sábado, 21 de abril de 2018

QUEM FOI TIRADENTES EM ENCARNAÇÃO ANTERIOR?


As minas de ouro e diamantes de Minas Gerais eram exploradas por Portugal. Aumentava os quadros dolorosos de misérias do povo, esmagados pelos impostos de toda natureza. Tiradentes e outros começaram a planejar a independência do Brasil. Mas, antes de acontecer o ato revolucionário, alguns participantes do movimento delataram (dedaram) o plano ao Governador de Minas Gerais. Todos foram presos, mas Tiradentes assumiu o plano. Os outros foram condenados ao degredo, só Tiradentes enforcado e esquartejado em 21 de abril de 1792. Penduraram partes de seu corpo pelas ruas como demonstração de força e para intimidar a população para que não houvesse nova revolta.
Uma de suas frases marcantes foi: "Se todos quisermos podermos fazer deste país uma grande nação. Vamos fazê-la." 
QUEM FOI TIRADENTES EM SUA ENCARNAÇÃO ANTERIOR?
Ele foi um inquisidor, ou seja, participou da Santa Inquisição.
Humberto de Campos (Irmão X) conta no livro "BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO PÁTRIA DO EVANGELHO", através da psicografia de Chico Xavier que Tiradentes foi um inquisidor em sua encarnação anterior:
Instantes antes do enforcamento, a falange de Ismael (Espírito escolhido por Jesus para auxiliar no progresso e desenvolvimento do Brasil) cercaram a alma leal e forte de Tiradentes, inundando-a de santas consolações (...) no momento que seu corpo balança, pendente das traves do cadafalso, no Campo da Lampadosa, Ismael recebia em seus braços carinhosos e fraternais a alma edificada do mártir. Ismael exclamou:
“Irmão querido, resgatas hoje os delitos cruéis que cometestes quando te ocupavas do nefando mister de inquisidor, nos tempos passados. Redimiste o pretérito obscuro e criminoso, com as lágrimas do teu sacrifício em favor da Pátria do Evangelho de Jesus. Passarás a ser um símbolo para a posteridade, com o teu heroísmo resignado nos sofrimentos purificadores. Qual novo gênio surges, para espargir bênçãos sobre a terra do Cruzeiro, em todos os séculos do seu futuro. Regozija-te no Senhor pelo desfecho dos teus sonhos de liberdade, porque cada um será justiçado de acordo com as suas obras. Se o Brasil se aproxima da sua maioridade como nação, ao influxo do amor divino, será o próprio Portugal quem virá trazer, até ele, todos os elementos da sua emancipação política(...)”
Daí a alguns anos era o próprio Portugal que vinha trazer, com D. João VI, a independência do Brasil (...)."

Resumo de Rudymara

OBSERVAÇÃO: A Inquisição foi criada na Idade Média (século XIII) e era dirigida pela Igreja Católica Romana. Ela era composta por tribunais que julgavam todos aqueles considerados uma ameaça às doutrinas (conjunto de leis) desta instituição. Todos os suspeitos eram perseguidos e julgados, e aqueles que eram condenados, cumpriam as penas que podiam variar desde prisão temporária ou perpétua até a morte na fogueira, onde os condenados eram queimados vivos em plena praça pública. Os inquisidores questionavam os condenados e obtinham as confissões geralmente à custa da força, tortura e crueldade.





sexta-feira, 13 de abril de 2018

SORTE E AZAR NA VISÃO ESPÍRITA


A Doutrina Espírita é muito clara quando ensina que o ser humano é o condutor da sua sorte ou do seu azar, ou seja, de seu destino. Explica, através da reencarnação que, somos hoje o que fizemos ontem, seremos amanhã o que fizermos hoje. Que podemos anular ações negativas que praticamos no passado com ações positivas que praticarmos no presente ("o amor cobre multidão de erros" - disse Jesus). Mas, muitos usam velas, defumações, plantas, imagens ou objetos diversos como amuletos ou talismãs para evocar sorte ou proteção espiritual. Outros retiram objetos do lar que "supostamente" atraem "coisa ruim". Muitos usam certa cor de roupa porque acreditam que "dá sorte". Há quem mude o número da casa ou o número de letras do nome para "ter mais sorte", e outros. Pura ilusão! Preferimos atribuir ao azar, aos Espíritos, a alguém, a Deus, a um mês do ano, ao gato preto do que admitirmos que, quem atrai ou repele coisas boas ou más, somos nós, através de nossos pensamentos e atos. Agimos assim porque, uma boa qualidade de vida, pede algumas mudanças drásticas em nossa vida, que nem sempre estamos dispostos a efetuar. Por exemplo: perdoar, superar as ambições, orgulho, vaidade, eliminar os vícios, combater os impulsos agressivos, ajudar o semelhante. Há também quem acredite que desajustes em sua vida é fruto de influência espiritual. É possível que haja essa pressão, mas nossos fracassos não são decorrentes dela. Se estivermos bem, nenhuma influência negativa nos atingirá. Exemplo: se somos pacíficos, nenhum Espírito nos influenciará a cometer um ato de violência; se não temos o vício da bebida alcoólica, nenhum Espírito nos obrigará a beber. Enfim, somos herdeiros de nossas próprias ações e tendências. Os Espíritos encarnados ou desencarnados, só exploram nossas fraquezas ou falhas morais. Geralmente, eventos negativos acontecem, porque nem sempre observamos as Leis Divinas. Exemplo: casamentos não se consumam ou se desfazem (por intolerância, por traição, etc.), profissões são negligenciadas (por preguiça, por insubordinação, etc.), a saúde se deteriora (por velhice ou descuido da saúde), desastres acontecem (por falha mecânica ou humana), a morte se antecipa (pelo suicídio direto e indireto), guerras se iniciam (por poder, por orgulho, por intolerância religiosa). Então, a Doutrina Espírita nos dá uma visão objetiva, racional sobre o assunto. Nos ajuda a eliminar superstições. No O Livro dos Médiuns, 2ª parte, cap. XXV, item 282-17ª diz: “(...) A VIRTUDE DOS TALISMÃS, DE QUALQUER NATUREZA QUE SEJAM, NÃO EXISTEM SENÃO NA IMAGINAÇÃO DAS PESSOAS CRÉDULAS.” Portanto, quem crê que aquele amuleto irá proteger potencializa a força da alma (vibrações fluídicas) que, talvez, o proteja, ou seja, quem o protegerá não é o amuleto, mas suas vibrações que te aproximará de seu anjo guardião. Assim como não há azar, por exemplo, quando um gato preto cruzar nosso caminho. Deus não seria justo e bom se criasse um animal para dar azar a alguém e, consequentemente, para que este animalzinho sofresse maus tratos e perseguição. Coisas desagradáveis e agradáveis acontecem sempre, sem data determinada, cruzando ou não com gatos brancos ou pretos. Faz parte de um mundo de provas e expiações. Pensemos nisso!

Rudymara




IDOLATRIA NA VISÃO ESPÍRITA



“Não vos façais, pois, idólatras”
Paulo, I Coríntios, 10:7

Os Judeus, saindo da dominação egípcia, um povo idólatra, tinham muita tendência à idolatria. Basta ver o que aconteceu quando Moisés desceu do Monte Sinai com as Tábuas da Lei e encontrou o povo adorando o "BEZERRO DE OURO" como se ele fosse uma divindade, um amuleto. Indignado, matou 3 mil homens, contrariando um dos mandamentos da lei das tábuas: ‘Não matarás.” Mas o mesmo “deus”, que proíbe que sejam feitas imagens, manda Moisés fazer dois querubins de ouro e colocá-los por cima da Arca da Aliança (Ex 25, 18-20). Manda-lhe, também, fazer uma serpente de bronze e colocá-la por cima de uma haste, para curar os mordidos pelas serpentes venenosas (Num 21, 8-9). Manda, ainda, Salomão enfeitar o templo de Jerusalém com imagens de querubins, palmas, flores, bois e leões (I Reis 6, 23-35 e 7, 29). Não é um incentivo a idolatria?
Os espíritas não adotam imagens, alguns Centros Espíritas tem foto do mentor(a) da casa, de Jesus que é nosso guia espiritual, mas entendem que idolatria não é simplesmente adorar imagens de pedra, madeira, gesso, ouro, e outros, mas qualquer coisa material. Por exemplo: há sim, quem idolatre "santos", "imagens" com interesse em fazer pedidos, sem buscar seguir seus exemplos de vida e pedidos; mas, há também, quem diga não ter tempo e dinheiro para dispensar à caridade, mas dispensam tempo e dinheiro iguais ou maiores para idolatrar cantores, atores, jogos, festas, e outras coisas mais; há quem idolatre time de futebol a ponto de reagir violentamente aos que torcem para outros times; há quem idolatre a religião chegando a causar brigas, desentendimentos, inimizades e até guerras contrariando os preceitos morais pregados por ela; há quem reaja a um assalto, com intenção de matar ou morrer, por idolatrar bens materiais; há quem comete adultério escondido do(a) cônjuge como nas redes sociais, buscando prostitutas, e outros ou com a conivência dele(a), em, por exemplo, trocas de casais, , alegando “apimentar o relacionamento” por idolatrar o sexo; há quem idolatre o dinheiro, o ouro, a fama, de tal forma que, muitas vezes, procuram alcançar o objetivo de maneira ilícita, indigna, imoral, prejudicando seu próximo; há quem idolatre pessoas (político, pessoas de posição social elevada), por interesse pessoal; há espírita que alega várias desculpas para faltar uma palestra em sua cidade de um orador desconhecido, mas anda quilômetros e quilômetros em excursão, pagam estadia em hotel, para assistir aquele orador conhecido ou aquele médium “que faz cura” ou coisas relacionadas a fenômenos; há médiuns aceitando a idolatria e impedindo assim, a comunicação com os amigos do bem, no plano espiritual; há espíritas que querem ser idolatrados porque idolatra a vaidade; há espíritas idolatrando cargos e esquecendo os encargos; há quem desrespeite seu corpo físico contrariando a saúde física, por idolatrar bebida alcoólica, cigarro, drogas em geral, excesso de alimentos. Como vemos, há vários tipos de idolatria. Quando apontamos um idolatra por "imagens", não nos damos conta que também somos idolatras de outras coisas que atrapalham nossa evolução espiritual.
Como disse Emmanuel: “É indispensável evitar a idolatria em todas as circunstâncias. Suas manifestações sempre representaram sérios perigos para a vida espiritual.”


Texto de Rudymara




terça-feira, 10 de abril de 2018

IDOLATRIA PELO DINHEIRO



O texto "Não se pode servir a Deus e a Mamon" está no cap. XVI do O Evangelho Segundo o Espiritismo. 
Mas, quem foi Mamon? 
R: Mamon era um dos deuses adorados pelos sírios, na antiquidade. Ele representava as riquezas. Por isso, suas estátuas eram fundidas em ouro ou prata.
Por isso Jesus disse: “Ninguém pode servir a dois senhores, porque aborrecerá a um e amará a outro ou se unirá a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e as riquezas.”
Lendo estas palavras, parece que Jesus tinha horror à riqueza e muita má vontade com os ricos. O que não é verdade.
Ao proclamar que não se pode servir a Deus e às riquezas, o Mestre refere-se ao problema do apego. É bem próprio das tendências humanas que o indivíduo, quanto mais ganhe, mais deseje ganhar. E, quanto mais se empolga pelas riquezas, menos sensível se faz às misérias alheias. Então, complica-se, porque, ao invés de servir-se da riqueza para aproximar-se de Deus, afasta-se de Deus por servir à riqueza.
Vejamos estes dois exemplos:
A Condessa Paula, que está no livro O Céu e o Inferno, que enquanto encarnada foi bela, rica, de família ilustre, de qualidades intelectuais e morais. Ela era boa, meiga e indulgente, soube administrar a fortuna levando grande parte aos necessitados. Em sua comunicação mediúnica disse:
“ . . . ricos, tenham sempre em mente que a verdadeira fortuna imorredoura, não existe na Terra; procure antes saber o preço pelo qual possa alcançar os benefícios do Todo-Poderoso.”
Já no O Evangelho Segundo o Espiritismo, temos o depoimento da Rainha de França, que não soube administrar a riqueza para o bem, e se utilizava de seu poder para humilhar seus súditos. Sua comunicação após a desencarnação dizia assim:
“ Quem melhor do que eu poderá compreender as palavras de Nosso Senhor, quando Ele disse: ‘Meu Reino não é deste mundo?’ O orgulho me perdeu sobre a Terra; quem, pois compreenderia a insignificância dos reinos deste mundo, se eu não o compreendesse? Que carreguei comigo da minha realeza terrestre? Nada, absolutamente nada; e como para tornar a lição mais terrível, ela não me seguiu até o túmulo! Rainha eu fui entre os homens, rainha eu acreditava entrar no Reino dos Céus. Que desilusão! Que humilhação, ao invés de ser recebida como soberana, vi acima de mim, mas bem acima, homens que eu acreditava pequenos e que desprezei porque não eram de um sangue nobre. . .” 
Por isso, Pascal disse: “O homem não possui seu, senão aquilo que pode levar deste mundo. O que é, então, que possuímos? Nada do que se destina ao uso do corpo, e tudo o que se refere ao uso da alma: a inteligência, os conhecimentos, as qualidades morais . . .” 
Richard Simonetti explica: "O problema é quando o dinheiro deixa de ser um meio de vida e se converte na finalidade dela, quando deixamos de ser senhores do dinheiro e nos transformamos em escravos dele. O portador de dinheiro amoedado esquece que está na Terra para evoluir, não para acumular bens materiais de que jamais usufruirá, ainda que estenda por milênios a jornada humana."
Pensemos nisso!


Compilação de Rudymara




DEVEMOS ACEITAR TODAS AS NOVIDADES NAS CASAS ESPÍRITAS?





No livro Opinião Espírita, cap. 25, André Luiz diz: "Muitos, companheiros, sob a alegação de que todas as religiões são boas e respeitáveis, julgam que as tarefas espíritas nada perdem por aceitar a enxertia da práticas estranhas à simplicidade que lhes vige na base, lisonjeando indebitamente situações e personalidades humanas, supostas capazes de beneficiar as construções doutrinárias do Espiritismo."
Ultimamente estamos encontrando muitas novidades no meio espírita. Há, por exemplo, quem acredite que a desobsessão e o passe espírita pararam no tempo, conseqüentemente, precisam de ajuda. Perguntemos: ALLAN KARDEC ESTÁ ULTRAPASSADO? J. Herculano Pires responde: “O Kardec superado, dos espíritas pretensiosos dos nossos dias está sempre na dianteira das conquistas atuais. O Espiritismo é a Ciência e acima de tudo a Ciência que antecipou e deu nascimento a todas as Ciências do Paranormal, desde as mais esquecidas tentativas científicas do passado até a Metapsíquica de Richet e a Parapsicologia atual de Rhine e McDougal. Qualquer descoberta nova e válida dessas Ciências tem as suas raízes no O Livro dos Espíritos. Todos os acessórios ligados à prática tradicional do passe devem ser banidos dos Centros Espíritas sérios. O que nos cabe fazer nessa hora de transição da Civilização Terrena não é inventar novidades doutrinárias, mas penetrar no conhecimento real da doutrina, com o devido respeito ao homem (Kardec) de ciências e cientista eminente que a elaborou, na mais perfeita sintonia com o pensamento dos Espíritos Superiores.”).
Então, queremos esclarecer, que não somos contra métodos, técnicas, rituais, etc., adotados por outras seitas, religiões, terapias holísticas ou alternativas. A Doutrina nunca diz ser “contra” alguma coisa, no máximo “não é favorável”. Ela nunca diz “não pode”, no máximo diz “não deve”. Pregamos o livre arbítrio, portanto, temos obrigação de exercê-lo. Mas, não é por respeitarmos que as adotaremos. Não queremos impor aquilo que acreditamos a ninguém, mas não queremos que nos imponham o que não aceitamos. Não gostaríamos de ver implantado na Casa Espírita o que não pertence a ela. Mas aquele que acredita ser certo o que pratica, não deve se melindrar com opinião contrária, “a cada um segundo sua consciência”. Portanto, gostaríamos que todos compreendessem que não escrevemos para criticar, ofender, brigar, até porque este não é o intuito da Doutrina Espírita. Escrever textos espíritas e omitir o que o “Espiritismo” prega para não desagradar este ou aquele, seria covardia da nossa parte e falta de caridade com o Espiritismo. Apenas utilizamos este meio de comunicação para tirarmos dúvidas e divulgarmos a Doutrina dos Espíritos como ela é aos espíritas, não-espíritas, simpatizantes e até não-simpatizantes. “A maior caridade que podemos fazer ao Espiritismo é sua divulgação”, disse Emmanuel. Portanto, a pratiquemos com respeito e responsabilidade.


TEXTO DE RUDYMARA


O AMOR AO DINHEIRO



Relato de Chico Xavier :
"Certa vez, visitando o cemitério de Uberaba, notei a presença de um espírito que, rente ao seu próprio túmulo, chorava arrependido. Fora um rico comerciante na cidade e cometera suicídio. Eu o conhecera de nome. Percebendo que podia conversar comigo, após lamentar o gesto infeliz, que praticara por causa dos negócios que não iam bem, ele me disse:
- Chico, vocês, os espíritas, são os verdadeiros milionários da Terra!
Fiquei com muita pena dele, porque, de fato, o dinheiro, para quem apenas aprendeu a valoriza-lo, é um transtorno muito grande. Fazia muito tempo que ele estava ali, preso aos despojos, se lamentando . . . Conversamos por alguns minutos, e apesar da consciência que revelava de sua situação, ele não se mostrava com a menor disposição íntima de abandonar o local; aquilo era uma auto punição . . ."
O apóstolo Paulo, disse: “se temos o que comer e com que nos vestir, fiquemos contentes com isso. Aqueles, porém, que querem tornar-se ricos, caem na armadilha da tentação e em muitos desejos insensatos e perniciosos, que fazem os homens afundarem na ruína e perdição. Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Por causa dessa ânsia de dinheiro, alguns se afastam da fé e afligem a si mesmos com muitos tormentos.”
O dinheiro é importante e necessário no mundo em que vivemos. Ele paga nossas contas, compra o pão de cada dia, o remédio que sana a doença, o agasalho que veste nosso corpo físico, enfim, mas muitas pessoas, além de dar valor excessivo a ele fazem mal uso dele. Precisamos entender que dinheiro é empréstimo de Deus, que só é nosso o que levamos após a desencarnação. Pensemos nisso!

Rudymara



sexta-feira, 6 de abril de 2018

REFORMA ÍNTIMA, JÁ!


Amo minha Pátria. Não podemos e não devemos confundi-la com pessoas que, com sua atitudes, causam vergonha a ela. Por isso, dentro do ideal político que almejamos, devemos nos incluir. Senão, nada vai mudar. Muitos pedem honestidade, mas não são honestos. Pedem mudanças, mas não mudam. Pedem direito, mas não dão o direito aos outros. Pedem que os políticos não sejam corruptos, mas não obedecem uma simples lei de trânsito ou se corrompem vendendo seu voto em troca de favor. Pedem "ordem", mas são usuários de drogas, que contribuem com a desordem. Pedem mais segurança, mas estimulam a insegurança quando compram produto de roubo. Muitos jovens saem às ruas pedindo honestidade mas colam nas provas escolares, não devolvem o troco que recebem a mais, compram gabarito para passar em vestibular ou concursos públicos. Pedem ordem mas não organizam suas notas ou seu quarto. Pedem um mundo melhor mas, muitas vezes, não respeitam o mundo que vivem: jogam papel na rua, entopem bueiros com lixo, jogam pneus e outros nos rios e terrenos baldios, sujam e danificam banheiros e patrimônios públicos, deixam seu lixo no parque, na praia ou em algum lugar que lhe serve de lazer. Muitos acreditam que só a educação mudará as pessoas, mas não ensinam o filho a respeitar professores e funcionários, não buscam saber como está a nota e o comportamento do filho(a) na escola e fora dela. Há quem vote na beleza do candidato, em quem está à frente das pesquisas, em quem o "cantor, ator, atriz" preferido está apoiando, em quem lhe fez algum favor e em outras coisas banais. Precisamos estar atentos, político que se presta a fazer favor, manipula vagas de emprego em balcão de emprego, vaga de internação em hospitais, distribui bolsa de estudo para quem, muitas vezes, pode pagar e outros favores e agrados, já mostra seu caráter. Enfim, estamos em fase de aprendizado, mas temos muito que rever, primeiro em nós e depois na nossa política. Nosso interesse pessoal e egoísta pode prejudicar um município, um Estado, uma Nação. Voto por interesse pode eleger políticos negligentes, corruptos que poderão causar danos irreversíveis na vida de muitas pessoas. Como disse Divaldo Franco: "A grande crise do Brasil é a de ordem MORAL", tanto da parte dos políticos como do povo brasileiro que quer levar vantagem "material", só para ganhar cargo, poder e dinheiro de forma desonesta. Embora muitos achem que seja "esperteza" isto se chama "desonestidade" e, um dia, prestarão contas com a lei divina e daí, entenderão que a "vantagem material" que levaram na Terra foi, na verdade, "desvantagem" no plano espiritual. O Brasil será o que o brasileiro for. Reforma íntima, já!
Texto de Rudymara




quarta-feira, 4 de abril de 2018

DEVEMOS DAR O PEIXE OU A VARA




Os Espíritos Superiores convocam-nos, constantemente, a trabalhar muito. Mas o trabalho a que eles se referem não é só o assistencial. Pois, muitas vezes poderemos estar realizando o trabalho dito assistencial, que se constitui de oferecimento de coisas materiais, basicamente, sem que estejamos fazendo os esforços em benefício da promoção do indivíduo assistido. O assistencial é uma das faces do trabalho que podemos efetuar no mundo, mas não é tudo. No momento em que sentimos fome, o mais importante é o prato de sopa ou o pedaço de pão. No dia em que sentimos frio, o mais urgente é o agasalho. Mas oferecer um prato de sopa, um pedaço de pão ou um agasalho a quem está com sérias dificuldades financeiras pode ser pouco se não fizermos outras coisas ao longo do tempo. É conveniente oferecer o primeiro peixe e, depois, somente depois, ensinarmos os companheiros a pescar. Devemos evitar acomodação, da qual teremos que dar contas à própria consciência. Precisamos primar pelo trabalho da promoção humana, auxiliando o indivíduo a libertar-se da necessidade, por meio dos estudos necessários, por meio do esforço para buscar o próprio ganha-pão.
É oportuno lembrar a questão 685-a de O Livro dos Espíritos, quando Kardec levanta a situação daqueles que precisam trabalhar para sobreviver, e já não podem fazê-lo. Então, enquanto cobramos das autoridades a devida responsabilidade, no que diz respeito às suas obrigações, devemos seguir atendendo aos necessitados de qualquer natureza, tanto quanto nos seja possível, de maneira lúcida, sem paternalismo piegas, que geram comodismo, e sem frieza emocional, que estabelece a crueldade. Não devemos esquecer que, em nossa rua, em nosso bairro, o Governo somos nós, quando uma necessidade urgente se apresente.
Mas, não se justificará, jamais, que os espíritas tenham que manter um quadro de pessoas infelizes e miseráveis em suas instituições, afim de que se afirmem caridosos ou para que se imaginem atendendo aos deveres fraternais da assistência cristã. Todo o nosso trabalho deverá dirigir-se, na esfera dos serviços assistenciais, ao erguimento do indivíduo ou da família, fazendo-os valorizados em si mesmos. Essa é a base da assistência genuinamente espírita.
Socorrer a dor imediata é dos mais triviais deveres que a solidariedade impõe, no entanto identificar-lhe as origens para, ao longo do tempo, impedir as suas reaparições, é tarefa indispensável.
Vejamos o que diz Bezerra de Menezes: “Atendei, assim, à fome do corpo; providenciai o agasalho e o remédio, sem vos esquecerdes, porém, de fazer luz para que as trevas da ignorância se desfaçam.
Se é justo cooperar com o pai de família que, de um instante para outro, se vê às voltas com o desemprego, mais justo ainda será ampará-lo com uma nova oportunidade de trabalho.
A assistência fraterna aos irmãos carentes não deve induzi-los à excessiva dependência, sob pena de viciar-lhes o espírito.
É evidente que, cada qual é encorajado pela Vida a equacionar as próprias dificuldades: a solução definitiva dos problemas que enfrenta passa, necessariamente, pela maior conscientização do homem no processo da evolução.
Filhos, não vos esqueçais, portanto de que amar é ensinar o caminho, encorajando a quem deve tomar a iniciativa de percorrê-lo.”
A caridade, devidamente aplicada, representará sempre a mão do Criador, atendendo às necessidades gerais ou específicas da alma humana, fomentando alegria, crescimento e progresso. Mas não basta fazê-la, temos que aprender como fazê-la.


Compilação de Rudymara





SELECIONE SEUS PENSAMENTOS





O que carregamos em nosso pensamento? Quais são nossos gostos, desejos, preocupações e outros? Se for algo negativo, mude a sintonia, porque como explica os Espíritos no O Livro dos Espíritos: Os Espíritos vêem tudo o que fazemos, pois estamos incessantemente rodeados por eles. Mas cada um só vê aquelas coisas a que dirige a sua atenção, porque eles não se ocupam das que não lhes interessam, Os Espíritos, muitas vezes, chegam a conhecer o que desejamos ocultar de nós mesmos. Nem atos, nem pensamentos não conseguimos esconder deles. Os Espíritos levianos riem das pequenas traquinices que vos fazem, e zombam das vossas impaciências. Os Espíritos sérios lamentam as nossas trapalhadas e tratam de nos ajudar.” Explica Kardec que: "os maus espíritos não vão senão onde acham com o que satisfazerem a sua perversidade; para afastá-los, não basta pedir-lhes nem mesmo ordenar, é preciso despojar de nós o que os atrai. Os maus espíritos farejam as chagas da alma, como as moscas farejam as chagas do corpo; do mesmo modo que limpamos o corpo para evitar a bicheira, limpemos também a alma de suas impurezas para evitar o ataque dos maus espíritos." Então, retiremos ou deixemos de lado sentimentos negativos, vícios, aquilo que nos magoou, entristeceu ou que, nos preocupamos sem ainda ter acontecido, porque só faz mal para nós mesmos, podendo causar doenças e obsessões. Aquilo que aconteceu não vai mudar e aquilo que poderá vir acontecer, poderá não acontecer e, se acontecer, no momento exato encontraremos solução para ele como já fizemos com outros problemas. Como disse Jesus: oremos pedindo força e vigiemos nossos atos e pensamentos. E como disse Scheilla: "Aprende a selecionar os pensamentos que te visitam, como quem separa as sementes sadias para cultivar o solo da alma." Pense nisso!

Rudymara

segunda-feira, 2 de abril de 2018

TEMPO DE TRANSIÇÃO PLANETÁRIA É TEMPO DE VIGILÂNCIA E ORAÇÃO





Estamos vivendo uma época de transição planetária onde encontramos espíritos encarnados e desencarnados querendo nos influenciar para que aceitemos o errado como se fosse certo ou que rejeitemos o certo como se esse fosse errado: na arte, na política, na música, nos programas de televisão e outros. Como está no livro “Transição Planetária” de Philomeno Miranda, psicografia de Divaldo Franco: “Antes, porém, de chegar esse momento, a violência, a sensualidade, a abjeção, os escândalos, a corrupção atingirão níveis dantes jamais pensados, alcançando o fundo do poço, enquanto as enfermidades degenerativas, os transtornos bipolares de conduta, as cardiopatias, os cânceres, os vícios e os desvarios sexuais clamarão por paz, pelo retorno à ética, à moral, ao equilíbrio(...)
“Como em toda batalha, momentos difíceis surgirão exigindo equilíbrio e oração fortalecedores, os lutadores estarão expostos no mundo, incompreendidos, desafiados por serem originais na conduta, por incomodarem os insensatos que, ante a impossibilidade de os igualarem, irão combatê-los, e padecendo diversas ocasiões de profunda e aparente solidão... Nunca, porém, estarão solitários, porque a solidariedade espiritual do Amor estará com eles, vitalizando-os e encorajando-os ao prosseguimento (...)”
Como vemos, estamos numa batalha do bem contra o mal. Como está na questão 932 do O Livro dos Espíritos: “Por fraqueza dos bons é que vemos com frequência no mundo, a influência dos maus vencerem a influência dos bons. Porque os maus são intrigantes e audaciosos, e os bons são tímidos. E que, quando os bons quiserem, predominarão.” Então, oremos e vigiemos para não aceitarmos o errado como se fosse o certo ou descartarmos o certo como se fosse errado, para que o mal não predomine.


Texto de Rudymara