos aos que convivem conosco nesta encarnação o melhor que pudermos. Para que no futuro, com a partida de algum ente querido, nosso choro seja apenas de saudade e não de remorso.
2º - Se acreditamos numa vida após esta vida, comecemos a viver de tal maneira que, ao chegarmos ao plano espiritual, não tenhamos a sensação de tempo perdido, por ter desperdiçado uma encarnação, com remorso por não ter feito mais e de forma melhor e, consequentemente, com a consciência pesada que nos leve a regiões sombrias. Porque, como sabemos, "muito será cobrado a quem muito foi dado". Sabemos muito para dizermos "eu não sabia."


Rudymara



segunda-feira, 24 de outubro de 2016

JOGOS, BINGOS E RIFAS NA CASA ESPÍRITA


O que você tem a dizer sobre os jogos, bingos e rifas nas casas espíritas?

J. Raul Teixeira: - A casa espírita, sendo educandário básico da mente popular, não comporta nenhum tipo de jogo de azar nem de sorte. Ela deve ser o espaço para que seja feito aquilo que a Doutrina Espírita propõe. No dia em que a casa espírita se converter num espaço de jogos de qualquer teor, ainda que sob a justificativas as mais piedosas, em nome da caridade, terá se convertido num clube, numa área que não serve mais à causa de Cristo, mas aos interesses imediatistas dos indivíduos.
Os jogos são eminentemente do mundo e, obviamente, não se ajustam à proposta da casa espírita e muito menos à Doutrina Espírita. Com todo respeito àqueles que usam o espaço do centro espírita para fazer o que lhes dá na mente, o que lhes vem à cabeça, temos que dizer que eles estão ignorando a seriedade do compromisso espírita, atraiçoando a confiança com que os generosos Mentores do mundo os convidou para o trabalho na fulgurante Seara Espírita.
Que a casa espírita tenha necessidade de recursos materiais para atender aos seus trabalhos materiais, não resta dúvida. Contudo, deveremos procurar operar no campo das coisas dignas, que não comprometam os princípios espíritas nem enxovalhem o nome de tantas almas que sofreram e choraram, que deram suas vidas e suas mortes, a fim de que hoje encontrássemos essa liberdade de ser espíritas, de afirmar alto e em bom som a nossa fé, em toda a parte.


Jornal Correio Espírita    


OBSERVAÇÃO DE RUDYMARA: Jogo vicia e atrai viciados. Quantas pessoas desviam dinheiro da família para jogar, perde tudo com esperança de ficar rico ou recuperar o que perdeu no jogo, comete suicídio, é morto e mata por dívida de jogo. Então, corremos o risco de estimular uma pessoa a se viciar e estimular um encarnado e desencarnado a continuar no vício quando o intuito da doutrina é orientar para não entrar e/ou se livrar de vícios. Todo vício começa por pequenas doses, um jogo de brincadeira, sem contar que podemos estar estimulando lembranças do passado que podem desencadear nesta encarnação. Pensemos na nossa responsabilidade sobre a vida alheia. Temos muito conhecimento para arriscar.






domingo, 23 de outubro de 2016

CARIDADE COMEÇA NO LAR


Disse André Luiz: "Honre a caridade em sua própria casa, ajudando, em primeiro lugar, aos seus próprios familiares, através do rigoroso desempenho de suas obrigações, para que você esteja realmente habilitado a servir ao Mundo e à Humanidade, hoje e sempre."
Não adianta fazer sopa na casa religiosa se não lavamos um copo para ajudar no serviço da nossa casa. Não adianta ser gentil com os irmãos de fé se somos grosseiros e mal educados no trato com nossos familiares. Não adianta arrecadarmos alimentos aos necessitados se não pensamos nas necessidades dos nossos parentes. Não adianta caminhar quilômetros para visitar um templo religioso se não visitamos nossos pais. Não adianta dizer que amamos Maria mãe de Jesus se não honramos, respeitamos e, às vezes, exploramos nossa mãe. Não adianta idealizar igualdade na divisão de renda se brigamos na partilha de bens da família. Pensemos nisso!

Texto de Rudymara




O QUE É FAMÍLIA?




Família é um grupo de pessoas, cheios de defeitos, que Deus reúne para que convivam com as diferenças e desenvolvam a tolerância, a benevolência, a caridade, o perdão, o respeito, a gratidão, a paciência, direito e dever, limites, enfim, que aprendam a AMAR: fazendo ao outro o que quer que o outro lhe faça. Sem exigir deles a perfeição que ainda não temos. Como disse Divaldo Franco: "Nós não nascemos onde merecemos, mas onde necessitamos evoluir." Sem esquecer que não devemos exercer esse amor apenas à família consanguínea, mas também à família universal. O que é a família universal? Se Deus é Pai de todos que moram no Universo, somos todos irmãos e, consequentemente, somos uma só família. Então, aproveitemos esta oportunidade que Deus nos dá e façamos o melhor nessa convivência consanguínea e universal. 

Texto de Rudymara



Observação: Amigos(as) essa mensagem foi escrita por mim, Rudymara. Não sei que foi que a postou como se a autoria fosse do Papa Francisco. Mas quem fez, precisa aprender mais sobre o que é ser "cristão". Ser cristão não é idolatrar o Papa, é viver os ensinamentos do Cristo. É ter princípios de moral, de respeito, de honestidade. E, infelizmente, não é o caso de quem fez tal coisa.  





terça-feira, 18 de outubro de 2016

COMO JESUS ACALMOU A TEMPESTADE?


Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam. E eis que houve grande agitação no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, estava dormindo. Os discípulos se aproximaram e o acordaram, dizendo: 
- Senhor, salva-nos, porque estamos afundando! 
Jesus respondeu:
- Por que vocês tem medo, homens de pouca fé?
E, levantando-se, ordenou os ventos e o mar, e tudo ficou calmo. Os homens ficaram admirados e disseram:
- Quem é esse que até os ventos e o mar lhe obedecem?

COMO JESUS ACALMOU A TEMPESTADE? 
Divaldo Franco responde no livro Entrevistas & Lições: “existem os espíritos que contribuem em favor do desenvolvimento dos recursos da Natureza. Em todas as épocas eles foram conhecidos, identificando-se através de nomenclatura variada (gnomos, duendes, etc.)... eles protegem os vegetais, os animais, os homens. Contribuem para acontecimentos diversos: tempestades, chuvas, maremotos, terremotos . . . interferindo nos fenômenos “normais” da Natureza sob o comando dos Engenheiros Espirituais que operam em nome de Deus..."
Então, concluímos que Jesus utilizou sua autoridade moral para ordenar aos espíritos que, realizam tais acontecimentos, que a tempestade parasse e estes o obedeceram.

Rudymara



sábado, 15 de outubro de 2016

ESCOLA E FAMÍLIA


Neste dia dos professores, deixo aqui meu abraço a cada professor que luta para ensinar quem, muitas vezes, não quer aprender. Luta em prestar contas aos patrões que, muitas vezes, só querem resultado positivo sem apoiá-los. Luta contra lei que passa aluno sem merecer. Luta para motivar alunos desmotivados pela lei. Luta para se defender da violência e agressividade de quem deveria ter gratidão. Luta para ganhar respeito de muitos pais que acham que os professores devem fazer a vontade dos seus filhos, que não dão continuidade de ensino no lar e querem que os professores eduquem além de instruir. Luta para viver com salário da vergonha. Mas que, apesar de tudo isso, graças a Deus, amam o que fazem. Deus os abençoe. 
Precisamos olhar para os professores como nossos aliados e não como inimigos nossos e de nossos filhos. Quando nosso filho chegar reclamando de um professor, busquemos saber se é realmente verdade ou é apenas reclamação de uma criança mimada que não tolera ordem, respeito, que chamem sua atenção. Nunca se coloque contra o professor perto de seu filho. Procuremos saber se estão cumprindo suas obrigações escolares: tarefas, trabalhos, etc. Participemos das reuniões para saber como nossos filhos estão se comportando na sala de aula, na escola. Converse com seu filho quando ele chegar da escola. Oriente antes dele sair de casa. Eduque seu filho para respeitar a escola e seus funcionários. Como disse Kardec: "É pela EDUCAÇÃO, mais do que pela INSTRUÇÃO, que se transformará a HUMANIDADE”. Educação recebemos no lar e instrução na escola. Escola e família precisam dar as mãos.

Rudymara



sexta-feira, 14 de outubro de 2016

FAMÍLIA



Ninguém se une numa família por acaso. Ninguém é vítima ou coitadinho. Deus não erra de endereço. Há filhos(as) que dizem amar seus pais, mas na verdade só tem interesse neles. Pois, só exploram, humilham e maltratam. E quando precisam deles são dissimulados a ponto de fazer-lhes um agrado, só para alcançar o almejado. E há pais que fazem todas as vontades do filho(a) dizendo amá-lo, quando na verdade não o ama, apenas é apaixonado. Pois, quem ama educa, diz sim e não na hora certa. O amor não é cego, porque enxerga que, muitas coisas que os filhos(as) querem, serão prejudiciais no futuro. Já a paixão diz sim sempre, não tem coragem de negar nada, de educar, não enxerga o futuro. Então, observemos nossas atitudes, como filho(a), pai ou mãe, pois colheremos no futuro o que estamos plantando no presente. Como disse Emmanuel: “Nem freio que os mantenha na servidão, nem licença que os arremesse ao charco da libertinagem.” E como diz Kardec: Na família, os pais tem deveres para com os filhos e os filhos além de respeito para com os pais, tem deveres com eles, mesmo quando são injustos.

Rudymara